Rio de Janeiro em solidariedade à Venezuela soberana

Hoje pela manhã, o Comitê de Solidariedade com a Revolução Bolivariana esteve em frente ao consulado venezuelano no centro do Rio de Janeiro (capital). Estava marcado um ato em apoio ao presidente legítimo, Nicolas Maduro, e à soberania nacional do país, que vem sendo ameaça pela ingerência estadunidense.
O consulado estava sob ameaça de golpistas brasileiros que, pelas ordens do vice-presidente dos EUA, sentiram-se entusiasmados a contribuir com a ingerência do império. No entanto, vendo a pressão do Comitê de Solidariedade, não tardou para que os asseclas mudassem seu ato de lugar para bem longe.
Abaixo, expressamos nossos sentimentos de solidariedade àquele povo em sua luta por respeito à sua soberania e pela paz na nossa América.


Rio de Janeiro, 23 de janeiro de 2019.


Desde 2013, após o falecimento do presidente Hugo Chávez, têm se intensificado na Venezuela ações fascistas para tentar desestabilizar o governo do presidente eleito Nicolás Maduro, dignas de serem classificadas como um legítimo terrorismo. No ano seguinte, em 2014, a oposição venezuelana liderada por Leopoldo López, convocou protestos violentos por todo o país deixando um saldo de 43 chavistas mortos, incluindo o assassinato do líder chavista Robert Serra. Em Dezembro desse mesmo ano, o congresso dos Estados Unidos aprovou a lei 113-278: “Lei pública de defesa dos Direitos Humanos e da Sociedade Civil na Venezuela”, lei com caráter intervencionista, criando um precedente para outros países adotarem medidas coercitivas unilaterais contra a Venezuela.

Em 2015, o  presidente estadunidense Barack Obama, ditou a Ordem Executiva 13692, declarando a Venezuela uma ameaça à segurança nacional e à política exterior dos EUA. Aumentou-se também a guerra econômica, com sabotagem econômica de diversas empresas privadas nacionais e internacionais, fazendo com que produtos de necessidades básicas fiquem em falta no mercado e gerando uma inflação induzida no país. Além das empresas, mercenários colombianos e venezuelanos pagos pelo imperialismo roubam os produtos com preços regulados pelo Estado e vendem esses produtos por preços menores, prejudicando ainda mais a economia venezuelana.

Com toda a guerra econômica e midiática contra o governo, a direita conseguiu pela primeira vez ganhar maioria na AN (Assembleia Nacional) desde que Chávez tornou-se presidente. Ainda que três deputados eleitos pela oposição estivessem em situação irregular, suspeitos de fraude, foram empossados em uma clara violação ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), que decidiu colocar a AN em desacato e assumiu temporariamente os poderes do legislativo.

Mesmo em desacato, a AN continuou suas atividades com o propósito de convocar um referendo para destituir o presidente Maduro. Esse referendo, segundo a oposição, obteve 7 milhões de votos, enquanto a Constituinte convocada pelo governo em resposta aos atos fascistas de 2017 obteve mais de 8 milhões de votos.

A eleição da Constituinte, com amplo apoio popular, em julho do mesmo ano, acalmou o clima de tensão no país, marcado pelo grande número de ataques a monumentos públicos e pessoas consideradas chavistas apenas pela aparência, com diversos casos de pessoas sendo queimadas até a morte.

A articulação entre a guerra midiática, guerra econômica, oposição interna e governos latino-americanos submissos aos interesses de Washington, vem desde 2016 tentando isolar a Venezuela nas principais organizações internacionais de integração e cooperação para o desenvolvimento econômico, sendo os casos mais emblemáticos a OEA (Organização dos Estados Americanos) e Mercosul, onde a Venezuela foi suspensa das atividades em 2016 e teve seus direitos políticos suspensos definitivamente em 2017.

Não limitando-se em construir o isolamento diplomático da Venezuela em meio aos seus países vizinhos, o imperialismo norte-americano também atua para aumentar o clima de tensão no continente. Ao final de 2017, surge o Grupo de Lima, uma coalização diplomática dos governos da América Latina que, atualmente, estão alinhados aos interesses dos EUA no continente, sendo o caso do próprio Brasil, então no governo Temer.

Esse grupo tem como objetivo uma “transição democrática” no governo Venezuelano, sob o argumento de que o país passou por um processo eleitoral irregular. Ou seja, não só deslegitimam o atual governo da Venezuela como suas instituições. Assim como fora feito anteriormente no caso da Líbia, querem destruir as estruturas do Estado Nacional de nosso país vizinho, tentativa que se tornou mais explícita com o “governo paralelo” puxado pelo presidente da Assembleia Nacional após a posse do presidente Nicolás Maduro, no dia 10 de Janeiro desse ano.

Em vista disso, o Grupo de Lima atua como um instrumento de legitimação internacional das arbitrariedades impostas pelos EUA à Venezuela, como os embargos, as ameaças e, como planejam os golpistas, as agressões diretas em um futuro próximo. A firmeza venezuelana em aguentar as conspirações imperialistas contra o país não tem deixado alternativa aos seus inimigos senão a intervenção direta.

Hoje, cada vez mais, os americanos movimentam-se em direção à guerra. Guerra essa que seria impossível se não fossem os seus apoiadores em continente sul-americano, como é o caso da continuidade do governo golpista no Brasil, representado por Bolsonaro. A carta do Itamaraty, não só mal escrita e leviana, beirando à infantilidade que não corresponde com o exercício diplomático, é uma afronta à soberania de um país com quem sempre tivemos boas relações. Na prática, serve como fermento num bolo de clima de guerra.

Mas não só de bravatas vivem as ameaças dos golpistas. A reaproximação dos militares norte-americanos e brasileiros, além do emprego militar conjunto em exercícios na selva amazônica não acontecem sem propósito. Sabe-se que não só o Brasil participou desses exercícios, como também a Colômbia e o Peru, respectivamente o maior aliado dos EUA na região e o centro diplomático da articulação anti-Venezuela no continente.

O cenário é claro. Já sabemos das intenções dos imperialistas contra a autonomia de nosso continente. Se agredirem a Venezuela, independente do resultado dessa guerra, viveremos um triste cenário de instabilidade política e social muito difícil de ser remediado. Não haverá mais um cenário de crise política que não possa terminar com a invasão e destruição de nossos estados nacionais. Não há cenário possível para essa guerra que não envolva a morte de milhares de Brasileiros e Venezuelanos. Por isso, o Jornal Voz Operária RJ se posiciona a favor da paz, contra a guerra em nosso continente.

Viva Chavez e Maduro!
América Latina Independente!
Não usem nossos filhos nessa guerra!

Voz Operária RJ
23 de janeiro na venezuela
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Fontes:
https://brasil.elpais.com/brasil/2014/12/11/internacional/1418255647_070796.html
https://www.bbc.com/portuguese/internacional-46471968
https://www.conjur.com.br/2017-mar-30/supremo-tribunal-venezuela-assume-funcoes-legislativo-pais
https://brasil.elpais.com/brasil/2016/10/06/internacional/1475735544_853102.html
https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/09/politica/1510250965_868739.html


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