A solução para a crise econômica é Lula Livre e governo do Partido dos Trabalhadores

Em recente editorial do jornal golpista Estadão, a direita reconheceu que a situação econômica brasileira retrocedeu para antes de 2010. Isso só confirma o que todos já sabiam. Toda a fantasia alimentada pelos golpistas sobre uma suposta recuperação econômica acabou de vez.

Por muito tempo, a direita mentiu ao jogar nas costas do Partido dos Trabalhadores a culpa pela crise econômica. Omitiram que quando Aécio (PSDB) — vendidos pelos golpistas como grande arauto da moralidade, foi derrotado nas eleições de 2014, a direita partiu para um plano de sabotagem contra o país. Plano que foi confessado por dirigentes do PSDB.

Em associação com o Departamento de Estado dos EUA, a direita golpista encabeçada pelo Eixo mídia-judiciário-militares, criaram o sistema Lava-Jato. Por fora de todos os marcos constitucionais, a Lava-Jato permitiu que os Estados Unidos usassem da bandeira da corrupção para destruir a economia do Brasil.

A Lava-Jato destruiu empresas, sabotou a economia e foi responsável pela queda de 2,5% do PIB em 2015, um prejuízo na ordem de R$ 142 bilhões. Enquanto isso, o juizeco Moro se vangloriava de ter recuperado R$ 2 bilhões. No plano político, o Governo Dilma enfrentava o Eduardo Cunha no Congresso que se dedicava a barrar a votação de qualquer política econômica de combate à crise.

Em grande medida, o golpe de 2016, só foi possível por conta da crise econômica que atingiu o país a partir de 2015. Quando os golpistas não conseguiram demonstrar nenhum crime de responsabilidade que sustentasse o golpe impeachment, tentaram justificar o golpe por conta da situação econômica. Da tribuna eles bravejavam: “Voto sim [pelo golpe] por causa dos 10 milhões de desempregados!”. Pois bem, agora não são 10 milhões, mas sim  um desemprego cresceu atinge 12,7 milhões de pessoas e mais 23,9 milhões de trabalhadores informais.

O golpe levou o Brasil para uma catástrofe econômica que tende a se aprofundar cada vez mais. Com os golpistas chegando ao poder, foi aprovada a Reforma Trabalhista, com a retórica de “combater o desemprego”, pelo governo Temer. Pois bem, a Reforma acabou com a legislação trabalhista, destruiu  o mercado de trabalho e derrubou os empregos com carteira assinada. Os neoliberais mentindo sobre “superar o legado de Getúlio Vargas”, na verdade desmantelaram o modelo criado por Roberto Campos na Ditadura Militar — que à época já tinha acabado com as conquistas do trabalhismo de Vargas, terminando com a estabilidade do emprego e trocando pelo Fundo de Garantia (FGTS) — que alicerçava um sistema econômico. Esses neoliberais destruíram, por exemplo, o desconto em folha que é a receita concreta para a União e a garantia do financiamento da Previdência Social. O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que servia para financiamento de infraestrutura, foi desarticulado com a Reforma. É a formalização da carteira de trabalho que garante o acesso ao crédito.

Logo nos primeiros dias de governo Temer, também foi destruída a Lei de Partilha do Pré-Sal (por meio de projeto do José Serra encomendado pela Shell), que era uma das grandes obras do governo Dilma, que permitia o financiamento da industrialização do país.

Na continuidade dos ataques contra o país, no início desse mês de março, o presidente do partido NOVO, Gustavo Franco (que assumiu a presidência do BNDES desse governo militar), disse que o governo tem que fechar as universidades federais abertas nos governos Lula e Dilma. É uma política de sabotagem ao país sem precedentes. É claro que ele tem a informação do papel central da criação de universidades no desenvolvimento econômico. O desenvolvimento recente do nordeste foi possível pela proliferação de universidades na região.

Com essa política neoliberal desastrosa será impossível sair de qualquer crise, até porque o neoliberalismo é um projeto de crise para os países-satélite do imperialismo. A questão e verificável ao observarmos a estagnação do crescimento do país. O Produto Interno Bruto (PIB), “cresceu” insignificantes 1,1,% no ano 2018. Para 2019, a previsão de crescimento do PIB está entre 1,5% e 2,7%, segundo as avaliações mais otimistas. A confiança do consumidor caiu 0,5%. O volume das exportações caiu US$ 2,667 bilhões, em comparação com 2018.

Para aprofundar ainda mais a crise econômica, o governo militar vai impor goela abaixo da população mais um ajuste neoliberal que prejudicara todas as camadas populares e a classe média que conseguiram uma certa ascensão durante os governos petistas.

Com esse cenário de “ajuste”, o mercado interno está beirando o colapso em uma situação em que o mercado externo também está em colapso. A via adotada pelo governo militar é a de fortalecer o sistema financeiro, que asfixiam a indústria e a economia nacional, com juros extorsivos anuais de 250% por uma inflação de 4,5%, mantendo a estrutura fiscal e tributária que sangra os recursos públicos à serviço do pagamento dos juros da dívida interna e externa.

