No Rio ocorre lançamento de Frente Ampla contra o fascismo

Ontem, dia 02 de abril, foi lançada a Frente Ampla Antifascista no Rio de Janeiro. Não é por acaso a escolha do Rio para o lançamento da Frente Ampla. O nosso estado concentra o maior número de ataques promovido pelo golpe. Aqui está a sede da Petrobras, empresa alvo da rapinagem implantada pela máfia estrangeira do petróleo. Foi o estado que registrou, por causa da operação golpista Lava-jato, o desmonte da indústria naval, de petróleo e gás, responsável por explodir o desemprego, atinge hoje 2,5 milhões de fluminenses e a carestia do custo de vida. Para completar o desmonte do Rio, em fevereiro foi decretada a Intervenção Militar, um general foi colocado, inconstitucionalmente, no posto de interventor do Estado. Inaugurando o Estado de Exceção contra os negros, os trabalhadores precários e o povo pobre dessa cidade. Até o momento, os golpistas foram responsáveis por mortes de civis nas favelas do Rio. Por causa da crise que passa hoje o regime golpista, a disputa por território, e consequentemente, o controle político e econômico promovida por milícias, pelo narcotráfico e o Estado impôs um reordenamento essa estrutura do crime afim de consolidar o monopólio entorno da máfia e evidência a escalada do Estado autocrático-burguês.

Não há fascismo pior que aquele praticado pelo terrorismo de Estado através da Intervenção Militar. Presenciamos recentemente a execução política da Vereadora socialista Marielle Franco, a chacina de cinco jovens em Maricá e a intensificação do genocídio do povo negro (que apenas em dois dias assassinou 50 pessoas na Favela da Rocinha). Fatos que não são casos isolados e nem “anomalias”, o atentado terrorista contra a Caravana do Presidente Lula no sul do Brasil (atentados financiados por empresários e por governos golpistas locais) expõem que todos esses elementos fazem parte da engrenagem do golpe, rumando no caminho de eliminar a esquerda brasileira do cenário político nacional.

As mínimas garantias democráticas garantidas na Constituição de 1988 foram sepultadas com o golpe que derrubou o Governo democraticamente eleito de Dilma Rousseff, a partir daí abriu-se o caminho para a consolidação da ditadura dos juízes sob a tutela dos militares, que se comportam como cães de guarda dos bancos e das petroleiras dos países imperialistas (EUA e Europa). Todos os dados estatísticos sinalizam a intensificação do assassinato de lideranças camponesas, do encarceramento massivo da população e do genocídio negro.

Por esse motivo, o Jornal Voz Operária RJ, o movimento sindical, popular, estudantil e partidos políticos (PCO, PT, PCdoB, PSOL, PPL, PSB e PDT) estiveram presentes no evento. O momento político nacional exige a responsabilidade da esquerda para unificar os democratas, os verdadeiros nacionalistas, trabalhadores e suas organizações de classe para combate o golpe efetivamente. Nem um movimento de luta de todos aqueles que se colocam contra o golpe e o imperialismo, em defesa da democracia e dos direitos da classe trabalhadora no Brasil e no mundo. Não será apenas com belos discursos no parlamento e formando uma “Frente Ampla” artificial para o debate eleitoral das múltiplas candidaturas no interior da esquerda que vamos reverter a grave situação política que se encontra o Rio e o Brasil, mas sim trabalhando para que a Frente Ampla se efetive no sentido de organizar a luta contra o golpe.

A história comprova que após todos golpes de estado sempre se abre uma ditadura. Por isso, a Frente Ampla é a politica mais correta para enfrentar o golpismo. Ainda em 1930, Gerge Dimitrov búlgaro (assim como Dilma Rousseff), responsável pela III Internacional Comunista na Alemanha, foi o arquiteto da tese da Frente Ampla, combateu a linha sectária do PC.Alemão que se dedicava colocava no mesmo patamar o Partido Nazista e o Partido Social-Democrata, organizou o movimento operário e camponês em uma política de enfrentamento direto contra os nazistas, com o golpe de Hitler em 1933, organizou a resistência ao Regime Nazista e as brigadas internacionalistas que lutaram contra o fascismo na Europa. Infelizmente, aqui no Brasil, algumas organizações de esquerda esquecem a história e fomentam o divisionismo para obter meras vantagens eleitorais, enquanto sofremos os maiores constantes.

Amanhã, dia 04 de abril, é um dia importante e que vai exigir que hajam intensas mobilizações de massa para impedir a prisão de Lula. Será julgado o habeas corpus de Lula, diante da pressão exercida pela direita golpista, tudo indica que o habeas corpus serão negado, a partir de então serão julgados apenas os embargos declaratórios que não tem efeito suspensivo sob a decisão arbitrária do TRF-4, ou seja, o juiz de primeira instância poderá decretar a prisão do Ex-Presidente há qualquer momento.

Não aceitaremos que os direitos democráticos da população sejam pisoteado pelo STF e judiciário. O direito de ampla defesa, da presunção de inocência e a liberdade até o transito em julgado são clausulas pétreas da Constituição. Se a constituição não vale para um ex-presidente, valerá ainda menos para a classe trabalhadora e o resto da população do Brasil. É hora de ocupar as ruas e derrubar o golpismo e o fascismo!

TODOS AO ATO CONVOCADO PELA BRASIL POPULAR E CUT ÀS 16H NA CINELÂNDIA!

ABAIXO O GOLPE!

LULA LIVRE E INOCENTE!

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