UERJ RESISTE após 3 meses fechada por conta de falta de verbas

Já não é de hoje que a educação pública no estado do Rio de Janeiro faz parte dos noticiários da mídia em geral, infelizmente raros são os noticiários para divulgar as conquistas de estudantes e professores em meio a esse caos. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, segunda maior universidade do estado, está entre as 10 melhores do país, vem ocupando constantemente os noticiários no estado, não para mostrar as realizações, pesquisas e prêmios que seus alunos e professores recebem, mas sim pelo fato da universidade estar numa crise violenta que começou por volta do segundo semestre de 2015, chegando ao ponto agudo nos anos de 2016 e 2017.

A UERJ possui cerca de 40 mil alunos, dos quais 27% (dados da própria reitoria) são cotistas, cerca de 2 mil professores e 5 mil técnicos administrativos. A UERJ foi a universidade pioneira na implementação das cotas, no ano de 2001, na gestão (PDT/PT) do governo do estado. A UERJ também foi uma das pioneiras na construção de obrigatoriedade de cursos noturnos. Tais fatos, os 16 anos de cota e a ampla introdução de cursos noturnos, alteraram completamente seu perfil sócio-economico, fazendo com que a universidade seja a mais popular do estado, quiçá do Brasil.

Neste ano de 2017, as aulas deveriam ter iniciado em 17 de Janeiro, para repor o semestre de 2016.2, que não se consumou por conta da greve de técnicos e professores da instituição, no primeiro semestre de 2016. É preciso lembrar que o governo do estado, sob a gestão do partido golpista PMDB, vem buscando sucatear e destruir a UERJ, primeiro atrasando e diminuindo os repasses para o custeio da universidade, impossibilitando o pagamento de firmas terceirizadas que prestam serviços de limpeza, manutenção e segurança da mesma, bem como atrasando as bolsas estudantis, desde as bolsas de cotistas até as bolsas de estágios internos ligados a universidade.

Desde fins do ano de 2016 esses ataques vêm se intensificando. Já estamos no mês de Abril, e os servidores e professores da UERJ não receberam nem o 13º salário, nem seus salários de fevereiro e março, os alunos também estão com dois meses de bolsas atrasadas, não há verbas repassas para o custeio da universidade.

Entendemos que esses ataques por parte do governo do estado (PMDB) tem clara função de destruir a universidade, favorecendo assim as universidades privadas, bem como visam destruir a educação pública do estado. É preciso dizer também que os ataques têm clara conotação racista, haja vista o perfil social da universidade. Nesse sentido engrossamos a luta pela UERJ e dizemos UERJ RESISTE !!!

Anúncios