Quais são os setores da nova ditadura?

O Golpe Militar foi dado, mais ardilosos, os generais usaram as eleições para dar o golpe de estado. Para isso manobraram para condenar, prender e cassar o registro do Presidente Lula do processo eleitoral, ferindo a vontade popular. O Juiz que condenou Lula e o assessor do Presidente do STF já viraram Ministros, mostrando o conluio contra o povo.

Não há normalidade democrática. Todos direitos civis, democráticos, sociais e políticos estão sob constante ataque. Mas o regime precisa aprofundar os ataques contra o povo, por isso eles iniciam uma nova ditadura, onde os militares jogam papel fundamental para atacar as organizações dos trabalhadores, em Especial o Partido dos Trabalhadores, abrindo caminho para uma guerra contra o povo e o país.

Misturando o ativismo judicial e uma campanha histérica macartista, os generais criam a retórica de que o PT é uma organização criminosa. Hoje eles já falam que o maior problema do Brasil não é a corrupção, mas sim os comunistas. Claro que os problemas do Brasil não é nem uma coisa nem outra, mas sim a brutal desigualdade social e a estrutura financeira para pagamento dos juros da Dívida que estes generais, empresários, bispos e juízes irão manter à ferro e fogo.

É necessário porém, ao publico em geral, conhecer alguns dos setores militares que sustentam a atual Ditadura Militar. Vamos as frações mais impostantes:

Sérgio Westphalen Etchegoyen é o Chefe (conhecido) do núcleo militar de segunda maior importância dentro das Forças Armadas. Ele tem grande controle sobre os órgãos de inteligência e policiais, sempre está presente nas articulações militares com os Estados Unidos e ampliou seu poder durante o Governo golpista Temer. Tem grande influência sobre a maioria dos Generais do Alto-Comando, incluindo sobre o General Braga Neto que é interventor do Rio de Janeiro. Com a doença de Villas Bôas se agravando, Etchegoyen vem ocupando seu espaço político, seu avanço no poder encontra grande resistência e insatisfações do núcleo mais extremistas do General Heleno.

Seu avô, general Alcides Etchegoyen foi articulador nas tentativas de golpes contra Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Esse teve dois filhos, Leo e Cyro. Leo Etchegoyen é o pai do general Sérgio. Participou da derrubada de João Goulart em 1964 e se tornou secretário da Segurança Pública do Rio Grande do Sul e posteriormente ocupou a assessoria do presidente Emílio Garrastazu Médici. Enquanto isso, Cyro, tio de Etchegoyen, era braço direito do general Milton Tavares, o chefe do Centro de Informações do Exército (CIE). A Comissão da Verdade, montada para investigar os crimes da Ditadura, cita a participação do pai e do tio de Etchegoyen em crimes contra a humanidade. Estes tiveram envolvimento a chefia do DOI- Codi em São Paulo, a Casa da Morte em Petrópolis e na atuação da prisão coletiva de sindicalistas e líderes metalúrgicos do ABC paulista, assim como de seus advogados, durante as greves do ABC, incluindo o então líder sindical Luis Inácio Lula da Silva.

Com este largo histórico familiar à serviço de causas abomináveis, Sergio Etchegoyen ocupa o posto de general do Exército Brasileiro, foi membro do Alto-Comando, General de Brigada e atuou no serviço de inteligência. Com o golpe de 2016, assumiu como Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência do Brasil e chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

O General Edson Leal Pujol é membro do núcleo mais influente da Nova Ditadura. Esse núcleo é liderado pelo Comandante Villas Bôas. Pujol também é próximo do General Fernando Azevedo e Silva futuro Ministro da Defesa e antigo interventor no Superior Tribunal Federal onde ocupava o cargo de assessor do Presidente Dias Toffoli. Ele também tem ligações com o novo chefe do GSI, general Augusto Heleno. Ele será o futuro Comandante em Chefe das forças armadas. Ele não é o general do Alto-Comando mais antigo, mas em uma quebra da linha sucessória assumirá o comando. Além de Azevedo, o grupo do Villas Boas indicou o ministro das Minas e Energia.

Também quebrando a linha sucessória passou o controle do Exército do Sul, onde era comandante, para seu homem de confiança general Geraldo Antonio Miotto. Ele também já escolheu o Almirante Ilques Barbosa Junior para chefiar a Marinha e Força Aérea ficará com o tenente-brigadeiro Antonio Carlos Moretti Bermudez, que substitui o Tenente-Brigadeiro Rossato – um critico as posições de Villas Bôas, a intervenção militar e um dos poucos que ainda possuem uma posição Republicana dentro das Forças Armadas.

O General da Reserva Augusto Heleno, ex-comandante das Tropas Brasileiras no Haiti, é a cabeça conhecida do grupo mais radicalmente antipetista. Foi ele que articulou o lançamento de 90 militares para eleições de 2018, elegendo 72. Ele assumirá o GSI e promete uma dura repressão as organizações dos trabalhadores. Seu grupo tem o articulador político o General Mourão, vice presidente do governo Fantoche. Mourão desde 2015, percorria os quarteis em todo o Brasil “dando palestras”, ou melhor, articulando a campanha eleitoral.

Sabendo que o futuro governo eleito na fraude é uma Ditadura Militar, seu grupo conseguiu grande espaço. Colocaram em alto e médio escalão toda escória potencialmente criminosa e torturadora da Nova Ditadura. O destaque fica para o General Santos Cruz, tido como um dos generais mais linha dura desse grupo. Também conseguiram aparelhar o Ministério de Infraestrutura e Controladoria Geral da União.

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