Mesmo na Crise, lucro dos bancos bate recorde

O Brasil passa por uma grave crise econômica e política. De acordo com o Serasa, o número de empresas que pediram falência subiu 12,2%. Por setor da economia, o de serviços foi o que representou o maior percentual nos pedidos de recuperação (40%), seguido pelo comércio (33%) e pela indústria (27%). a pesquisa aponta que do total de pedidos de falência, 86% foi feito por pequenas empresas, 13% pelas médias, e 1% pelas grandes. Para os economistas, o reflexo da crise está associada ao processo de desindustrialização, na década de 70 era 27,4 no Pib brasileiro, hoje (2017) é apenas 10,9%. As famílias brasileiras chegam à 61 milhões de inadimplentes .

Mesmo assim o governo faz a dívida pública chegar à 3,35 trilhões e diferente das empresas e da famílias brasileiras, os bancos tiveram aumento nos seus lucros: Santander representa 29%, itaú-unibanco 10,7%, Bradesco 13% e Banco do ABC 2,9% de aumento de lucro .

Os juros altos o endividamento e a diminuição do parque industrial brasileira são peças de controle do golpe de estado. O Presidente da Febraban Murilo Portugal elogiou o Governo golpista: “Felizmente, o governo do presidente Temer, com a ajuda dos ministros [da Fazenda Henrique] Meirelles e Dyogo [Oliveira, do Planejamento], corrigiu alguns problemas [econômicos] estruturais”, disse Portugal em seminário sobre financiamento à infraestrutura promovido pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) em São Paulo. Juntos com as declarações do presidente da Câmara Rodrigo maia “A agenda da Câmara, em sintonia com a do presidente Michel Temer, tem como foco o mercado, o setor privado”, proferiu ao discursar no Fórum de Investimentos Brasil 2017, em São Paulo. Em seguida, Maia repetiu que a “Câmara vai manter a defesa da agenda do mercado”.

Mostra claramente que à democracia brasileira foi substituída por um conglomerado de bancos e trustes magnatas que controlam a renda das famílias brasileiras. As lojas de varejo como Casas Bahia, Ricardo eletro, casa e vídeo, após um longo processo de financeirização, não são mais simples lojas de produto, se transformaram em micro-bancos, que se aproveitam para adequar às prestações, com juros abusivos, ao orçamento apertado das famílias. Usados para aumentar endividamentos dos brasileiros. Os elogios do Presidente da Febraban ao Golpista Michel Temer são a submissão do Estado aos interesses dos Bancos, num compromisso por elevar as taxas de lucro, em detrimento da renda das famílias brasileira.

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