BRASIL SE PREPARA PARA GUERRA NA VENEZUELA

A OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) é uma organização política-militar formada para defender os interesses dos Estados Unidos e de seus aliados mais importantes. Desde 1949, quando foi criada, promoveu diversas guerras, tais como: guerra da Coreia (1950) causando cerca de 3 milhões de mortes (principalmente de civis), a invasão à Iugoslávia levando a desintegração do país, Afeganistão, Iraque, Líbia e Síria criando a maior crise humanitária da história. Tais conflitos sempre revelaram a cobiça dos Estados Unidos pela pilhagem dos recursos minerais e econômicos dos países atacados.

No caso Sul Americano não é diferente. Nas últimas décadas, principalmente com o descobrimento do Pré-Sal pelo governo Lula em 2006, o subcontinente se revelou como uma das maiores reservas de petróleo do mundo, atiçando a cobiça de grandes potências do planeta. Em 2003, o Iraque foi invadido com o pretexto confessadamente falso do país possuir armas de destruição em massa. Um ano depois da descoberta do Pré-Sal, em 2007, os EUA reativam a 4°Frota no Atlântico Sul e em 2009 iniciasse uma onda de golpes de Estado na América Latina, tais como: Haiti (2006), Bolívia (2008) Honduras (2009), Equador (2010), Paraguai (2011), Peru (2014) e Brasil (2016), indiretamente Chile, Argentina passaram por golpes de Estado camuflados em ações judiciais e por eleições fraudadas (fortemente influenciadas por falsas denuncias de corrupção, censura e repressão contra a oposição).

Desde o golpe parlamentar de 2016, os norte-americanos avançaram no controle do Brasil, primeiro realizaram a Operação Amazonlong17 (um desdobramento de operações da OTAN) dentro da selva Amazônica, posteriormente firmaram diversos contratos militares (incluindo a atualização do sistema antiaéreo e antimísseis da Amazônia com armamento norte-americano), em seguida ocorreu a entrega da Base de Alcântara para a NASA, a venda da Embraer para Estatal militar Boeing entregando a tecnologia dos caças gripen comprados durante o governo Dilma, a paralisação do programa nuclear brasileiro e agora ocorre o convite formal para feito pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos ao Brasil para ingressar na OTAN, afim de derrubar os governos de Cuba, Venezuela, Nicarágua e Bolívia.

Todas essas medidas são acompanhadas pelo crescimento das tensões no continente. Em 2017, os Estados Unidos abriram novas bases militares na Argentina, Peru e Colômbia, a Colômbia por sua vez ingressou na OTAN e as tenções na fronteira com a Venezuela só aumentaram. Constantemente o Estado narcoterrorista da Colômbia permite e estimula a passagem de paramilitares e traficantes para território venezuelano, promovendo assassinatos, roubos e danos da infraestrutura do país. Da mesma forma, o Alto Comando das Forças Armadas no Brasil em conluio com latifundiários estimulam conflitos xenófobos na fronteira, inclusive resultando em mortes. Tais conflitos foram o álibi necessário para que o Alto Comando justificasse a militarização da fronteira com a Venezuela, mobilizando para região divisões blindadas e tropas de terra.

A entrada no Brasil na OTAN significa guerra à Venezuela. Não porque somente os líderes da OTAN e seu governo fantoche no Brasil gostem dela. Significa guerra porque a guerra é uma política econômica, o atual regime possuí uma necessidade de expansão de mercados, que caracterizam o capitalismo dependente e subserviente ao imperialismo norte-americano. A ditadura militar existe apenas para garantir os interesses dos EUA no continente, sendo a guerra essencial para queimar a gigantesca dívida norte-americana, reativar a economia estadunidense, o controle sobre nossos recursos mineiras, florestais e energéticos (Recursos fundamentais para futura guerra contra China e Rússia), aprofundar o endividamento do Estado brasileiro, controla a gigantesca massa de desempregados e eugenia da população brasileira (pois serão os jovens negros brasileiro a linha de frente na guerra por petróleo na Venezuela).

