Conheça a força militar da Venezuela.

A guerra é um dos eventos mais imprevisíveis da história. Seu desfecho depende de uma série de fatores políticos, econômicos, geopolíticos e estratégicos, mas em especial a capacidade de mobilização do povo e dos seus dirigentes para enfrentar o inimigo, ou seja, a luta de classes.

Constantemente, para pavimentar o prelúdio desejado para derrota do Regime Chavista, analistas políticos disseminam a desmoralização de tal regime. Apontam que em caso de guerra, por conta da “situação deplorável da economia venezuelana” e diante da superioridade técnica, militar e econômica do Imperialismo, o Regime Bolivariano da Venezuela sucumbiria diante de uma guerra de desgaste. Sustentando essa analises anti-cientificas e pessimistas, tentam minar a confiança dos povos latinos americanos para construção de uma nova sociedade e pela libertação nacional diante da neocolonização dos EUA.

O povo venezuelano possuí um grande espírito de luta, patriótico e consciência política adquirida ao longo das décadas de luta árdua contra o colonialismo, ditaduras burguesas e neoliberalismo em seu país. Diante de dificuldades notáveis desde 1999, as lideranças de Chavez, Maduro e do seu partido PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) conseguiram controlar os revezes políticos e econômicos, derrotar uma por uma as tentativas de golpe militar, fortalecer o país para resistir contra uma possível guerra contra o Imperialismo dos Estados Unidos.

A Força Armada Nacional Bolivariana conta com um efetivo ativo de 315 mil (homens e mulheres). Esse número é inferior aos 326 mil do efetivo do Brasil e dos 277 mil da Colômbia. As Forças Armas da Venezuela estão divididas em cinco ramos, são: Armada Nacional da Venezuela (Marinha), Força Aérea, Guarda Nacional, Milícia Bolivariana e Exército.

No que tange a Armada Nacional da Venezuela, essapossui uma inferioridade em termos de equipamentos comparando-se com seus vizinhos Colômbia e Brasil. Conta com um efetivo de 35 mil, mais 8 mil marines e 500 efetivos de aviação naval. Nos últimos anos, a Marinha da Venezuela passou por um profundo processo de modernização. A armada conta com 2 submarinos alemães do tipo 209/1300 , 3 fragatas, 4 corvetas, 4 embarcações de transporte de tanques e diversos navios de patrulha costeira. A industria naval venezuelana tem uma larga produção de lanchas de combate velozes chamadas de DIANCA. Em parceria com Cuba, a Venezuela desenvolve um projeto ambicioso de minisubmarinos com o nome de “Abisal”. Com o tempo a Indústria Naval venezuelana vem ganhando força e garantindo gradativamente a independência tecnológica do país nessa área.

Lancha de combate tático do tipo Guardían G25 de produção 100% nacional. Esse modelo compõem grande número para patrulha costeira e de rios.

Já há um equilíbrio de forças quando apresentamos a Aviação Militar Bolivariana. A mesma possui em seu arsenal 25 caças Sukhoi SU-30, 18 caças F16 e mais de 12 caças Changdu K8W vendidos recentemente pela China, todos devidamente atualizados como informa o Ministério da Aviação Venezuelana. Os mesmos contam com uma grande reserva de mísseis R-77 e R27. No que se refere à frota de helicópteros de ataque, a Venezuela opera unidades 10 do Mil mi-25 (tendo o Brasil 12 aeronaves do mesmo tipo, atualmente com 9 em condições de voo), 3 helicópteros de transporte de cargas e tropas Mil mi-26, além de uma quantidade razoável de Mi-35 e AS532.

Caças de ataque Sukhoi Su-30 da Venezuela, comprados em 2015 em um pacote com a Rússia na transferência de tecnologia e cooperações militares.

Jatos K-8 comprados da China.

