Defesa da Presidente Dilma usará delação de empresário para anular o Golpe

Na última segunda-feira (dia 16), a defesa daPresidente legítima Dilma Rousseff confirmou que usará o depoimento da delação do empresário Lúcio Funaro à Procuradoria-Geral da República (PGR) para solicitar a anulação do golpe.

Em nota oficial, o ex-ministro da Justiça e advogado da Presidente Dilma, José Eduardo Cardozo disse que as declarações de Funaro confirmam que, conforme a defesa da presidente vem sustentando desde o início do processo, o afastamento é nulo, pois não houve crime de responsabilidade. É notório que houve uma conspiração golpista com claras motivações políticas para a retirada de Dilma.

Em seu depoimento à PGR, Funaro afirma que Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara dos Deputados) pediu R$ 1 milhão para dividir com parlamentares que votassem a favor do impeachment. O depoimento foi prestado no fim de agosto, porém somente veio a público na última sexta-feira (13), divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo. A gravação do depoimento está disponível no site da Câmara dos Deputados, uma vez que faz parte dos autos da denúncia contra o golpista Michel Temer e encaminhada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) à Casa.

“Na delação premiada do senhor Lúcio Funaro, ficou demonstrado que o ex-deputado Eduardo Cunha comprou votos de parlamentares em favor do impeachment”, sustenta Cardozo, revelando que a defesa da presidente.

“Entendemos que na defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito, o Poder Judiciário não poderá deixar de se pronunciar, determinando a anulação do impeachment de Dilma Rousseff, por notório desvio de poder e pela ausência de qualquer prova de que tenha praticado crimes de responsabilidade”, acrescenta Cardozo.

Após um ano de golpe, é realidade que as condições de vida da classe trabalhadora pioraram: O Brasil voltou para o Mapa da Fome, Congelamento por 20 anos do orçamento para saúde, educação, infraestrutura e programas sociais; aprovação da terceirização irrestrita; das medidas de lesa pátria como a privatização do Pré-Sal, entrega do patrimônio público e nacional, base de Alcântara, ameaça de venda das reservas de água potável do Aquífero Guarani e das reservas minerais da Amazônia; e pela primeira vez em 12 anos, o salário mínimo não obteve ganho real; Além de executar “Reformas” anti-povo da previdência e trabalhista que aprofundam a desigualdade social no país e que visa regredir os direitos sociais do povo e a destruição do Estado Nacional reduzindo a uma colônia estadunidense, tudo isso com o conluio do Judiciário.

É notório que diante dessa agenda golpista que viola a Constituição, a Soberania Nacional e os direitos do povo brasileiro, não podemos lutar contra uma ou outra medida isoladamente. Por tanto, apesar de iniciativas como essa da defesa da Presidente Dilma serem importantes, somente a força do povo trabalhador organizado poderá anular o Golpe, reverter todas as medidas desse atual governo e restabelecer a democracia no Brasil.

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