"Reforma" do Ensino Médio precariza a Educação. Retomar o Brizolão é a solução.

A Reforma do Ensino Médio é uma estratégia para o aprofundamento das desigualdades sociais e raciais

O avanço contra o direito dos trabalhadores não está se pautando única e exclusivamente num foco presente nas reformas trabalhistas e previdenciárias, mas sim possuem um foco futuro de retirada dos direitos educacionais dos quais a classe trabalhadora lutou muito para conquistar nos últimos 12 anos; a precarização do sistema educacional está representada não somente na ‘PEC do Teto de Gastos’ aprovado em Senado Federal, mas também nesta Medida Provisória 746/2016 (MP 746/2016) demonstrando todo o viés autoritário do governo golpista de Michel Temer.

Esta MP mostra claramente a distorção empresarial da proposta educacional deste governo, criando uma proposta que forma somente mão-de-obra para o mundo do trabalho, sem nenhuma responsabilidade de construir cidadania, tirando a independência e autonomia ao aluno, ao contrário, retomando ao antigo método de formação técnico-científica voltada a “decoreba” e pouco raciocínio lógico, sem multidisciplinaridade, criando pessoas prontas para aceitar ações sem questionamentos, criando uma sensação de quer a cidadania é puramente o dever de produzir.

Além de toda esta questão pedagógica a propaganda vinculada, ainda esconde diversas perguntas sem respostas como, por exemplo, como o aumento da carga horária com término de aula às 14:30 pode ser suficiente para julgar um ensino verdadeiramente integral, a mentira sobre a escolha na sua área de conhecimento específica pelo aluno (na realidade são os colégios que irão escolher a área de conhecimento da qual desejam desenvolver e os alunos escolheram as que estiverem livres nos colégios), somando ainda aos constantes cortes na educação que temos no governo do estado do RJ que não dão alguma garantia de que a escola pública dará o necessário para que seu filho se forme capaz de assegurar uma educação de qualidade capaz de garantir vagas em universidades públicas, universidade esta que representada no nosso estado pela UERJ está em situação caótica para conseguir deixar as portas abertas neste ano.

Os constantes cortes de verbas na área da educação e a MP tem por ação precarizar o já tão precarizado ensino público, não dando portanto a possibilidade que nossos filhos tenham acesso a uma formação superior, colocando a universidade pública ao acesso pleno aos alunos da classe dominante, dos donos de empresas e da mídia golpista, restando a nós trabalhadores a formação comum e deixando a universidade como um sonho distante, assim como estávamos a 12 anos atrás, abrindo ainda espaço para uma possível privatização da educação, enquanto o “Sistema S” (SESI, SENAI,…) recebem anualmente uma verba de mais de 15 bilhões oriundos de nosso impostos.

Dizemos não a MP do Ensino Médio que precariza a formação de nosso alunos no ensino médio, queremos que nossas escolas sejam um espaço de debate da população, de construção de cidadania onde ela mesma seja capaz, de forma organizada e coletiva, de definir os rumos necessários para uma educação plena a nossos filhos.

Defendemos as ocupações que tiveram por ação a defesa de uma educação laica, pública, universal e de qualidade para todos, que valorize o debate, a pesquisa, os professores, os alunos e a comunidade, focando na produção teórica e na interação com a sociedade em prol de nossa cultura.

Dizemos não a “Programa Escola sem Partido” (PLS 193/2016), um programa partidário dos partidos golpistas do campo a direita que pretendem acabar com todo o projeto de um ensino laico, plural e que tenha como fundamento a autonomia do ensino, a formação de cidadania como um processo contínuo do ensino e a pluralidade de formas de pensar e ensinar nos colégios.

Não podemos permitir que professores sejam vistos como o problema do ensino em nosso país e que nosso filhos continuem sofrendo com a péssima administração que estes governos tem feito por anos com o ensino público, em detrimento ao ensino privado por meio de financiamentos públicos (FIES e PROUNI) e por renuncias fiscais de conglomerados educacionais, queremos que o dinheiro da educação sejam gastos em nosso filhos numa escola pública e de qualidade como o propostos por Paulo Freire e Darcy Ribeiro, queremos a retomada do projeto do “Brizolões” que davam qualidade de ensino aos nosso filhos.

Darcy Ribeiro e Leonel Brizola provam da merenda do refeitório durante inauguração de CIEP

Brizolão

Brizolão bombardeado pela Rede Globo

Rede Globo sempre foi contra à Educação Pública

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