Avaliação do 03 de outubro – Dia de luta pela Soberania Nacional.

UNIFICAR A LUTA CONTRA O GOLPE E CONSTRUIR A GREVE GERAL!

Essa semana o Rio de Janeiro foi palco de importantes lutas. Desde dia 02 de outubro, iniciou-se o 8° Congresso do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), contando com mais de 4 mil delegados de 20 estados da federação e 19 países. Na segunda-feira o MAB promoveu uma gigantesca manifestação na entrada da Empresa Vale do Rio Doce, responsável pela tragédia da cidade de Mariana/MG, onde a cidade desapareceu inteiramente do mapa engolida por um mar de lama tóxica.

Na terça-feira, dia 03 de outubro, diversas categorias de trabalhadores cruzaram os braços na cidade. Funcionários da Casa da Moeda, Caixa Econômica Federal, Eletrobrás, Petrobrás, Portuários e profissionais da rede municipal e Estadual de educação.

No começo da tarde de terça-feira, cerca de 15 mil pessoas se reuniram em frente a sede da Eletrobrás. A pauta era clara, contra o processo de privatizações e a entrega do patrimônio público e nacional para empresas estrangeiras. A manifestação seguiu pela Avenida Rio Branco em direção à sede da Petrobrás na Av. Chile. Ao chegar na frente da Petrobrás, a multidão ouviu atentamente o discurso do ex-presidente Lula, que ressaltou a defesa do patrimônio público, das riquezas nacionais e o compromisso com as políticas sociais, criticou a política de boicote e ingerência praticado pelos EUA, declarou solidariedade ao povo venezuelano e atacou a possibilidade de Golpe Militar no Brasil. Além disso, o ato cumpriu importante ação em solidariedade a perseguição política sofrida pelo ex-presidente.

Avaliamos que a resposta da classe trabalhadora aos ataques do golpe está muito abaixo do necessário. Todos os esforços do movimento popular e sindical devem estar destinados a combater o Golpe de Estado em curso. Por tanto, não pode haver confusão na pauta política: Derrotar o golpe e todas as suas “reformas”! Defender a soberania nacional e contra a prisão do ex-presidente Lula!

O ritmo e a intensidade dos ataques são tão profundos que não é mais possível seguir lutando de forma separada e segmentada contra uma ou outra medida do golpe. Mesmo nós, não negarmos a luta institucional, não é possível que o movimento continue trabalhando com as mesmas coordenadas de antes do golpe, ou seja, trabalhar voltado à institucionalidade e no “combate a pobreza”, não levando em conta que o golpe visa eliminar a esquerda da política e todos os direitos da classe trabalhadora.

O movimento social deve atuar no sentido de conscientizar a classe trabalhadora e organiza-la. Devemos desde já fortalecer e criar Comitês Populares contra o golpe e na defesa de direitos. Não haverá saída se as categorias não começarem a agitar e mobilizar na construção de uma poderosa GREVE GERAL que coloque abaixo o Regime Golpista e afaste, definitivamente, a ameaça do Golpe Militar!