General gorila defende Golpe Militar e Ditadura contra aos trabalhadores brasileiros

Durante a promulgação da Constituição de 1988, o líder comunista brasileiro Luiz Carlos Prestes denunciou à Pátria que no Artigo 142 da Constituição Federal que continha a tutela exercida pelas Forças Armadas (Os Generais) sobre os três poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário). A Realidade Nacional, atual, comprova mais uma vez a tese defendida por Prestes.

Na sexta-feita (dia 15 de setembro), em palestra promovida pela maçonaria em Brasília, o General Antônio Hamilton Mourão – Chefe do Comando Militar do Sul, em tom de ameaça, apoiou abertamente a intervenção militar. Na mesma ocasião fez uma defesa da Ditadura Empresarial-Militar que levou as Forças Armadas Brasileiras a cometerem crimes de lesa-pátria e contra a humanidade, tais como torturas (até de crianças), assassinatos, exílios, perseguições, censura, sequestro e desaparecimentos de pessoas.

Ontem, dia 21 de setembro, o Ministro golpista da Defesa Raull Jungmann e o Comante do Exército Eduardo Villas Bôas decidiram não punir general Mourão pelas declarações de ameaça de Golpe Militar. Fica evidente que o movimento golpista no país se aprofundou, após a declaração aberta de golpe militar, caso a justiça não resolva a crise política nacional.

Todo cidadão minimamente consciente de política percebe que o movimento golpista está dividido. Os militares golpistas tinham em suas coordenadas políticas, após o golpe que derrubou o Governo Dilma, poderem exercer poder com o apoio do judiciário e da mídia, o Congresso Nacional, dominado por deputados ligados aos setores das oligarquias regionais e empresários nacionais ficariam de joelhos, não promovendo resistência ao projeto do Golpe. No entanto, o que se constata é um conflito aberto entre os diversos setores que deram o golpe. Do ponto de vista da classe dominante, as contra-reformas encontram-se atrasadas para aprovação no parlamento e a operação golpista-lava jato encontra dificuldades em alcançar seus objetivos (acabar com a esquerda e reconfigurar a representação político-partidária, desarticular a economia nacional submetendo-a aos interesses do imperialismo norte-americano).

É sabido que o General Mourão representa um setor fascista das Forças Armadas, um agente do imperialismo que se esconde atrás da farda do Exército. Braveja muito em defesa da moral e contra à corrupção, porém não emite uma palavra quando militares norte-americanos se preparam para, agora em novembro de 2017, realizar manobras militares no território nacional, ou quando o Brasil entrega a base de Alcântara e possibilita a venda de terras para estrangeiros. Não há revolta destes setores fascistas quando empresas públicas e nossas riquezas são entregues aos monopólios estrangeiros. Na realidade, a extrema-direita brasileira, se pinta de verde amarelo, porém não tem o menor constrangimento em vender o Brasil, enrolado na bandeira e ao som do hino nacional.

Não é a primeira vez na história que a direita utilizasse do discurso de combate à corrupção para perseguir a esquerda golpeada. Em 1964, os Generais Golpistas utilizaram do mesmo discurso: “combater a corrupção, arrumar a casa e devolver o poder para os civis”, nada disso se confirmou, a “arrumação da casa” demorou 21 anos e os militares estavam atolados em escândalos de corrupção, muitas vezes censurados nos jornais.

Já faz muito tempo que os militares vem se preparando para intervir e impor ao Brasil uma nova ditadura em parceria com o judiciário, a qual terá como finalidade eliminar do cenário político qualquer resistência que contrariem seu projeto de dominação burguês.

Todas as análises dos “místicos da luta de classes” deve ser combatida e repelida afim de evitar confusões. Devemos repudiar posições como “ah, eles não vão dar golpe”, “eles não vão fazer isso ou aquilo”. Diante da ameaça deve haver resistência imediata! Sem vacilação para garantir a sobrevivência do povo! É necessário, portanto, denunciar qualquer ameaça de golpe militar e organizar a classe trabalhadora para lutar contra o golpe!

Fascistas não passarão!

Fora gorilas vende pátria!

Abaixo o Golpe de Estado!

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