FBI e Ministério Públicos dos EUA financiam e orientam ações da Lava-Jato

Entre as notícias mais relevantes divulgada na última semana, é a informação que o Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (sigla em inglês FBI) planejou a Operação Lava-Jato e orientou as suas ações.

Em evento realizado em São Paulo, no dia 06 de fevereiro, altos funcionários do FBI e do Ministério Público dos EUA (DOJ) se reuniram com empresários brasileiros, advogados, membros do Ministério Público e agentes da Operação Lava-Jato e discutiram investigações internacionais, a Lava-jato e práticas de delação e acordos de leniência. Por intermédio da do acordo, os membros da Lava-Jato repassam informações de empresas públicas e privadas brasileiras aos norte-americanos sem contrapartida.

Ainda em 2014, quando a Lava-Jato foi deflagrada, o WikiLeaks revelou por meio de documento do Governo norte-americano que juízes e membros do Ministério Público do Brasil, Argentina, Colômbia e México foram treinados nos EUA em 2009. Entre os juízes estaduais e federais brasileiros que participaram do programa estava Sergio Moro. No treinamento, os juízes tiveram orientação de “simulação de preparação de testemunha e interrogatório direto”. O documento indica, ainda, que os agentes americanos pretendiam não só ensinar os métodos de interrogatórios como também incentivaram a criação da Lava-Jato.

Em dezembro de 2017, o Jornal Clarín divulgou o discurso do Subprocurador Geral estadunidense Kenneth A. Blanco, no qual comemorava o resultado do julgamento do Ex-Presidente Lula, sinalizando que este era o principal exemplo dos “resultados extraordinários” alcançados graças à colaboração entre o DOJ dos EUA e a Lava-Jato. No evento que contou com a presença do Ex-Procurador Geral, Rodrigo Janot, Blanco revelou que a “cooperação” entre os órgãos de justiça dos EUA e Brasil é tão grande que “operam inclusive fora dos processos formais, como nos tratados de assistência judicial mútua”, que consistem em ligações telefônicas informais para troca de informações e evidência nos processos penais.

A Operação Lava-Jato utilizou o pretexto de combater crimes para subverter o ordenamento jurídico brasileiro, promover o desmonte de setores fundamentais da economia nacional e abrir espaço para entrega do patrimônio as empresas estrangeiras. A indústria da construção civil pesada, naval e de petróleo foram as mais afetadas. A Lava-Jato foi o fator principal para o golpe que derrubou a Presidente Dilma Rousseff e desestabilizou a economia. Segundo dados oficiais, gerou cerca de -2,5% do PIB em 2015 e 3 milhões de desempregados no respectivo ano. Por sua vez, também possibilitou a ascensão do Governo golpista Michel Temer, que entre diversas medidas de lesa-pátria, entregaram o Pré-Sal para máfia internacional do petróleo, a Base de Alcântara para operações da NASA, desmontaram a legislação trabalhista e propuseram a privatização da Eletrobras e da Embraer.

Como se trata de uma operação judicial política, a Lava-Jato é o fator principal para realizar o golpe nas eleições de 2018. Usando métodos de Estado de exceção, articulam o bloqueio da candidatura do Ex-Presidente Lula e sua prisão. É evidente que a perseguição contra o Ex-Presidente Lula está longe de ser uma questão de ordem pessoal. A vitória de Lula barra a continuidade da agenda anti-nacional, anti-democrática e anti-popular do golpe. O ex-presidente como opositor do atual governo golpista, já posicionou favorável pela convocação de plebiscito revogatório das medidas entreguistas do golpe e de uma nova Assembléia Constituinte.

Publicamos a seguir a matéria do jornalista Bob Fernandes, comentarista de política da TV Gazeta, que divulgou notícia em primeira mão que a Polícia Federal recebeu financiamento direto da CIA e FBI.

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