Justiceiro Bretas ameaça Senador e movimento democrático do dia 24

O justiceiro Marcelo Bretas, responsável pela Operação golpista Lava-Jato no Rio de Janeiro, na última quinta-feira (dia 18), em sua conta oficial no Twitter, insinuou que a Procuradoria Geral da República (PGR) deveria investigar o Senador Lindbergh. Segundo Bretas, o Senador conclamou grupos para realizar atos de violência. Na verdade, tratasse de uma ameaça a todo movimento democrático que irá ocupar Porto Alegre no dia 24 de janeiro. Os manifestantes são contrários a condenação injusta e prisão do Ex-presidente Lula.

Dias antes, o movimento fascista MBL (Movimento Brasil Livre), em postura semelhante ao justiceiro Bretas, decidiu apresentar um pedido de investigação contra a Senadora Gleisi Hoffmann à PGR, com base na Lei de Segurança Nacional criada na Ditadura Civil-Militar.

Apesar da imprensa burguesa tentar diminuir a importância do julgamento, é evidente que o evento possui enorme relevância e abriu um quadro de crise no golpe. Por um lado, a direita golpista e seus sócios no judiciário tentam desesperadamente reprimir a mobilização e coagir as lideranças populares e sindicais, tal como, o companheiro João Pedro Stédile, líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) que foi intimado por decisão da Justiça Federal do Rio Grande do Sul, que proibiu a realização de acampamento nas proximidades do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Por outro lado, o julgamento fraudulento do Ex-presidente levou à uma reação popular contra as arbitrariedades do golpe e a fraude eleitoral.

A possível condenação sem provas do Ex-Presidente Lula pela posse de um triplex, onde a justiça do Distrito Federal recentemente penhorou da OAS (documento em anexo), baseia-se em um processo judicial político totalmente frágil, viciado, midiático e fraudulento, que unicamente serve para justificar a perseguição contra Lula, a esquerda brasileira e abre um precedente perigoso para subversão institucional que pode atingir qualquer cidadão brasileiro, independente de suas posições políticas.

(Documento da justiça do DF que penhorou o triplex da OAS)

Para garantir o acordo da aprovação para Reforma da Previdência, o Poder Judiciário permitiu a Deputada Cristiane Brasil (condenada pela justiça do trabalho) assumir o Ministério do Trabalho, e agora quer condenar Lula para possibilitar uma vitória tranquila do candidato do golpe, Geraldo Alckmin (PSDB/SP). Conseguindo assim a “legitimidade constitucional” do golpe para seguir o seu programa anti-nacional, anti-popular e anti-democrático.

A única conduta criminosa é a ação do judiciário, principalmente da Lava-Jato, que constantemente pisoteia a Constituição e condena réus sem nenhum fundamento legal. Se a condenação ocorrer comprovará que o Brasil vive uma Ditadura do Judiciário a serviço dos grandes bancos estrangeiros e nacionais. Nesse quadro, a reação popular contra as arbitrariedades do judiciário é possível. Caso ocorra a condenação injusta e arbitrária, o movimento de revolta popular será natural e legítimo, pois o povo brasileiro não aceitará de forma passiva que juízes atuem a revelia da legalidade e constituição.


O povo não ficará apático diante do Poder Judiciário que é utilizado contra os interesses nacionais e populares, afim de beneficiar literalmente meia dúzia de famílias burguesas, bancos e o Imperialismo dos Estados Unidos. Enquanto isso, o governo golpista impõem goela a baixo da sociedade o fim dos direitos da carteira de trabalho, a volta do Brasil ao mapa da fome, a terceirização escravista, a privatização de todas riquezas nacionais, a Reforma da Previdência que acaba com a aposentadoria e transfere seus recursos para pagar juros dos bancos, e ainda por cima condena o Ex-presidente Lula, que para grande parte da população é uma resposta a todos ataques do golpe.

É preciso mobilizar amplamente a população brasileira e lutar para por abaixo todo o golpe de estado. Para fascistas como o justiceiro Bretas, manifestações populares, greves, ocupações, reivindicações, a politização da classe trabalhadora, tudo que faz parte do natural processo democrático, constitui uma grande ameaça aos golpistas e entreguistas que prestam um grande serviço ao atraso nacional e ao retrocesso anti-democrático. Com seus atos inconstitucionais, cassam os direitos políticos do povo de se organizar, manifestar e de participar da politica, impedindo o voto popular, construindo uma regime político a revelia da participação popular.

Anúncios