Para complicar ainda mais a situação da economia, o governo militar, pela figura do Paulo Guedes, apresenta o plano de venda de todas as estatais (“com exceção da Petrobrás, Caixa e Banco do Brasil”), o que levará as receitas da união à ruína. Os R$ 100 bilhões que o governo pretende arrecadar com a venda das estatais, serão entregues diretamente ao mercado financeiro para pagar 20% da dívida pública. É um duplo assalto: os bancos lucram com a venda das estatais a preço de banana e depois recebem o mesmo dinheiro da compra através do pagamento da dívida.

Essa política de privatizações forçará o Brasil a queimar a reserva de dólares e ouro acumulados nos governos Lula-Dilma, já que a União não vai ter mais nada pra vender, ou então negociar a dívida pública com os bancos.

No mesmo conjunto de ideias, esse governo militar está desindustrializando o Brasil. Desde o golpe, 13.8 mil industrias foram fechadas no Brasil, mais de 341.6 mil empresas fechadas. Em especial a venda da Embraer, onde os militares entregam para os Estados Unidos décadas de pesquisas e a possibilidade do país se defender. A destruição do setor, que representa 21% do PIB e 32% da arrecadação, passa pelo fechamento do Ministério da Indústria e Comércio, minimizando a atuação do principal banco de desenvolvimento da América do Sul, o BNDES.

Combinada com a desindustrialização, o Brasil já sofre com a política de subordinação e alinhamento automático aos Estados Unidos. A política de esvaziar o país do Mercosul, o boicote à ALBA, a CELAC, distanciando-se da China, que é seu maior parceiro comercial, em benefício dos Estados Unidos e Israel.

Medidas neoliberais na economia afetam a questão social. Em apenas 3 anos de retorno do neoliberalismo, os dados da questão social brasileira são desoladores. Numero de mortes é de 39.183 mortes violentas. O Brasil é o 3 população carcerária e a previsão é de 1,47% milhão em 2025.  Temos hoje 15 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza.

Tudo isso foi possível quando a direita conseguiu neutralizar a memória do povo, pela propaganda diária contra Lula, Dilma e o Partido dos Trabalhadores. É bom lembrar que foi o presidente Lula, que assumindo a presidência em 2003, levou o país ao nível de 6° maior economia mundial, garantindo não só o desenvolvimento econômico mas melhores condições de vida para o povo brasileiro. A tragédia neoliberal causada pelos governos Collor e FHC mergulhavam o país na tragédia social com 12 milhões de desempregados e cerca de 40 milhões de famintos.

Em 12 anos de governo PT, interrompido golpelo de 2016, o desemprego foi reduzido para 4 milhões e retirou o país do mapa da Fome da ONU. Essas conquistas do Partido dos Trabalhadores não se apagam com as enxurradas de mentiras e com a falaciosa luta contra a corrupção. A classe dominante que governou o país por 507, quer culpar os 12 anos de governo PT por todo desmantelamento nacional.

Ao contrário, em 12 anos, o PT fez avanços importantes na proteção social, na criação de políticas públicas, na defesa da soberania nacional, a fim de superar a estrutura escravagista e neocolonial.

Está claro na atual situação. Para derrotar a ofensiva neoliberal dos golpistas, é preciso defender a liberdade de Lula. A liberdade do Presidente Lula é uma prioridade não somente porque ele é vitima de um processo fraudulento e criminoso, mas principalmente porque o futuro do país depende disso. Lula é o polo oposto ao projeto que está ai.

Lula livre significa afirmar que se não fosse esse processo judicial fraudulento e o golpe, Lula seria presidente, eleito em primeiro turno. E teríamos, sem sombra de dúvida,  outra realidade nacional. Já governamos o país e sabemos quem foi o melhor presidente da história.

Lula encarna o projeto nacional, democrático e popular do Partido dos Trabalhadores. O país pode e deve ser governado pelos trabalhadores, através do seu partido, o PT. Está mais que provado que o atual projeto golpista e neoliberal da direita só tem a oferecer para o povo fome, desemprego e repressão.

O governo do PT não será possivel através dos marcos atuais. Ou seja, não voltaremos a governar o país aceitando as eleições fraudadas comandadas pelos golpistas. Não há condição de esperar até as próximas eleições, se elas acontecerem. É preciso construir as condições para derrubar o regime militar.

Desde já devemos organizar a resistência para colocar abaixo esse governo neoliberal-fascista que declara guerra os trabalhadores e o Brasil. Promover imediatamente uma ampla campanha nacional e internacional exigindo a liberdade imediata do presidente Lula. Debater e articular uma mobilização em torno de uma nova assembleia nacional constituinte, popular e soberana, já que os golpistas rasgaram a atual. É urgente e necessário resgatar a garantia dos direitos sociais, políticos e trabalhistas usurpados pelos golpistas.

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