Mais uma vez, um filho do nosso povo é baleado e morto pela PM

Uma semana após a tragédia de Maria Eduarda, 13 anos, morta na sua Escola, a dura e cruel realidade do povo das comunidades se repete.

Na manhã dessa quarta-feira (12/04), um morador da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio, o pedreiro Luiz dos Santos Silva, 42 anos, foi morto com um tiro na cabeça. Segundo relatos da irmã da vítima, Sônia Maria Silva, de 55 anos: “ meu irmão foi comprar pão, e no momento não havia confronto na comunidade (…) ele estava segurando nas mãos um pão que não é arma de ninguém, pão é a arma da fome”. O tiro teria partido dos Policiais da UPP, Estes mesmos policiais não permitiram que os familiares e moradores socorressem a vítima, conforme o relato da irmã. Depois de manifestações na comunidade, os familiares conseguiram levar Luiz ao Hospital estadual Getúlio Vargas, na Penha. Luiz já chegou sem vida.

Contrariando a versão da polícia militar, que alega que o tiro partiu do confronto entre Policiais da UPP e traficantes, os moradores da comunidade informam que não haviam tal conflito. Luiz não era traficante, era trabalhador. A comunidade afirma que se sente ameaçada pelas ações da tropa do major Leonardo Gomes Zuma, conhecida como tropa do careca que aterroriza a comunidade com invasões as residências, agressões e ameaças.

Esta manhã, no cemitério do Caju, zona norte do Rio, também foi de muita tristeza: na despedida dos jovens Wesley de Paula, de 15 anos e Davi Renan, de 16 anos, moradores da comunidade do Fallet. Ambos atingidos pelas costas: Wesley foi baleado nas costas, e Davi, levou um tiro na cabeça. Os familiares acusam os policiais de executar os jovens, que estavam portando apenas celulares.

Uma semana após a tragédia de Maria Eduarda, 13 anos, morta na sua Escola, a dura e cruel realidade do povo das comunidades se repete.