GENERAIS VÃO FAZER PROVOCAÇÃO NA FRONTEIRA COM A VENEZUELA

Ontem, terça-feira, dia 19 de fevereiro, o Porta-Voz da Presidência da República, noticiou que o governo brasileiro fará uma operação militar no estado de Roraima, na fronteira com a Venezuela, no próximo dia 23 de fevereiro (sábado), para envio da “ajuda humanitária” norteamericana.

O comunicado foi feito depois de uma reunião entre Bolsonaro, Rodrigo Maia, o presidente do Senado, Dias Toffoli do STF, o general Mourão, Heleno, entre outros militares.

Ao mesmo tempo em que os Estados Unidos impões bloqueios, sanções e roubaram US$ 30 bilhões do povo venezuelano, oferecem US$ 20 milhões supostamente em alimentos podres. Esse fato deixa claro que não existe “ajuda humanitária”. A questão aqui é meramente um pretexto para iniciar uma intervenção militar contra a Venezuela e saquear suas riquezas.

Ao utilizar o território nacional do Brasil para participar dessa provocação rasteira, gratuita e mediocre contra o povo venezuelano e seu governo, Bolsonaro mostra, mais uma vez, que o Brasil está sob intervenção estrangeira desde o golpe de 2016.

O atual governo, comandado pelos militares, é submisso aos interesses dos Estados Unidos, pois o Brasil não ganha absolutamente nada com essa provocação. Pelo contrário, o Brasil sairá muito prejudicado. Entrar em um conflito com a Venezuela que é apoiada pela Rússia, China, Turquia, Africa do Sul e Índia, grandes parceiros econômicos do Brasil, reduzirá o comércio com esses países e agravará a crise econômica no nosso país. Gerando assim mais desemprego, quebra de empresas e miséria. Lembrando que por conta da ruptura comercial com a Venezuela, o Brasil, perdeu US$ 3,45 bilhões, apenas para satisfazer a ideologia dos golpistas.

A irresponsabilidade e o crime dos militares contra o país não param por ai. O que os Estados Unidos estão planejando para o dia 23 de fevereiro é um “show” midiático de provocações. Eles querem promover um banho de sangue na fronteira para justificar a intervenção militar.

Nas últimas semanas, o serviço de inteligência de Cuba, Rússia e China reportaram a mobilização de tropas especiais dos Estados Unidos na região. O porta-aviões Abraham Lincoln está em operação na Florida e Caribe. O Pentágono também deslocou 2 200 marines, aviões de combate e tanques para o o Caribe, Colômbia e Brasil.

Na semana passada, o Chefe do Comando Sul do Exército dos EUA, Almirante Craig Faller, esteve em Brasilia para organizar a operação de “ajuda humanitária”. Tudo indica que o governo brasileiro realmente irá participar do conflito.

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