Com golpe cresce extrema pobreza no Brasil, afirma CEPAL.

A Comissão Econômica para América Latina e Caribe, a CEPAL (órgão das Nações Unidas) divulgou dados que mostram que, entre o período de de 2016 e 2017, a pobreza aumentou 19,9% e a pobreza extrema saltou de 4% para 5,5%, ou seja, 11,4 milhões de brasileiros vivem na miséria. Já o IBGE, estima que 15,2 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da extrema pobreza em nosso país, em comparação seria quase a população total do estado do Rio de Janeiro (16,7 milhões).

Pelo relatório da CEPAL, estimasse que em 2018 existam 182 milhões de pessoas pobres na América Latina (29,6% da população) e 63 milhões (10% da população) na miséria. Em 2002, haviam 57 milhões de pessoas em situação de miséria na América Latina, impulsionada pela má evolução do Brasil, país mais populoso da região.

Lista de 15 países e a taxa de pobreza extrema e pobreza.

Desigualdade social caiu na última década, mas reduziu a queda nos últimos anos. 

Impulsionada pelo processo de mudanças, que levou ao poder governos de Esquerda que aplicaram fortemente em políticas públicas, na última década houve uma redução considerável da pobreza e miséria na América Latina e Caribe. Porém a América Latina e Caribe, é a região mais desigual do planeta. Por um lado abriga algumas das maiores fortunas do mundo e também milhões de pessoas vivendo nas mais degradantes condições humanas.

O coeficiente de Gini (medida para calcular a desigualdade), caiu de 0,543 em 2002 para 0,466 no ano de 2018 (quanto mais o índice perto de zero significa igualdade absoluta). Ocorreu a redução do ritmo da diminuição das desigualdades nos anos recentes. Entre 2002 e 2008, a diminuição anual média da desigualdade foi de 1,3%, entre 2008 e 2014 o ritmo caiu para 0,8%, e entre 2014 e 2017 para 0,3%.


O relatório mostra a taxa de crescimento da renda necessária para fazer cair a pobreza e a metade dos níveis atuais até 2030. Na comparação com outros treze países, o Brasil é o que precisaria apresentar a segunda maior taxa de crescimento da renda caso não haja queda na desigualdade no país, como mostra o gráfico.

Salário baixo é um dos principais responsáveis pelo crescimento da pobreza.

Segundo o documento, 40% da população da América Latina e Caribe ganham salários menores do que o valor do salário mínimo estipulado por seus países. Essa proporção é muito mais elevada entre as mulheres (48,7%) e os jovens de 15 a 24 anos (55,9%). Entre as mulheres jovens esse número alcança,  60,3%. O documento não trás informação com o recorte racial destes dados.

Um dos elementos para os baixos salários é o grande peso da informalidade e trabalho precarizado. De acordo com o relatório, um em cada cinco trabalhadores latino possuem renda abaixo da linha de pobreza de seu país, cifra que chega a 35% no caso da população rural.

O trabalhador brasileiro ganha o 3° menor salário mínimo da América Latina, ficando na frente apenas do México e da Colômbia.   Com a Reforma Trabalhista aprovada pelo governo golpista Temer, que estabelece o trabalho intermitente e demais medidas de retirada de direitos, o salário não acompanhou o crescimento de reajustes dados pelos governos petistas. Mesmo sabendo que metade da força de trabalho no país recebe menos que o salário mínimo, a política econômica do golpe é de arrocho salarial.

A luta dos governos progressistas para reduzir a pobreza e o descaso dos governos golpistas e neoliberais.

Apresentação do relatório da CEPAL, dia 24/01 no Chile.

O Relatório aponta que,  em 2003 a 2015, o Brasil sob a liderança dos governos do Partido dos Trabalhadores (Lula e Dilma), esteve na vanguarda da luta contra a pobreza e a miséria na América Latina e Caribe, fazendo despencar os índices de pobreza e pobreza extrema em toda região. Agora com o golpe, o Brasil arrasta o subcontinente no retrocesso ao combate à miséria e pobreza.

Desde 2007, quando iniciou a onda de golpes na América-Latina, a pilhagem dos recursos naturais autorizada pelos governos satélites dos Estados Unidos é o principal fator para o crescimento da miséria. Além disso, medidas que desregulamentam as relações de trabalho, tal como a Reforma Trabalhista, e medidas de desmonte nas políticas públicas desprotegem a população.

Leia o relatório da CEPAL

https://repositorio.cepal.org/bitstream/handle/11362/44395/5/S1801084_es.pdf

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