Trump retira recursos do serviço público para financiar paramilitares na colômbia

O discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado na cidade de Miami, no dia 18 de fevereiro, deu algumas pistas da linha de atuação pretendida por eles contra a Venezuela. Tratasse da utilização de grupos paramilitares colombianos e brasileiros, que seriam o álibi para deflagração de conflito na região.

Em seu discurso, Trump, homenageou o terrorista assassino Óscar Perez, responsável por atirar e jogar granadas em prédios públicos e uma creche cheia de crianças. Homenagem que é um claro estímulo ao terrorismo praticado pelos paramilitares da Colômbia.

No dia 15/02, o governo dos Estados Unidos sequestrou recursos do Governo Federal, na casa de 2,7 bilhões de dólares, que seriam destinados ao pagamento de professores e funcionários públicos, para supostamente pagar parte da construção do muro na fronteira com o México. Porém, há suspeita que o governo Trump pretende realocar parte dos recursos para financiar grupos paramilitares colombianos.

Os EUA dedicam atualmente 30% do orçamento público federal para a guerra e o desvio de fundos públicos para sustentar a “indústria da guerra” tem sido uma base fundamental da economia norte-americana.

Paramilitares colombianos tem uma longa relação com os EUA

A ONU já mostrou provas de que militares colombianos e dos EUA trabalham em conjunto com os paramilitares (milícias). A ONU acusa os paramilitares de responsabilidade na morte de civis inocentes. Estima-se que atualmente existem mais de 100 milícias atuando dentro do território nacional, totalizando aproximadamente 10 mil membros.

Participação dos EUA no financiamento de grupos paramilitares

A história das relações entre a Agência Central de Inteligência (CIA) e tráfico de drogas começou na década de 70 e atingiu o seu pico nos anos 90. Mais de 8.000 documentos do governo federal desclassificados, apresentados pela Lei da Informação Pública, revelaram os detalhes destas ligações controversas .

“No cenário dos EUA, o dinheiro da droga veio da América do Sul e tornou-se dinheiro legítimo em Wall Street. No cenário latino-americano, esse mesmo dinheiro, uma vez lavado, retornou à região na forma de fundos para o para-militarismo”explica o ex-agente federal Michael Ruppert.

Além disso, a desestabilização de governos e revoluções na América Latina não foram os únicos objetivos da inteligência dos EUA: os movimentos sociais nos Estados Unidos também foram vítimas da CIA. A agência buscou desacreditar os líderes que lutaram pelos direitos civis a fim de impedir transformações no contexto ideológico, além de barrar a integração racial, a justiça social e outras conquistas.

Na época, os presidentes Ronald Reagan e George Bush promoveram a doutrina da “Luta contra a Droga”, mas especialistas dizem que essa abordagem tem causado mais problemas do que soluções.

Segundo Bruce Bagley, especialista em assuntos latino-americanos da Universidade de Miami, a maior parte da luta contra as drogas faz parte de uma estratégia supostamente fracassada; em vez de diminuir o tráfico de drogas, aumentou. Em países como a Colômbia e o México, a violência entre os cartéis causa milhares de mortes todos os anos; e nos EUA o número de toxicodependentes aumentou. Além disso, lavagem de dinheiro deixou um rastro de corrupção e fundos de origem duvidosa em todos os lugares. Pesquisadores da área dizem que as transações financeiras sofisticadas de hoje para esconder o fruto de lavagem de dinheiro da moeda são um fenômeno constante.

A Comissão de Juristas para a publicação de relatórios sobre tráfico de drogas estima que anualmente nos EUA mais de 100 bilhões de dólares das drogas são lavados pelos grandes bancos. A documentação também sugere que boa parte da elite econômica, tanto na América Latina quanto nos Estados Unidos, continua se beneficiando do negócio da droga.

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