7 dos 14 integrantes da Lava-Jato tem parentes trabalhando na operação

Prestes a completar 4 anos, no próximo dia 17 de março, a operação golpista Lava-Jato possui outras características que vão além da subversão institucional, o aniquilamento da economia e do emprego e a entrega da riqueza nacional à países imperialistas e empresas estrangeiras – grandes patrocinadores do golpe contra o Governo Dilma.

Recentemente, a revista Congresso Em Foco revelou o dado que metade dos 14 integrantes da operação golpista Lava Jato possuem familiares magistrados. Nas instancias superiores, o dado não é diferente, no Supremo Tribunal Federal (STF), 8 dos 11 ministros têm parentes na área do direito. São pessoas que ocupam cargos chave dentro do judiciário e parentes que trabalham em escritórios de advocacia com grandes causas no STF e na Procuradoria-Geral da República (PGR).

Não bastando os supersalários (71% dos juízes no Brasil recebem acima do teto e chegam a somar mais de 100 mil reais), os polposos auxílios moradias e demais regalias, a Lava-Jato formou-se dentro de um esquema de compadres, comandada por juízes e promotores que promovem palestras (utilizando-se de conteúdo público) e ganham prêmios em dinheiro de empresas estrangeiras – interessadas na eliminação de empresas públicas e privadas brasileiras sob investigação da operação, e empresas nacionais, tal como a Rede Globo, opositora de réus investigados por tais juízes e sonegadora de impostos. De imediato, todo esse esquema de compadres colocaria em suspeita qualquer ação da operação.

Utilizando-se da instituição da delação premiada e dos acordos de leniência (aqueles feitos entre a justiça e as empresas), a Lava Jato deu um poder extraordinário aos juízes e procuradores. Assim como os reis da Idade Média, depende deles a liberdade ou a prisão dos réus. As delações são utilizadas para ilustrar uma sentença já combinada anteriormente, pois na Lava-Jato o que menos vale são as provas e o direito dos réus.

Todo delator já sabe, de antemão, o que os procuradores e juízes desejam ouvir: informações contra Lula ou que beneficie as empresas envolvidas no golpe. Assim, se montou um mercado lucrativo de delações e acordos de leniência. Vamos aos fatos:

Por exemplo, o advogado da empresa Odebrecht, denunciou com base em provas periciadas pelas justiça espanhola, que o advogado trabalhista Carlos Zucolotto Junior, amigo e padrinho de casamento do juiz Sergio Moro e sócio de sua esposa em escritório, intermediou negociações paralelas dele com a Lava-Jato, onde foi cobrado o depósito de 5 milhões de dólares em paraíso fiscal nas ilhas Canárias para aliviar a sentença que multava a empresa em U$ 15 milhões e trocar o regime de prisão de fechado para domiciliar .

A Filha do ex-Procurador-Geral da República Rodrigo Janot, Letícia Ladeira Monteiro de Barros, atua como em escritório de advocacia que atende empresas investigadas pela Lava-Jato (Petrobrás, OAS e Brasken). Pelo escritório, para conseguir uma causa de delação premiada de algum cliente mais poderoso pode render até R$ 15 milhões de honorários.

APAEs (Associação de Pais e Alunos dos Excepcionais), que possuí o ex-senador Flávio Arns do PSDB/Paraná como grande dirigente, tem a diretor jurídica Rosângela Moro, esposa do juiz Sérgio Moro. O Sobrinho do ex-senador, Marlus Arns, ex-Secretário de Educação do Governo Beto Richa (PSDB), tornou-se o principal advogado das delações da Lava Jato. Possível honorários que passam dos R$ 50 milhões. Arns possuí grande amizade com o procurador Deltan Dallagnol e Sérgio Moro, convidando-os para dar aulas em seu curso de direito.

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