NENHUM VOTO EM WITZEL E DENÚNCIA AO GOLPISTA PAES

“Bolsonaro é a união do neoliberalismo desalmado do Paulo Guedes com o neopentecostalismo charlatão do Edir Macedo” Presidente Haddad

O Rio de Janeiro passa pela sua mais grave crise econômica e política da história. Hoje, o nosso estado, soma mais de 2,5 milhões de desempregados e sofre com o aumento da violência, prostituição, mendicância, entre outras questões sociais.

Os golpistas construíram um roteiro que apontam os governos do PMDB como principais responsáveis da crise. Na realidade, a causa da crise é mais complexa que apenas “má gestão pmdbista”. Constatamos através de estudos que a crise internacional e a Operação Golpista Lava-Jato são os principais fatores da crise que vivemos. Foi a Lava-Jato que atacou a empresa mais importante do Rio de Janeiro, a Petrobrás, desmontando grandes empresas da construção civil, petroquímica e naval, com o falso pretexto de combater a corrupção, para posteriormente passar o controle do Pré-Sal para as máfias multinacionais do petróleo.

O projeto golpista iniciado com Temer e continuado por Witzel e Bolsonaro, vai contra o processo de desenvolvimento regional do do Rio de Janeiro. É impossível retirar o Rio de janeiro da atual crise sem defender o patrimônio público da Petrobrás, com o Pre-Sal 100% nacional, a defesa da construção civil e naval do nosso estado, com a reativação da industrialização. Porém, esse golpe quer destruir nossa estrutura industrial e vender à preço de banana o Pre-Sal Brasileiro.

Nesse sentido, a operação “Cadeia Velha”, um desdobramento da Lava-jato, foi uma manobra do judiciário golpista para perseguir o poder eleito na ALERJ e do governo do Estado, assim, justificando a intervenção militar. Esse ataque destruiu a antiga política oligárquica fluminense, e fez subir ao poder uma máfia ainda pior e mais poderosa, que conta com o apoio de multinacionais do petróleo, mídia e judiciário.

No Rio de Janeiro, o PSL (Partido Social Liberal, uma legenda de aluguel) tornou-se o partido das milícia, narcotráfico (PCC), jogo do bicho e charlatões neopentecostais. Montaram um organização criminosa para controlar o regime político no Rio, veiculados ao neoliberalismo fascista dos militares à nível federal. Caso ocorra a subida do Witzel ao poder do governo do estado, esses carteis criminoso irão se apropriar das estruturas públicas, fortalecendo ainda mais sua política reacionária e os ataques contra a classe trabalhadora fluminense.

Não bastando as propostas caóticas privatizantes de Witzel para economia, no que tange a segurança pública, ele propões a “Lei Do Abate”, tal lei permite que forças policiais e militares assassinem pessoas que sejam suspeitas de estarem armadas em favelas e periferias. Essa lei absurda está articulada com a “Lei de Excludente de Ilicitude” de Bolsonaro, que não dará punição aos agentes do Estado que ferirem ou matarem durante operações. Essa política resultará no aprofundamento do genocídio negro e tornará cada vez mais comuns casos emblemáticos, tais como, o assassinato da estudante Maria Eduarda e de Rodrigo da Silva, garçom assassinado no Chapeu Mangueira quando teve o seu guarda-chuva confundido por um fuzil.

Temos que lembrar que a policia do Rio de Janeiro é a policia mais corrupta e violenta do país. Por várias vezes medidas reacionárias e publicitárias foram criadas para resolver o problema de segurança pública com Moreira Franco (esse dizia que resolveria a questão em seis meses), a “Licença Faroeste”, Delegacia Legal, UPP, milicias e grupos de extermínio, e principalmente, a fracassada Intervenção Militar. O que temos como politica de segurança pública é pirotecnia, uma desculpa para manter o genocídio nas favelas onde moram majoritariamente a população negra.

A família Bolsonaro e Witzel tentam mostrar uma Policia Militar qualificada e perseguida pelo Estado brasileira, mas ambos nunca se puseram a investigar os crimes dessa polícia ou contra ela.

A privatização das polícias (Centro Presente e outras PPPs) caminha à passos largos com a permissão legal do Estado para criar milicias privadas patrocinadas pelas grandes empresas do Rio. Varias foram as investigações contra as polícias do RJ: CPI dos policias mortos, armas roubadas, grupos de extermínio na baixada, execuções em época de eleição entre outros. Em um país onde 95% dos assassinatos não são investigados, o que projeto neoliberal fascista pretende é institucionalizar os assassinatos.

Por outro lado, Eduardo Paes, não terá nosso apoio. Paes é um traidor de Dilma e Lula, um golpista sem nenhum compromisso democrático e com os direitos dos trabalhadores fluminenses. Eduardo Paes, conseguiu através do governo do federal realizar grandes obras urbanas que lhe deu popularidade, porém quando pode, trabalhou pra boicotar o projeto de Lula e Dilma. A politica desumana de higienização e remoção das favelas realizadas por Paes não podem ser esquecidas.

Contudo, obviamente, Paes e Witzel não são a mesma coisa. Por esses motivos, nos do Voz Operária, pedimos para toda militância nas bases sociais, se engajarem em uma campanha contra o Witzel, pois ele representa um grande perigo para a vida dos fluminenses.

Não pregaremos voto nulo, mas nossa prioridade é a eleição do companheiro Haddad, pois o projeto do PT de retomada dos investimentos na Petrobrás e reverter o Programa de Recuperação Fiscal imposto por Temer, são a saída mais viável para retirar o Rio de janeiro da profunda crise que vivemos.

Abaixo a Intervenção Militar!

Abaixo o golpe!

Haddad Presidente!