Golpe avança com nova condenação de Lula

A juíza substituta Gabriela Hardt, da 13. Vara Federal de Curitiba, condenou, em primeira instância, o presidente Lula à 12 anos e 11 meses nesta última quarta-feira (06/02). A juíza substitui o ministro da Justiça Sérgio Moro, que ocupa o cargo no governo eleito na fraude.

A denúncia apresentada pelo MPF, sob comando do procurador Deltan Dallagnol, afirma que a reforma feita pela empreiteira OAS, no sítio em Santa Bárbara, em Atibaia-SP,  foi realizada com recurso de propina e atribui a propriedade do imóvel ao presidente Lula, alegando que o réu usava o local com a família.

O Ministério Público Federal tem sido um dos principais responsáveis pelo estado policial e de intimidação instalado no Brasil desde 2016, além de violar diversas garantias pétreas constitucionais, bem como responsável por organizar campanha pública, sob pretexto do combate à corrupção, que compromete a democracia e o Estado Democrático de Direito.

A Operação Lava Jato, capitaneada pelo juiz Sergio Moro e pelos Procuradores da República Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima, assumiu um rumo que contribuiu decisivamente para o Golpe de Estado que começou em maio e teve seu ponto alto em agosto de 2016, com a destituição da presidenta reeleita, Dilma Rousseff. Articulado com poderosos barões da mídia brasileira, Sérgio Moro, junto ao Poder Judiciário e o Ministério Público Federal, conseguiu derrotar a democracia brasileira: instalaram no Brasil o clima político de fascismo e intolerância política.

Mais uma vez, sem apresentar provas ou materialidade dos fatos, como um título de propriedade do imóvel, decide condenar Lula. Partindo de depoimentos sob já reconhecida ameaça dos depoentes, que desagradaram a juíza, a farsa montada pelo MPF tem o objetivo de perseguir politicamente o presidente Lula. Na sentença, a juíza Gabriela Hardy determinou o confisco do sítio e cassou os direitos políticos de Lula, decretando a interdição para o exercício de cargo ou função pública pelo período equivalente ao dobro da pena.

Há aqui uma infinidade de abusos, ilegalidades, conluios, parcialidades e prejulgamentos contra os acusados na operação golpista Lava Jato, praticados pelo, à época, juiz Sérgio Moro, pelo Procurador da República Deltan Dallagnol e sua equipe de Curitiba, já denunciadas pelo Voz Operária RJ em várias situações, notoriamente contra o ex-Presidente Lula e o Partido do Trabalhadores.

Em um país soberano, em que a justiça faça valer os princípios constitucionais, a imparcialidade do júri seria contestada e a decisão não seria outra senão a absolvição. Mas como alertou o presidente Lula ” eles [os algozes da Lava Jato] construíram uma mentira e vão até às últimas consequências para sustentar essa mentira”. Os ataques não cessarão, e os próximos passos será condena-lo na operação Zelotes.

A Força Tarefa da Operação Lava Jato, violando a constituição e a soberania nacional, entregou informações à justiça dos Estados Unidos da América, com quem dialoga frequentemente, através do ex-procurador Rodrigo Janot, sobre andamento de processos brasileiros, permitindo que réus brasileiros firmem acordo de colaboração com a justiça dos EUA, em detrimento do interesse das empresas nacionais brasileiras, além de não submeterem seus pedidos de cooperação internacional ao trâmite legal, que prevê o pedido de informações internacionais, por via do Ministério da Justiça da República Federativa do Brasil. É a mesma situação do caso emblemático ao final de julho de 2018, quando a INTERPOL retirou o alerta vermelho sobre o cidadão brasileiro e espanhol Rodrigo Tacla Duran.

Este alerta resultava de pedido, do então Juiz Federal Sérgio Moro, atendendo a requerimento da Força Tarefa da Operação Lava Jato. Tacla Duran era envolvido com transações financeiras na empresa Odebrecht, rastreadas pela Operação Lava Jato. Ao ser procurado pelo advogado Carlos Zucolotto para apresentar colaboração com a Justiça, Rodrigo Tacla Duran exibiu mensagem eletrônica, comprovada veracidade após perícia, onde o advogado Zucolotto teria pedido propina para negociar termos de sua colaboração com membros da Força Tarefa. A defesa do Presidente Lula pediu seguidas vezes para ouvir Tacla Duran, o que foi negado pelo Juiz Federal Sérgio Moro. Os membros da Força Tarefa jamais ouviram Tacla Duran, mesmo havendo audiência marcada perante a Justiça Espanhola. Os membros da Força Tarefa jamais explicaram as acusações de Tacla Duran, a recair sobre um dos membro da mesma Força Tarefa. A INTERPOL entendeu que se acham presentes elementos objetivos quanto à atuação imparcial do juiz federal Sérgio Moro, que é amigo íntimo do advogado Carlos Zucolotto.

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