No momento em que escrevemos, os exércitos do Regime golpista ainda não estão marchando, mas é evidente que dentro de algum tempo estarão. O Brasil apresenta um espetáculo atemorizador de uma nação obrigada a dedicar seus esforços para militarização e rearmamento, que se seguirá a guerra. No momento é necessário primeiro conter e esmagar o Partido dos Trabalhadores, maior obstáculo para o plano do golpe. Para esse trabalho sujo somente uma Ditadura pode caçar o registro do Partido dos Trabalhadores e iniciar uma grande ofensiva contra o movimento sindical e popular. É o PT a única força política nacional com possibilidade para mobilizar uma campanha nacional contra a guerra. Por isso, os golpistas levarão algum tempo para alcançar esse objetivo. Até lá, eles vão procurar ganhar tempo, realizar uma intensa campanha publicitária e de manipulação para demonizar o governo Venezuelano, mobilizando a opinião pública para guerra, vão atacar as bases do partido dos trabalhadores (em especial a CUT e MST), vão estimular o racha e o isolamento do PT no congresso ao mesmo tempo que ativarão instrumentos de controle da grave crise econômica. No momento, não é possível ter a certeza que a Ditadura Militar será uma total tragédia econômica logo no inicio. Para “estabilizar” a economia, podem queimar as reservas do Brasil e reforçar a infraestrutura logística (necessária para a invasão à Venezuela), mas nada disso evitará o colapso, pois o neoliberalismo é a política da barbárie, desemprego e fome.

Há duas vertentes de agressão possíveis para a agressão à Venezuela. A primeira delas depende do relativa estabilização da economia, tratasse da vertente de guerra direta. Essa via já está sendo construída. É uma possível frente de países lideradas pelo Brasil e Colômbia, contando também com o apoio da Argentina, Paraguai, Peru, Chile e OTAN. O ataque principal se concentrará na fronteira da Colômbia e Venezuela, enquanto o Brasil tentará uma invasão naval aproveitando-se da debilidade marítima da Venezuela combinado por um ataque pela selva (já que o Brasil tem tradição nesse tipo de combate). Os países agressores não poderão utilizar ataque aéreo, pois a Venezuela possuí o sistema antiaéreo mais poderoso da América Latina, transformando o conflito em um encarniçado combate por terra.

Por outro lado, diante da tragédia econômica obrigará o Alto Comando a empregar a tática de guerra hibrida contra a Venezuela, uma guerra indireta com a utilização de grupos paramilitares brasileiros, o envio de batalhões já treinados em combates nas favelas do Rio de Janeiro e Haiti, abertura das bases do norte do Brasil para bombardeios da OTAN, sustentação da máquina de guerra norte-americana com os nossos recursos nacionais, entre outras táticas. Porém, gerará os mesmos efeitos para o Brasil: endividamento, aprofundamento da crise institucional e genocídio eugenista. O caos controlado criado pelos Estados Unidos no Brasil é parte da tática de de destruir o Estado Nacional brasileiro, visto por eles como uma constante ameaça. A guerra é a saída mais fácil para a balcanização do Brasil, estimular separatismo e a fragmentação nacional com territórios controladas por empresas multinacionais.

O Brasil que sempre se destacou por fomentar mecanismos multilaterais e servindo de ponte de negociação entre países rivais, com a política externa dos golpistas se somará aos países fantoches de Washington. Os mesmo já estão constante esvaziando os organismos multilaterais, atacando a ONU, Mercosul e BRICS, entre outros. A entrada do Brasil na OTAN é a despedida final aos BRICS, que já vinha sendo boicotado pelo governo golpista Temer. A postura de enfrentamento já anunciadas pelo Regime neoliberal-fascista contra a China e países árabes vão aprofundar a crise econômica e política.

Diante deste quadro, é urgente uma ampla frente popular e patriótica sob a liderança do PT, onde o mesmo paute a luta contra a guerra na Venezuela que se torna cada vez mais evidente. Muitos segmentos da esquerda nacional acreditam que o conflito venezuelano é um combate entre “democracia e ditadura”, na realidade é uma guerra de agressão que poderá tornar a América do Sul em uma zona de conflitos similar ao Oriente Médio. Esses segmentos da esquerda contribuem para confundir e desmobilizar a campanha contra a guerra.

É necessário também denunciar as mentiras e manipulações dos golpistas e desmascarar a quais interesses internacionais servem a Ditadura Militar. Porém, só conseguiremos avançar caso consigamos de imediato a liberdade do Presidente Lula. Devemos denunciar que esse governo é fruto de um golpe, da fraude eleitoral e de crimes (tais como o caixa dois). É hora de formando comitês populares em todo país e no exterior. Somar a esta campanha o movimento popular, sindical, democrático e de esquerda de todos os países nessa campanha, alertando que a situação nacional do Brasil é singular à Servia de 1914. Aqui no Brasil está o barril de pólvora que pode levar todo o planeta para uma nova guerra mundial. O tempo exige uma ação imediata e desde já é necessário para o PT reativar a mobilização de base para sustentar a campanha contra a guerra.

LULA LIVRE E PRESIDENTE!

ABAIXO A DITADURA LEGITIMADA COM A FRAUDE!

NÃO À GUERRA CONTRA VENEZUELA!

TODO APOIO A MADURO E A VENEZUELA!

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