Rio foi o estado que mais perdeu empregos de carteira assinada com a Reforma Trabalhista

No dia 26/01, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Rio de Janeiro foi o estado que mais perdeu empregos com carteira assinada no Brasil. Os dados correspondem à menos 92.192 postos de trabalho em 2017. A capital fluminense perdeu 55.527 vagas, Macaé 8.904, Duque de Caxias 8.329 e Niterói 4.985.

Houveram mais demissões do que contratações em todos setores da economia fluminense. O setor com mais fechamento de vagas com carteira foi o de serviços com menos 47.052 vagas, seguido pela construção civil menos 19.448, indústria da transformação menos 11.944, comércio menos 7.791 e administração pública menos 2.105.

Em todo país, desde 2016, ocorreram quedas consecutivas nos empregos com carteira assinada. Só em dezembro, o país teve saldo negativo de 328.539 posto. O fechamento das vagas está relacionado a crise econômica e a Reforma trabalhista. Ano passado, o Brasil registrou a abertura de 5.641 vínculos de trabalho em regime intermitente, ou seja, sem garantia dos direitos trabalhistas mínimos e recebendo por hora. No Brasil já são 12,6 milhões de desempregados no trimestre de setembro a novembro.

O fechamento dos empregos com carteira estão relacionados com a crise econômica que atravessa o país, a terceirização irrestrita e a Reforma Trabalhista. Com o discurso baseado no que afirmou o ministro do Supremo Tribunal do Trabalho, Ives Gandra Martins Filho: “É preciso flexibilizar direitos sociais para haver emprego”, o Governo golpista Temer impôs ao povo brasileiro a Reforma Trabalhista. Todavia, não há exemplo de país onde esse tipo de reforma foi realizada e surgiram empregos. Na realidade, a Reforma veio no sentido de atender uma antiga reivindicação de parte dos empresários que querem aumentar a taxa de lucro, retirando direitos, precarizando as condições de trabalho e diminuindo o salário.

No Brasil, a experiência da terceirização não gerou empregos. Na realidade, segundo dados do DIEESE, os empregos terceirizados tem condições de trabalho piores, salários menores e estão mais sujeitos a acidentes de trabalho. O percentual de acidentes de trabalho em empregos terceirizados é de 9,6% contra 6,1% dos empregos diretos. A Reforma Trabalhista e a terceirização são fatores que combinados com política econômica do governo golpista, são entraves para retomada do crescimento econômico, do emprego e, especialmente, da saúde financeira do estado do Rio de Janeiro.

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