General entreguista volta ameaçar povo brasileira com golpe militar e é promovido

Pela segunda vez em menos de três meses, o general entreguista Antônio Hamilton Mourão voltou a ameaçar o povo brasileiro com o golpe militar. A ameaça ocorreu em evento promovido no Clube do Exército de Brasília, organizado pelo grupo fascista “Terrorismo Nunca Mais” que reúne “viúvas” da Ditadura Civil-Militar (1964-1985).

No início da palestra o general comentou acerca do que deveria ser a política externa brasileira. Tomado pelo “complexo de vira-lata”, Mourão chama para o Brasil um papel de sócio subordinado do Imperialismo norte-americano, falando que nossa pátria deve ter como horizonte o padrão norte-americano e europeu de desenvolvimento e para alcançar tal padrão é necessário abrir mão parcialmente da soberania nacional. Por outro lado, negligenciou totalmente a politica de aproximação com os países da América Latina, África e Ásia. Argumentou que na América do Sul somando-se os conflitos territoriais, a instabilidade institucional dos países e a existência de Governos de esquerda poderia fazer explodir um conflito a qualquer momento, o que vai ao encontro das constantes ameaças militares do Imperialismo norte-americano contra aos povos de Cuba e Venezuela.

No campo econômico defendeu o pensamento neoliberal. Afirmando a agenda Fundo Monetário Mundial que constitui a entrega de empresas e patrimônio público, privatizações, liberalização econômica, desregulamentação e venda das riquezas nacionais. Em setembro, durante palestra na maçonaria, o general entreguista chegou a defender a privatização da Amazônia.

No campo político e social, o projeto é em essência o Pinochetismo, ou seja, o fascismo neoliberal. Pautou a demissão em massa de servidores públicos (chamado-os de privilegiados), afirmou que a extensão dos direitos sociais constituem um entrave para o desenvolvimento econômico e ressaltou a necessidade de uma reforma fiscal que desonere ainda mais os ricos. Disse que é intolerável a existência de greve, apoiou a prisão de Lula e a perseguição ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

Perguntado acerca da Intervenção Militar, o general afirmou novamente que as Forças Armadas deverão intervir no país em uma situação de “caos ”, que obviamente é determinada pelos generais, ou de “conflito institucional” quando convocado pelo Supremo Tribunal Federal. Também criticou o governo golpista Temer.

Após essa fala, toda imprensa burguesa do país divulgou que o general golpista tinha sido exonerado do seu cargo na Secretaria de Finanças e transferido para Secretária Geral de Exército por decisão do ministro golpista da defesa Raul Jugmann, a pedido de Temer. Na realidade, essa suposta “punição” e é uma promoção. Na Secretaria Geral Mourão terá ainda mais poderes para que possa continuar conspirando junto com seus cúmplices o golpe militar.

Não se trata de uma politica isolada, até porque todos os pontos da política dos militares convergem com a agenda entreguista, antidemocrática e de eliminação de direitos da classe trabalhadora que é promovida pela fração parlamentar e jurídica do golpe. Nos últimos meses não foram poucas as declarações de generais em apoio ao golpe militar, que se somam as quatro manobras militares realizadas dentro do território nacional que ocorreram recentemente.

Os generais tentam se apresentar como a solução para a crise institucional, política e econômica que vivemos, porém a realidade é que o golpe militar significa a intensificação da agenda anti-nacional, anti-democrática e anti-povo. Seria o pior dos mundos para a classe trabalhadora brasileira.

Os golpistas possuem o controle sobre as instituições, o Estado não é neutro, ou seja, é um instrumento de repressão para manutenção da ordem burguesa. Historicamente são justamente as alas “moderadas” das forças armadas que iniciam o processo de golpe, nesse sentido, fica evidente o papel desempenhado pelo Chefe das Forças Armadas, General Villas Bôas, que além de tecer elogios ao General Mourão, defendeu o uso do artigo 142 da Constituição. Confirmando mais uma vez o acerto da tese defendida por Luiz Carlos Prestes sobre a denúncia do poder militar e de sua tutela sobre a pátria brasileira. Essa situação só poderá ser modificada com a mobilização dos setores populares. É necessário, pois, alertar a classe trabalhadora para a ameaça do golpe militar.

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