O braço popular das Forças Armadas da Venezuela fica à cargo da Milícia Nacional Bolivariana, constituindo-se como um dos ramos das Forças Nacionais da República Bolivariana da Venezuela. A estimativa do Governo Venezuelano é que cerca de 500 mil pessoas entre homens e mulheres integram algum segmento de formação miliciano. A estimativa das Forças Armadas é mobilizar até 1,1 milhão de membros. Nesse momento, cerca de 160 mil homens e mulheres integram ativamente as Milícias Populares, organizados de franco atiradores, infantaria leve, guarda territorial, anti-tanques. Todos são treinados para táticas modernas de guerrilha e resistência territorial em selva, mas em especialmente em área urbana (favelas e bairros populares).

Favela de Petare em Caracas (Estado de Miranda) tem 1 milhão de habitantes. As milícias populares da Venezuela tem grande capacidade de resistir as táticas empregadas por tropas brasileiras treinadas no Rio e Haiti.

As milícias populares são compostas por 500 mil integrantes e mais 1,1 milhão em capacidade de mobilização.

A Guarda Nacional da Venezuela é parte integrante das Forças Armadas e o segundo ramo mais numeroso com 92 mil integrantes aproximadamente. Ela tem como objetivo garantir a segurança interna do país (fronteiras e de força policial) e institucional de forma integral. É dividida por regimentos de departamentos (estados) e por 4 comando nacionais (Guarda do Povo, Comando Nacional Anti-sequestro, Comando Aéreo e Vigilância Costeira).

O Exército Nacional da Venezuelaé o ramo das Forças Armadas mais importante e numeroso, contando com um efetivo de aproximadamente 210 mil pessoas. De forma geral, as Forças Armadas da Venezuela utilizam a AK 103 (normalmente com mira telescópica) de fabricação russa. Porém, a partir do ano que vem (2019), será inaugurada uma Fábrica de Kalashnikov no estado de Aragua com colaboração russa. As Forças Armadas também utilizam o belga FN FAL 762.

Soldados desfile militar portando rifle de assalto AK-103 de fabricação russa. Apartir de 2019, os AK 103 serão produzidos na Venezuela.

O corpo de Artilharia venezuelano é composto por um grande número de peças móveis e fixas, sendo mais de 700 peças. Além disso, eles operam o canhão Oto Melara de 105 mm, com mais de 600 peças em operação. Também possuem mais de 50 veículos 2S19 MSTA de 152mm.

2S19 MSTA em desfile.

Com relação aos tanques e veículos de combate, o principal equipamento venezuelano é o carro de combate T-72 de canhão de 125mm, com mais 100 unidades integrando seu Exército. Compõem sua principal força tanques AMX 30 Francês já muito antigo, mas que vem sendo substituído por diversas outras unidades. Também possuem 80 peças do carro de combate britânico Scorpion 90, 130 unidades do BMP-3 russo, 120 carros do BTR-80A, muito eficientes para apoio à infantaria, e diversos carros-anfíbios ZTD 05 e VN-16.

Destaque para o veículos T-72.

O ponto mais forte da Venezuela é seu poderoso sistema anti-aéreo e anti-mísseis, deixando para trás todos os países da América Latina. A Venezuela possuí 15 baterias do sistema S-300VM capaz de atingir alvos à 200 km, o sistema está integrado à canhões antiaéreos ZU-23, aos BUK-2M, RBS-70 suecos, lançadores penchora-2M e possuem incrivelmente mais de 6 mil lançadores portáteis Verba 9K333.

Soldado venezuelano montado sobre um blindado dispara um míssil antiaéreo IGLA.

Isso faz com que nenhuma força aérea dos países latinos (incluindo Brasil e Colômbia) consigam atacar o solo da Venezuela. Nem mesmo helicópteros e aviões de apoio tático conseguiriam operar. Com muita dificuldade os países agressores (Brasil, Colômbia e membros da OTAN) poderiam dispor de artilharia. Dessa forma, os países agressores seriam obrigados a travarem um conflito em terra, uma guerra desgastante na selva, rios e áreas urbanas. Enfrentando um inimigo em defender seu país e sua família, conhecedor e adaptado as condições do território.

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