Mais brasileiros foram viver na Venezuela que venezuelanos no Brasil, diz ONU.

De acordo com dados levantados e publicados em relatório do Departamento Econômico e Social da ONU (em anexo), a Venezuela não vive nenhuma crise humanitária e nem crise migratória. Contrariando aquilo que é propagandeado em exaustão pela imprensa golpista do Brasil.

Por conta da crise econômica e política que vive o Brasil, o número de brasileiros que deixaram o país cresceu 165% entre 2015 e 2017. O perfil dos brasileiros que deixam o país são de jovens, com diploma universitário e de classe média. Por sua vez, no primeiro semestre 2017, a Venezuela recebeu 6.119 brasileiros que migraram para lá, enquanto 3.515 venezuelanos imigraram para cá.

Cerca de 657.439 venezuelanos (2,1% da população) saíram do país. Número menor se comparado com outros países, tais como Argentina, Brasil e Colômbia. Países esses, que por possuírem governos golpistas e alinhados com a política do imperialismo norte-americano, são constantemente indicados pela mídia patronal como principais destino dos venezuelanos imigrados. O número de imigrantes argentinos foi de 977.209 (2,2% da população), 1.612.860 brasileiros (1,2% da população) e de colombianos 2.736.230 (mais de 5,6% da população!). De acordo com os dados, a Colômbia, país que é apontado pela Rede Globo como o principal destino dos “refugiados venezuelanos”, comprova um quadro oposto do que propagandeia a imprensa burguesa. A Venezuela recebeu 988.483 colombianos e durante o mesmo período 49.829 venezuelanos migraram para a Colômbia.

Cerca de 1,426 milhão de imigrantes acolhidos pela Venezuela. Sendo o país da América do Sul que mais recebeu imigrantes. Em números são: 988.483 colombianos, 75.744 espanhóis, 55.441 portugueses, 51.863 italianos, 47.739 peruanos, 37.549 equatorianos, 15.875 sírios e 11.417 norte-americanos, entre outros.

Esses fatos deixam claro que a campanha da Rede Globo que mostra os imigrantes venezuelanos em Roraima como “refugiados” é uma falácia. Busca em primeiro lugar sustentar que a “Venezuela vive uma crise humanitária” e sustentar uma intervenção militar dos EUA no país. Em segundo lugar, quer passar a impressão para nós brasileiros que as nossas fronteiras com a Venezuela estão sobre perigo, fazendo comparações com a Síria, Chade, Congo ou Sudão, afim de justificar uma intervenção militar do Exército brasileiro contra a Venezuela (que de acordo com informações oficiais já aumentou o contingente militar na fronteira, inclusive com o uso de blindados Guaranis).

A crise econômica que passa a Venezuela não pode ser analisada sem levar em conta alguns fatos: a queda brusca do preço do petróleo em 2014 – que caiu de 115 para 37 dólares, o processo golpista na América Latina, as tenções entre os países da Região que boicotam e fazem exercícios na fronteira com a Venezuela, as sanções econômicas dos EUA e a guerra econômica travada pela classe dominante venezuelana e pelo o imperialismo dos EUA. Por tanto, prova que a crise tem sua origem externa do que as questões domésticas da Venezuela.

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