Contra Maduro, “esquerda” fica ao lado da guerra imperialista

Na última segunda-feira, dia 04 de fevereiro, Pedro Sánchez (Partido Socialista Operário Espanhol – PSOE), presidente espanhol que chegou ao cargo através de uma negociação, ou seja, que não foi eleito por ninguém, foi o porta voz da União Européia (U.E) para declarar o reconhecimento ao golpe na Venezuela e dar o aval para invasão da Venezuela. O fato ocorreu após Caracas ignorar o ultimato criminoso da U.E.

É surreal que um presidente não eleito, como é o caso da Espanha, exija eleições “livres”. Algo que tem sido criticado por outro ex-presidente de seu partido, Rodríguez Zapatero, que foi observador internacional das últimas eleições na Venezuela e que garantiu que não houve qualquer irregularidade. Não foi um chavista que disse isto neste caso, mas o mesmo homem que modificou resoluções internacionais para justificar a invasão e destruição da Líbia. Ou seja, estamos diante de algo muito óbvio para alguém com esse currículo ficar indignado com o papel dos partidos “de esquerda” no que acontece na Venezuela.

Para ser mais ridículo, Pedro Sánchez diz que Nicolás Maduro não tem nada a ver com “a esquerda”. Realmente não tem nada a ver se usarmos como parâmetro a “esquerda” imperialista, apoiadora da OTAN, da UE, das privatizações, da polícia, das reformas contra os trabalhadores.

No Parlamento Europeu, os partidos ditos “de esquerda”, tal como: PSOE, PODEMOS da Espanha, SDP (Partido Social-Democrata Alemão), e Bloco de Esquerda de Portugal se posicionaram a favor do golpe de Estado e da guerra imperialista na Venezuela. O Bloco de Esquerda chegou ao cúmulo de lançar o slogan chauvinista “Nem Maduro Nem Guaidó”. Enquanto o imperialismo dos EUA está em escalada da guerra de agressão contra o povo da Venezuela e outros povos latino-americanos, os burocratas desses partidos “de esquerda” decidiram fazer coro com a campanha de calúnias e mentiras contra a República Bolivariana da Venezuela, contra o programa do PSUV e contra o grande dirigente do povo venezuelano, o camarada Nicolás Maduro. “Maduro é ditador”, “defender a democracia como valor universal”, “o programa do PSUV é burguês”, brandam esses oportunistas. Essas organizações que se dizem “neutras” prestam ajuda muito oportuna e necessária ao imperialismo dos EUA. Buscam em primeiro lugar desviar a atenção, principalmente da juventude, que está se revoltando contra as agressões do imperialismo na Venezuela. Formou-se em todo o mundo uma frente única entre os “de esquerda” e o imperialismo contra a Venezuela.

Neste cenário, não podemos esquecer que esses lacaios desavergonhados do imperialismo pedem “diálogo”. Mas eles não falam do diálogo entre os venezuelanos para manter a paz e a soberania no país. Pedem o diálogo para “uma transição pacífica para o retorno da democracia”. Sendo mais claro, isso significa que eles querem um “diálogo” que se assemelha à uma negociação de sequestro, afinal colocam exércitos na borda da Venezuela, mercenários dentro do país e mandam Maduro entregar o poder para direita golpista. Para que a esquerda vai querer dialogar com quem golpeia? Sabemos muito bem o que significa esse tipo de “diálogo”: i mesmo diálogo que fizeram com Franco, Pinochet, a Ditadura Militar brasileira, entre outras, para manter as estruturas do Estado fascista e seguir na dominação capitalista. Além disso, não podemos ignorar as declarações pedindo eleições na Venezuela. Quem é o Podemos, PSOE e SDP e essa “esquerda” mundial para pedir eleições em outra nação?

Pedro Sanchéz, do PSOE, se converteu no “líder” dessa coalizão “de esquerda” para derrubar Maduro. Usam o falso pretexto da defesa de uma pseudo “democracia”. Há muitos traidores no Brasil dentro do chamado “campo progressista” que se somam à coalizão de Pedro Sanchéz. É o caso do PDT de Ciro Gomes, PSOL de Luciana Genro e Marcelo Freixo (e outros setores), isso sem falar dos golpistas trotskistas de sempre do PSTU e consortes. Lembrando que o PDT faz parte da mesma “Internacional Socialista” de “terceira via” que o partido de Juan Guaidó na Venezuela, o Vontade Popular.

Constatamos as reais intenções desses elementos quando escutamos as declarações patéticas do golpista “de esquerda” Ciro Gomes. Este atacou o Partido dos Trabalhadores na figura da sua presidente Gleisi Hoffmann por ter ido à posse de Maduro e anteriormente já havia criticado o PT por não ter comparecido a posse do governo eleito na fraude de Bolsonaro. Logo após esses fatos iniciou-se o movimento de golpe na Venezuela. Coincidência? Pois bem, na política não existe espaço pra isso. A manobra articulada entre esses setores “progressistas” é facilmente desmascarada. Estão comprados pelo imperialismo, seja por dinheiro ou por prostituição ideológica (que também da seus frutos materiais, afinal eles precisam ser aceitos pela direita para participar do jogo eleitoral).

Não estamos falando do apoio desses partidos “de esquerda” às reforma de austeridade que eles referendaram no passado recente, nem da participação do PDT na reforma da Previdência do Bolsonaro, ou do PCdoB na eleição de Rodrigo Maia, nem do apoio de Freixo à Lava-Jato no Rio de Janeiro, ou de Luciana Genro aos nazistas da Ucrânia, mas de ameaçar ao governo de uma nação soberana, posicionando-se ao lado dos fascistas e do imperialismo em uma guerra.

Essa crise expôs mais uma vez as contradições da esquerda mundial. Embora seja verdade que fazem décadas que alguns setores do chamado “campo progressista” já se colocam claramente em uma posição na luta de classes à favor do imperialismo, com este golpe temos outra amostra para desiludir aqueles setores progressistas da sociedade, em especial a juventude, que ainda acreditam nesses canalhas que se disfarçam de representantes dos interesses do povo.

A fracassada tentativa de golpe na Venezuela só pode ter alguma serventia ao imperialismo caso seja usada de álibi para invasão militar. Essa invasão já é absolutamente clara e aceita por todos os meios militares internacionais, mas só não é vista por alguns setores “de esquerda” que desarmam a população latino-americana para resistir contra a guerra no continente. Deve ficar absolutamente claro que objetivo dos EUA é converter a América Latina em um novo Oriente Médio (sem nenhum descrédito aos dignos povos do Oriente Médio), estimular as guerras, a desintegração dos Estados Nacionais e a Balcanização. Como dizia o camarada Stalin: “O imperialismo só pode dominar se estabelecer o caos”. E é o caos que eles querem estabelecer no continente. Uma tática nada nova na história. Se engana quem acha que a alternativa ao Maduro será Guaidó ou qualquer outro palhaço mercenário de Washington, mas sim os grupos paramilitares, o cartel do narcotráfico PCC/Colômbia e as milícias (que já assaltaram o Palácio do Planalto), todos sob a tutela dos militares à serviço do Imperialismo.

É hora de organizar a resistência e dar total apoio à luta do povo Venezuelano e ao seu governo legítimo presidido por Nicolás Maduro. A luta contra o golpe e a guerra imperialista na Venezuela também faz parte da luta contra o golpe no Brasil e pela liberdade do Presidente Lula, pois os planos golpistas dos EUA são continentais.


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