Terceirização põe em risco o emprego digno no Brasil

Em outubro de 2016 já alertávamos do risco para o conjunto dos trabalhadores caso a lei de terceirização fosse aprovada na Câmara. Na época, votaram a PL 4330/2004, na quarta-feira (dia 22/03) após uma manobra do Presidente da Câmara Rodrigo Maio (DEM/RJ) que desarquivou e aprovou em regime de urgência o PL 4302/1998 de autoria do Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A Voz Operária anuncia seu compromisso com a defesa dos direitos dos Trabalhadores por isso alertamos o perigo do Projeto de Lei 30/2015, Esse projeto aprovado na Câmara dos Deputados, agora segue para votação no Senado Federal. Para os Sindicatos, Associações e demais Entidades da Classe Trabalhadora é urgente que ajam imediatamente antes que o Congresso notadamente favorável e comprometido apenas com os interesses dos ricos empresários aprove a Terceirização Total.

A terceirização Total, que é o objetivo essencial deste projeto é uma tragédia pra classe trabalhadora brasileira, ao invés de regulamentar 12 milhões de trabalhadores como alegam os mentirosos defensores do PLC 30/2015. Tal projeto é aplaudido de pé pela FIRJAN, FIESP e Transnacionais porque cria as condições ideais para degradar e desregulamentar as condições de trabalho de mais de 40 milhões de trabalhadores, ou seja significa rasgar a CLT no aspecto em que ela cria um patamar básico de direito do trabalho.

A flexibilização compromete a CLT e precariza as relações de trabalho.

A primeira consequência brutal é a diminuição do salário, aumento no tempo de trabalho, um terceiro ponto, o aumento nos acidentes, e uma quarta consequência é aumentar a divisão da classe trabalhadora, de modo a dificultar a organização sindical.

A terceirização significa para ter o conjunto da classe trabalhadora brasileira, desprovida de direitos fora do marco da regulação e sujeito a uma superexploração do trabalho ainda maior do que ela vem sofrendo nas últimas décadas. Segundo estudos do DIEESE, os trabalhadores e trabalhadoras terceirizados são menor remunerados, em média, quase 30% a menos; a jornada de trabalho, 30% maior, e os acidentes de trabalho corresponde 80% do total.

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