Quem é Alckmin? O candidato do Golpe.

O candidato à presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, é a síntese do programa antinacional, antipopular e neoliberal que está sendo imposto goela abaixo da população após o golpe contra a presidente democraticamente eleita Dilma Rousseff.

O neoliberalismo é um projeto que tem inicio durante a década de 1970, a partir do governo Margaret Thatcher, no Reino Unido, e de Ronald Reagan, nos Estados Unidos (1980). Na América Latina, o neoliberalismo começa seus ataques pelo Chile, durante a Ditadura de Augusto Pinochet. Por exemplo, o governo Pinochet privatizou todo o sistema de Previdência Social e seus reflexos são sentidos até hoje, cerca de 91% dos aposentados chilenos recebem um salário minimo e o sistema está à beira do colapso.

Em toda América latina, durante as década de 1980 e 1990, com o intenso movimento da luta de classes, foi estabelecida a redemocratização através do pacto social com aqueles setores que serviam de sustentação para as Ditadura. Os Regimes Militares foram gradativamente sendo substituídos por “Estados Democráticos-De-Direito” e por governos neoliberais, tais como: Alberto Fujimori (Peru), Carlos Menem (Argentina), Carlos Andrés Pérez (Venezuela), Carlos Salinas (México), Fernando Collor (Brasil) e entre outros. O neoliberalismo mergulhou o continente em uma crise econômica, social e política profunda. Segundo dados de 2001, cerca de 290 crianças brasileiras morriam de fome por dia. É esta a política que os tucanos querem trazer de volta ao Brasil, mas em uma situação ainda pior, pois agora temos um Golpe de Estado em andamento.

Fundado em 1988, o PSDB (Partido da Social-Democracia Brasileira), usava um discurso aparentemente “social-democrata” para ocultar o seu programa neoliberal, já que durante a década de 1980, a conjuntura brasileira impedia que o PSDB se apresentasse com sua verdadeira face ultraconservadora e desnacionalizante. No início, o PSDB afirmava ser a “nova esquerda”, fazendo duros ataques aos antigos Partidos Comunistas e a velha social-democracia, representada pelo Trabalhismo no Brasil, porém o PSDB já nasceu com um programa reacionário, o chamado programa “Choque de Capitalismo” e era movido pelos objetivos pragmático-eleitorais.

Em 1988, em seu programa “Choque de Capitalismo”, o PSDB propunha três pontos essenciais: romper com o caráter nacionalista do Estado brasileiro; privatizar afastando a intervenção estatal na economia: e desmantelar a proteção jurídica-institucional nas relações de trabalho, criando a aberração do “negociado sob o legislado”, por exemplo. O PSDB é a síntese da degradação política neoliberal.

Geraldo Alckmin é membro de família rica. Alckmin é membro da Opus Dei, uma organização católica de extrema direita que corresponde ao untraconservadorismo. Em 1972, o Tio de Geraldo Alckmin, José Geraldo Rodrigues Alckmin, foi nomeado para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo general Emílio Médici.

Em sua concepção política, Alckmin define o papel do Estado como empreendedor, mas é hoje “um gigante lento e antiquado”. O tucano iniciou sua carreira como vice-governador do estado de São Paulo, sendo apadrinhado político de Mário Covas. No governo Mário Covas presidiu Conselho Estadual de Desestatização, responsável pela privatização das empresas paulistas, processos acusados de inúmeras denúncias fraude, corrupção e ilegalidade. Entregou para multinacionais e capitalistas brasileiros a Banespa, a Fepasa (ferrovias), a Eletropaulo (concessionária de energia) a Comgás e a Companhia Paulista de Força e Luz, além de enfraquecer outras empresas como a Sabesp e o Banco Nossa Caixa.

Em 2001, o chicago boy tucano chegou ao governo e aprofundou desmonte do estado paulista, numa gestão marcada pelo desprezo as questões sociais e pela atitude autoritária e antidemocrática em relação aos movimentos sindicais e populares paulistas, atacando e perseguindo especialmente o Movimento dos Sem-Terra (MST). Cortando verbas da saúde, educação, moradia, aumentando o elo desemprego, miséria e violência.

O longo dos 20 anos do reinado tucano no estado de governo de São Paulo, particularmente a gestão de Geraldo Alckmin, o PCC (Primeiro Comando da Capital) ganhou força, formou um cartel e se expandiu para outros estados da Federação graças a conivência das autoridades paulistas, sendo assim o retrato da verdadeira crise civilizatória estabelecida pelo PSDB.

Alckmin vai aprofundar essa crise civilizatória como nunca antes vista na história do Brasil. Ele promete que no dia 1° de janeiro de 2019, enviará ao Congresso Nacional as propostas de Reformas Tributária, Previdência e Política. Explicando de maneira geral, a reforma tributária do PSDB se baseia na isenção de impostos para as grande multinacionais, agronegócio e na taxação sobre o consumo dos pobres. A Reforma da Previdência defendida por ele deixa a Seguridade Social restrita aos salários mais baixos e quem não se enquadrar nos critérios sociais terá que complementar, ou seja, financeirizar a aposentadoria, uma espécie de fundo privado controlado por bancos privados, ficando os trabalhadores a mercê de crises financeiras. A Reforma Política em essência busca reduzir o poder do voto popular, em suas ideias autoritárias, mesmo tratando-se do Brasil, um país de 200 milhões de habitantes com proporções continentais, a existência de apenas 35 partidos é muito.

Com relação a política externa, o tucano vai seguir a velha política colonialista de subordinação do Brasil aos Estados Unidos e países europeus. O candidato tucano disse em entrevista a ALCA (Área de Livre Comércio) “foi totalmente paralisada” e que retomará a sua rearticulação conjuntamente com acordos bilaterais de comércio, semelhantes aos que Chile e outros países latino-americanos assinaram com os EUA, abandonando o fortalecimento do Mercosul e a integração da Latino-Americana, um dos grandes avanços dos governos Lula e Dilma.

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