Governo Golpista Temer entrega Alcântara para NASA e permite presença do Exército Americano dentro da Amazônia

O Governo Federal ressuscitou o antigo acordo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que havia tentado entregar a base espacial de Alcântara, no Maranhão, para os EUA, porém esse crime foi barrado no Congresso Nacional em 2001. Recentemente um dos termos do acordo assinado entre Brasil e EUA chega ao extremo de impedir o acesso de militares brasileiros dentro da base espacial. A proposta pretende criar uma área de domínio dos Estados Unidos, semelhante a Guantánamo em Cuba, proibindo a utilização da base pelo Brasil, devido à “confidencialidade tecnológica”.

O artigo VI do acordo deixa claro a restrição da presença brasileira no seu território. Conforme o item 2 do artigo, “somente pessoas autorizadas pelo governo dos Estados Unidos da América controlarão, vinte e quatro horas por dia, o acesso” à base. Segundo o item 3, “servidores do Governo dos Estados Unidos da América que estejam presentes no Centro de Lançamentos de Alcântara e estejam ligados a Atividades de lançamento terão livre acesso”. Segundo o item 5, “o acesso a áreas restritas (…) será controlado pelo Governo dos Estados Unidos da América”. (Ler acordo em anexo)

(foto da Base de Alcântara)

Segundo o Tenente-Brigadeiro-do-Ar Marcos Mendes, a base de Alcântara é considerada um dos melhores lugares do mundo para lançar foguetes por conta da proximidade com a Linha do Equador, a base sempre despertou interesses de diversos países, sejam eles comerciais, estratégicos, logísticos, políticos e científicos. Quanto mais próximo a base for da Linha do Equador menor será o custo do lançamento e maior será a disponibilidade de carga a ser transportada. Além disso, a partir de Alcântara, pode-se controlar todo o espaço aéreo e as rotas marinhas do Atlântico Norte entre Europa e América do Norte, por isso, a OTAN (Organizações do Tratado do Atlântico Norte) dá especial prioridade para aprovação do acordo entre o governo golpista do Brasil e os EUA.

O Deputado Federal entreguista Pedro Fernandes do PTB/MA, justifica abrir mão da soberania nacional e vender a base, pois o Brasil arrecadaria R$ 6 bilhões dos EUA, valor muito abaixo dos investimentos brasileiros na base. Para termos uma ideia do entreguismo, apenas o projeto de foguetes com a Ucrânia (antes dela sofrer um golpe em 2014) custava U$ 4 bilhões.

Umas das clausulas do contrato afirma que o Brasil não poderá utilizar o recurso de R$ 6 bilhões para investir no desenvolvimento do programa espacial brasileiro. Ou seja, com esse contrato o Brasil abre mão de sua soberania nacional.

Bases do Exército norte-americano no Brasil e os perigos contra a nossa Amazônia.

No mês de novembro próximo, depois de privatizar a base de Alcântara, já está agendada a realização de manobras militares dos Estados Unidos dentro do território da Amazônia. A manobra militar contará com a presença do Exercito Brasileiro, Peruano e Colombiano. Além de ser montada uma base militar “temporária” dos EUA à 200 km da fronteira com a Venezuela. Representando não só uma ameaça ao povo venezuelano e seu ao governo democraticamente eleito, mas também ao povo brasileiro e a Amazônia(ler texto sobre as ameaças contra a Amazônia em anexo).

Em 18 de setembro, o Presidente dos EUA Trump recebeu Temer e os presidentes da Colômbia e do Peru, em jantar na Casa Branca. O tema central do encontro era a situação da Venezuela. Não por acaso, os dois países vizinhos participam das manobras conjuntas na região amazônica.

(crianças afegãs mortas após um bombardeio dos EUA)

Desde 1945, os EUA invadiram diretamente 37 países. Representando assim uma clara ameaça ao Brasil. Sob o disfarce de “exercícios humanitários”, os EUA avançam no plano de implantação de bases militares na Amazônia, assim como já fez no Peru e Colômbia. Mais do que mirar na Venezuela e suas reservas de petróleo, a ação aposta em ocupar militarmente o Brasil e a América do Sul, comprometendo a soberania dos países sobre a região, com o objetivo de se apoderar das riquezas da Amazônia.

(manobra dos EUA dentro do Brasil está marcada para novembro)

Privatizações das riquezas nacionais

Tais medidas do governo golpista se somam a entregar o setor energético, a privatizar empresas públicas, a venda de terras do Brasil para os estrangeiros e entregar o Pre-Sal para a Shell.

Além disso, o governo golpista vem cortando constantemente os recursos para as Forças Armadas, desvirtuando seu papel de proteger as fronteiras contra os seus verdadeiros inimigos, o Imperialismo dos EUA, para aplicar-las como força de “segurança pública” contra o próprio povo brasileiro. Soma-se também ao corte de verbas orçamentárias que reduziu à metade o efetivo do Exército nas fronteiras do país.

Parte da cúpula das Forças Armadas e a direita antipatriota e entreguista, estão rendidas à ultrapassada tese do falido mundo unipolar sob comando dos EUA. Durante a Ditadura Militar, defendendo a abertura de relações com a China, o então presidente General Ernesto Geisel já questionava a ideia da submissão unilateral aos norte-americanos. Em resposta aos militares da linha mais entreguistas, Geisel respondeu perguntando se pretendiam tornar o Brasil uma colônia dos Estados Unidos.

Hoje, a síndrome de “vira-lata” da direita brasileira impede a construção dessa grande nação enquanto uma potência, construindo um país moderno, com justiça social e felicidade para nosso povo.

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