Exército dos EUA inicia operação e instalação de base militar na Amazônia

Em evento inédito, o Exército dos Estados Unidos em conjunto com as Forças Armadas do Brasil, Peru e Colômbia começam hoje, dia 06/11, operação militar nomeada de Amazonlog17 e está prevista para se encerrar no dia 13/11 (segunda). Será montada uma Base Militar Multinacional na cidade de Tabatinga, localizada no estado do Amazonas, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, a mais de 1.100 km de Manaus e a 610 km da fronteira com a Venezuela.

A operação militar contará com a presença de militares da Colômbia, Estados Unidos, e Peru, de observadores militares da Argentina, Reino Unido, Espanha, Canadá e França, forças policiais, órgãos e agências governamentais, e empresas brasileiras e estrangeiras, tal como a Tauros e a Israel Aerospace Industries Ltd (indústria de armas sionista).

Logo após o golpe que derrubou o Governo Dilma, o Alto Comando do Exército fez o convite para o exercício militar, sendo um desdobramento de operação militar da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), realizada em 2015 na Romênia.

Apresentando-se como “ação humanitária”, a operação tem como objetivo o controle de migração, a assistência humanitária e operações de paz em áreas de conflito na América do Sul.

A Amazônia é considerada estratégica do ponto de vista dos interesses nacionais brasileiros por concentrar a maior biodiversidade do planeta e ser fonte de recursos hídricos e reservas minerais e de petróleo.

Imagem indica bases dos EUA na América do Sul. Além dessas forças, EUA reativaram a 4° Frota Naval.

Em outubro, a NASA fará operações em Alcântara (Maranhão)

Operação causa racha dento das Forças Armadas

Alas nacionalistas reagiram a manobra militar norte-americana dentro da Amazônia. Oficiais da Reserva declararam:

“Convidar as forças armadas dos EUA para fazer exercícios conjuntos com nossas Forças Armadas, na Amazônia, é como crime de lesa-pátria. Ensinar ao inimigo como nos combater na selva Amazônica é alta traição.”

Também houve reação de personalidades importantes. Como noticiado por Paulo Henrique Amorim no seu programa Conversa Afiada, a noticia causou reação do Ex-ministro da Defesa e chanceler Celso Amorim:

“Curioso é que nem o Ministério da Defesa nem o Ministério das Relações Exteriores falam qualquer coisa.

Trata-se de um assunto de grande transcendência geopolítica, como se fosse uma questão técnica.

Deixar os EUA (ou a China ou a Rússia) integrar uma base no coração da Amazônia, a pretexto de alguma assistência técnica ou material é totalmente contra os objetivos do CDS (Conselho de Defesa Sul-americano) e o interesse nacional brasileiro.

Não questiono as intenções do General, mas estamos, no mínimo, diante de uma brutal ingenuidade.”

Após descoberta do Pré-Sal (2007), 4º Frota dos EUA foi reativada em 2008.

Operação é uma ameaça para toda América do Sul. Trump já ameaçou militarmente a Venezuela e aplicou sanções econômicas.

Nas palavras do próprio presidente dos EUA, uma intervenção armada disfarçada de ajuda humanitária contra a Venezuela é uma possibilidade. Por tanto, a presença do Exército Americano dentro da Amazônia representa não só uma ameaça a soberania nacional do Brasil, mas também contra a soberania da Venezuela.

Foi criado o ambiente de violência que justificaria uma intervenção militar dos EUA. Desde abril de 2017, mais de 70 pessoas foram assassinadas e 1.400 ficaram feridas. Entre esses casos, cerca de 19 pessoas foram linchadas e queimadas vivas por serem acusadas como “chavistas”. A oposição também incendiou uma creche com 89 crianças no município de Chacao, por sorte não houveram mortes. O presidente Maduro insistiu na necessidade de resolver as diferenças entre oposição e governo pela via do diálogo. A ideia dos golpistas é fazer com que oposição e governo se enfrentem, desestabilizem o país e reduza as capacidades de resistência do povo contra a pilhagem estrangeira que seguirá após a intervenção.

Direita da Venezuela leva cartazes pedindo intervenção dos EUA.

O diálogo nacional proposto pelo Governo obteve êxito com a aprovação da Constituinte. Frustrando assim os planos de desestabilização da oposição e do Imperialismo americano. Não havendo outra opção para os EUA em seu plano de derrubar o governo Maduro que não seja apelar para uma intervenção armada.

Desde então, ocorreram uma série de advertência de Washington de que, se necessário, poderia intervir militarmente na crise política e econômica venezuelana. O diretor da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), Michael Richard Pompeo, revelou que recentemente manteve reuniões na Colômbia e México para avaliar as manobras militares conjuntas entre os países a aplicar a partir destas nações para “conseguir um melhor resultado” na Venezuela.

“Estamos muito otimistas de que pode haver uma transição na Venezuela, e nós estamos fazendo o melhor para entender a dinâmica lá (na Venezuela) para que possamos comunicar isso a nosso Departamento de Estado, e a outros, como os colombianos”, disse em uma entrevista no dia 20 de julho com a presidenta da empresa de investigação Asymmetrica, Vanessa Neumann.

Ocupação militar da América do Sul faz parte da estratégia do golpe

Após vender da Base de Alcântara no Maranhão para a NASA, privatizar o Pré-Sal e a entregar para estrangeiros 51 empresas públicas, construídas por décadas de trabalho e contribuição dos trabalhadores brasileiros, está evidente o real motivo pelo qual golpearam o Governo Dilma. Não foi pela pedalada, corrupção ou pela moral e bons costumes. Na realidade, a mídia, agronegócio, bancos, grandes empresários, partidos de direita e o imperialismo deram o golpe para exterminar os direitos trabalhistas e sociais e vender o país para os EUA.

Em apenas um ano de golpe a máscara caiu. O custo de vida aumentou, o salário mínimo ficou congelado, gás e luz tiveram reajustes astronômicos, o desemprego cresceu de 11 milhões em 2016 para 15 milhões em 2017. A classe média que se vestia de verde amarelo batendo panela para derrubar Dilma revelou sua verdadeira face entreguistas.

Classe média em manifestação fora Dilma na Paulista é uma caricatura do entreguismo.

O plano dos Golpistas não está concluído. Agora eles querem entregar a Amazônia. A presença do Exército dos EUA não é coincidência, eles estão garantindo militarmente a segurança de suas empresas e bancos que querem se apoderar das riquezas naturais da nossa Amazônia. A classe dominante brasileira não possui qualquer compromisso nacional e se beneficia da posição subordinada do Brasil com relação as potências estrangeiras. É um dever de todos verdadeiros patriotas, progressistas, democratas e revolucionários brasileiros denunciarem a presença militar norte-americana no nosso país e lutar contra o golpe.

Abaixo o Golpe!

Fora Exército Americano da Amazônia!

Fontes:

https://www.conversaafiada.com.br/brasil/amorim-reage-a-base-americana-na-amazonia

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/operac˜ao-militar-dos-eua-na-amazonia-esta-sendo-vista-como-traicao-pelo-exercito-brasileiro/

http://amazonlog.net/index.html

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-39802863?ocid=wsportuguese.chat-apps.in-app-msg.whatsapp.trial.link1_.auin

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