Tragédia humanitária: Colômbia tem 6 milhões de refugiados.

De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), estima-se que em todo planeta aproximadamente 28 milhões de pessoas caracterizam-se como refugiados internos (dentro de seu próprio país) na atualidade. Os dados apontam que 6 milhões de colombianos são refugiados internos. Para termos noção na gravidade da situação, na Síria, um país devastado pela guerra provocada pela invasão Imperialista, existem 2,9 milhões de refugiados internos. Por tanto, a Colômbia tem a maior população de deslocados do mundo. 

Porém pouco se divulga na Imprensa patronal e golpista sobre os sucessivos massacres, violações e remoções forçadas causadas pelo Estado narcoterrorista da Colômbia. Ficando em cena apenas a propaganda criminosa para atacar, mentir e demonizar o governo Venezuelano, criando uma suposta crise humanitária, que na verdade existe apenas na Colômbia.  

A gravidade desta crise humanitária na Colômbia é tanta que até os Médicos Sem Fronteira consideram inaceitável não ver a inclusão desta situação nas agendas e encontros internacionais da Colômbia. “Não importa o quanto tentamos, não entendemos porque a implementação de medidas que assistam às vítimas do conflito, àqueles que enfrentam o deslocamento, não recebe prioridade máxima. Este silêncio cruel sobre a vida e a morte de milhares de pessoas na Colômbia encontra cúmplices que foge à nossa compreensão”. diz Pierre Garrigou, coordenador-geral da organização humanitária internacional do MSF. 

Evidenciou-se nos relatórios internacionais da ONU, que a resposta tardia da comunidade internacional com relação a temática dos deslocados internos, e a presença do Estado colombiano omisso e fomentador dos conflitos armados propiciou um estado de insegurança e violência generalizada de boa parte da sua população civil. 

Em outro relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos, considera que há uma tragédia humanitária na Colômbia e responsabiliza os sucessivos governos colombianos. 

A ONU também mostrou provas de que militares colombianos trabalham em conjunto com os paramilitares (milícias). A ONU acusa os paramilitares de responsabilidade na morte de civis inocentes. Estimasse que atualmente existem mais de 100 milicias atuando dentro do território nacional, totalizando aproximadamente 10 mil membros.

“Os paramilitares não respeitaram a obrigação de proteger as pessoas que não participavam diretamente das hostilidades”, afirma o documento. 


Colômbia também é o país que mais assassina sindicalista e mais perigoso para ativistas sociais. 

Em duas décadas,  3 mil sindicalistas colombianos foram assassinados no país. Em 2017, se constata que pelo menos 178 líderes de movimentos sociais diversos foram mortos. Colômbia não fica atrás em nenhum aspecto de uma Ditadura, é um país mortal para sindicalistas, militantes e qualquer tipo de oposição. 

Caso dos “Falsos Positivos” ainda não foi punido e nem investigado no país. 

O processo dos “Falsos Positivos” se remete ao período do governo do ex-presidente Álvaro Uribe, entre 2002 e 2010. O mesmo criou uma política de recompensar com dinheiro, promoções, medalhas, dias de férias e outras vantagens militares e policiais que assassinassem rebeldes oposicionistas – sobretudo os guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). É curioso notar que essa proposta de presentear ações de assassinato foi resgatada pelo atual governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, que promete recompensar policiais que abaterem “traficantes”. O resultado que essa política provocará é a mesma que na Colômbia. 

No país, homens de famílias pobres, em especial homens jovens e negros, mas às vezes também mulheres e adolescentes eram sequestrados, assassinados a bala para então serem apresentados como guerrilheiros mortos em combate. Até agora são conhecidos 5 mil casos de tais “falsos positivos”. A maioria deles remonta ao período entre 2002 e 2010.

No momento, por volta de 97% dos casos dos Falsos Positivos não foram punidos legalmente, afirma Carolina Lopez Giraldo, membro da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, no departamento de Caldas.

Diante desses fatos, comprova que a preocupação dos governos do grupo de Lima (que reúne governo que passaram recentemente por golpes de Estado, tal como Peru, Brasil e Paraguai), nunca foram os imigrantes ou problemas no abastecimento na Venezuela. Pelo contrário, esses governos fomentam ações de sabotagem e sanções econômicas no país, que agravam a situação econômica. Criando assim uma falsa crise humanitária na Venezuela, que serve como pretexto para justificar ações de agressão contra o país. 

Todos esses governo golpistas, chegaram ao poder através de golpes de estado que contaram com a colaboração direta dos Estados Unidos. Nesse sentido, tais governos atuam como lacaios para defender os interesses do imperialismo norte-americano no Continente que pretende invadir a Venezuela com os seguintes objetivos: saquear as riquezas de ouro e petróleo do país, conter o desenvolvimento do movimento de esquerda, de libertação e independência dos povos latinos, estancar a o avanço da presença Chinesa e Russa na América Latina e desestabilizar os governos do Continente, em especial o Brasil, que envolvido em um conflito aprofundara sua crise econômica, social e politica, podendo acarretar inclusive na fomentação de movimentos separatistas e na balcanização do Estado Nacional Brasileiro. Essa realidade não está distante, pois tal tática já vem sendo empregada em diversos países e existe diversos movimentos separatistas dentro do país. 

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