Só o movimento pró-Lula pode derrotar o reacionarismo e entreguismo do PSDB

O PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) chegou ao fim de sua disputa interna. O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin venceu Arthur Virgílio e Aécio Neves que se abstiveram da disputa interna, mas se mostraram dispostos a concorrem à Presidência da República. Há muitas críticas no ninho tucano, ataques e denúncias de fraude contra a Direção Nacional.

O Brasil foi governado pro 8 anos pelo PSDB. Foi durante o governo do Ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso – FHC, que ocorreu uma onda de privatizações, corrupção desenfreada, retirada de direitos trabalhistas, desemprego, alta no preço dos alimentos e arrocho no salários dos trabalhadores.

Agora em 2018, o PSDB quer voltar à presidência e lança o programa político chamado “Choque de Capitalismo”. Este documento foi criado na Eleição de 1988 para a presidência de Mario Covas e retomado recentemente pelo partido. O programa afirma que da esquerda à direita, todos os lados dizem o mesmo: “o Brasil precisa de reformas!”. Porém, se analisarmos os fatos, Juscelino Kubitschek, João Goulart e Getúlio Vargas, todos esses fizeram reformas estruturais no Brasil e foram duramente criticados por todos os lados.

Afinal, o que são as “reformas” propostas por Alckmin? O candidato tucano defende que o Estado brasileiro não pode ser “empresário”, mas sim ter um papel de “planejador e regulador”. “Temos que ter coragem de aprovar aquilo que acreditamos. Não tem que ter Estado empresário. Governo tem que ter papel planejador e regulador”, disse Alckmin.

O que os tucanos põem em marcha é a continuidade do consenso de Washington. Alckmin, Aécio e Serra são “chicago boys”, autoritários e muito piores do que qualquer outro presidenciável. Não são piores por conta das suas falas reacionárias ou por conta do programa, já que em síntese todos da direita são muito parecidos, mas pela estrutura do PSDB que possuí 5 governadores, 48 Deputados, 12 senadores, 1 ex presidente.órum da Liberdade, ele defendeu a privatização das 150 estatais, a Reforma da Previdência e a Reforma Politica. Propõem a existência do bipartidarismo para obter maior controle dentro do Congresso, ora, negociar com 35 partidos é um empecilho para o programa do golpe.

As quatro derrotas sucessivas dos tucanos nas eleições transformaram o fisiologismo do PSDB em reacionarismo. Ataques contra Venezuela, Cuba e África. A posição diante da economia nacional deixam claro a posição do PSDB. Desde 1994 até hoje, foi o partido que mais recebeu financiamento dos bancos. Foi no ninho tucano que nasceu o PROER (programa de socorro aos bancos), desse mesmo partido veio a reforma trabalhista (que aumentou o desemprego), a lei de responsabilidade fiscal, ajudaram a criar o Plano Real que dolarizou a economia nacional e fez explodir a divida publica, por exemplo, a dívida pública subiu de 30% para 60 % nos governos do PSDB.

Muitas pessoas de esquerda se preocupa com o Governo de Jair Bolsonaro pelas suas falas, mas politicamente falando e analisando a realidade brasileira, não há margem para sua vitória. A estratégia politica de Bolsonaro de não ir aos debates se escondendo dos grandes temas nacionais, seu pouco tempo de televisão, a falta de palanque e de financiamento levarão a sua destruição logo após o inicio do horário eleitoral, assim como ocorreu com Marina Silva, Heloísa Helena e Mário Covas.

O PSDB surgiu para capitanear as intenções do neoliberalismo no Brasil. Todos os seus caciques, governos e o financiamento dos bancos demonstram isso. A ocorrência de mais de 100 incêndios nas favelas paulistanas, sendo que 80% dos casos ocorrem em bairros nobres (com uma CPI que terminou em pizza), os ataques contra a CLT, fechamento de escolas públicas, entre outras políticas, demostram o programa de terra arrasada contra os trabalhadores proposto pelos neoliberais.

O Brasil necessita de reformas, exemplo, a reforma agrária, reforma urbana, reforma fiscal e tributária com a taxação de grandes fortunas lucros e sangria para divida externa, reforma dos meios de comunicação, entre outras. Mas também é fato que essas reformas só são realizadas com uma Constituinte exclusiva sendo o povo brasileiro o grande protagonista. Não poderá ser uma continuidade dos anos de FHC. O movimento de luta contra o golpe, nacionalista, de esquerda, democrático e progressista deve entender que é preciso formar a Frente Ampla em torno do movimento de massas e que é preciso eliminar o PSDB e todos os neoliberais da vida política nacional.