Generais serão os responsáveis por banho de sangue na Fronteira do Brasil e Venezuela.

Fazem vários meses que nós do Voz Operária denunciamos que os “tambores da guerra” estão sendo tocados (ler Brasil se prepara para guerra na Venezuela). Agora, as notícias recentes vem no sentido de confirmar a intenção dos militares “brasileiros” com relação à Venezuela, apesar de toda contra-informação e declarações cínicas dos generais, a participação do Brasil na guerra é clara. Querem com a guerra instalar o regime ditatorial-fascista-miliciano, controlar a situação interna através da violência Estatal, invocando leis de segurança nacional, lei antiterrorismo, Estado de Sitio, entre outros dispositivos. Ontem mesmo, dia 20/02, o Senado aprovou uma lei onde determina o bloqueio de bens e contas de entidades e pessoas acusadas ou investigada por terrorismo. Ora, na história do Brasil o terrorismo nunca foi uma prática na sociedade, pelo contrário, o real terrorismo é organizado e estimulado pelo Estado brasileiro.

Em Brasília, fontes do governo militar asseguram que todos os cenários estão sendo avaliados, inclusive os militares. De acordo com a própria imprensa golpista, a participação do governo militar em entregar a “ajuda humanitária” na marra poderia resultar uma “ação militar” de confronto. “É claro que não será dito isso publicamente, mas a verdade é que o Brasil está preparado para tudo, inclusive para uma eventual ação militar”, afirma fonte à imprensa.

Durante a semana passada, o Comandante do Comando do Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM), Almirante Craig Faller, estava muito ativo no Brasil. No caso, ele visita o Centro de comando de operações aeroespaciais da FAB. Este comando controla o Sivam, ou seja todas as áreas de fronteiras da Amazônia, inclusive da Venezuela. Os radares terrestres, aviões radares e satélites integrados pelo Comando Aeroespacial dão ao Brasil capacidade de controle de boa parte do espaço aéreo da Venezuela. Isto é essencial para uma operação militar, principalmente no estilo dos EUA, que começam com bombardeios massivos, para destruir a capacidade de defesa aérea, a infra estrutura de comando e controle e afetar a moral do país alvo.

Faller e a delegação militar dos EUA, que contava com a presença da Liliana Ayalde, apontada pelo Wikileaks como agente da CIA e figura que esteve presente em vários episódios de desestabilização na América Latina, se reuniu um o Alto Comando das Forças Armadas para organizar a intervenção contra a Venezuela. O que desdobrou no nomeamento de um general brasileiro para ser funcionário do Pentágono.

Para completar a provocação, o governo militar converteu parte do território nacional como base para agredir e provocar a Venezuela. Comunicado do dia 19 de fevereiro, através do Porta-Voz da Presidência da República, afirma que o governo brasileiro fará uma operação militar no estado de Roraima para envio da “ajuda humanitária”. Cabe lembrar que a Cruz Vermelha e a ONU, organismos internacionais responsáveis por esse tipo de ação, não irá participar da ação e condenou o uso político do tema da “ajuda humanitária”.

Segundo fontes públicas, a ABIN e GSI estão monitorando o governo do Presidente Maduro, repassando informações para a oposição e Guaidó. “Nossos militares estão participando, mas não de uma forma evidente e que possa levar a acusações de ingerência ou até invasão estrangeira”.
“o que os militares brasileiros estão fazendo é trabalhar na contra-inteligência”, afirmou a fonte, na reportagem da jornalista Janaína Figueiredo. 

Em respostas a todas essas ameaças, o governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, começou a mobilizar tropas e tanques de guerra para a fronteira entre seu país e o Brasil na tarde desta quinta; é uma reação ao inesperado anúncio da participação do governo brasileira na entrega da ‘ajuda internacional’ urdida pelos Estados Unidos . O governo venezuelano também informa que as fronteiras entre Brasil e Venezuela estão chefadas por tempo indeterminado.

149 anos de paz entre o povo brasileiro com os povos irmãos da América do Sul estão ameaçados. A doutrina de Barão do Rio Branco, que fundou os princípios básicos das relações externas do Brasil, baseadas na não ingerência dos povos, a busca da solução pacifica dos conflitos e garantir a América do Sul como região de paz, está sendo rasgada pelos Generais brasileiros.

Recordamos que a última guerra que o Brasil participou no Continente foi a Guerra do Paraguai. Até hoje o Paraguai sofre as sequelas da guerra, onde segundo algumas estimativas, o número de mortos passou de 350 mil, dos quais cerca de 50 mil brasileiros, com o extermínio de praticamente toda sua população masculina e da sua força econômica. Como naquela época, o Brasil também atacou um país vizinho sob ordens de uma potência imperialista, o Império Britânico.

Vassalagem, entreguismo e prostituição colonial obscena é o real nível de submissão dos generais Heleno, Etchegoyen, Pujol, Mourão, Azevedo, Villas Boas, e entre outros. O Alto Comando atua como uma tropa de choque à serviço da ocupação imperialista dos Estados Unidos em nosso país, querem se prestando ao papel sujo de agredir a Venezuela garantir o apoio dos norte-americano à Ditadura no Brasil.

Um comentário

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s