Mourão e o ‘governo’ da mentira e traição da pátria

A mídia golpista, em especial a Rede Globo, está unida ao Alto Comando das Forças Armadas para dar o autogolpe. Para tal, dão publicidade para o General Mourão, um traidor da pátria, desinteressante e que em nada contribui para o debate nacional, afim de forçar uma “aceitação” pública ao general como substituto do capitão do Exército, que hoje ocupa ilegitimamente a Presidência da República.

Nessa campanha publicitária, o general Mourão é taxado de “moderado”, “sensato”, “dialogável”, além de outros adjetivos. Peça-chave no governo do GSI, Mourão ocupa um papel similar ao de Primeiro-Ministro do atual regime. Pela mesma via, a mídia promove criticas tanto para pressionar o governo a adotar medidas e para chancelar a farsa democrática. Através de figuras como Ciro Gomes e Reinaldo Azevedo, há uma operação para dar uma aparência de civilidade e “democracia” à Ditadura dos Militares.

Infelizmente, na sanha de derrubar o capitão miliciano a qualquer custo, parte da esquerda aceita essa falsa narrativa de desinformação sobre “Mourão sensato”. Não há atalho: se Bolsonaro cair é necessário derrubar Mourão e todo o governo do GSI [Gabinete de Segurança Institucional]. Também devemos acabar com a operação golpista Lava-Jato e o golpe de estado, garantindo o retorno do governo do Partido dos Trabalhadores e dos movimentos sociais e sindicais, encabeçado pelo movimeto Lula Livre.

Em meio a histeria dos golpistas que falavam de “vitória esmagadora” ou “fomos humilhantemente derrotados” [Ciro Gomes], o capitão do Exército chegou à presidência (teoricamente) com apenas com 37% dos votos totais. Em pesquisas recentes, conta com a menor popularidade de um presidente desde o fim da Ditadura Militar (39%, CNT-MDA). O fato é: esse governo nunca teve popularidade. Toda a operação foi para esconder que o capitão do Exército era apenas um holograma dos militares para dar uma falsa aparência de legitimidade ao golpe contra o governo Dilma.

Porém, diferente de Mourão, o Capitão do Exército tem “base social”, ainda que pequena. Está ancorado no apoio de igrejas neopentecosais, em uma classe média fascista e histérica, em militares de baixa patente e grupo dedicados à contravenção, ao narcotráfico e ao paramilitarismo das milícias. Internacionalmente, conta com o apoio do Eixo Trump-
Netanyahu.

É um grande problema para a burguesia repassar a pequena base de apoio do Bolsonaro para o Mourão. A transferência não dará certo. Até mesmo Lula – liderança mais popular do país – não conseguiu transferir toda sua base para o Haddad durante o curto período eleitoral do ano passado.

Na medida em que o governo vai aplicando o programa neoliberal, sua base social vai encolhendo cada vez mais, pois o neoliberalismo e o entreguismo neocolonial são profundamente rejeitados pelo povo brasileiro. Aqui vemos o motivo do desespero dos golpistas em destruir o ensino público e fomentar a guerra religiosa entre católicos e evangélicos neopentecostais, pois necessitam criar uma base social para sustentar o programa do golpe.

Para agravar ainda mais o quadro dos golpistas, o recuo que os generais deram ao não sustentar o suporte aos norte-americanos em invadir a Venezuela no último dia 23 de fevereiro, mostrou que os generais são covardes e não conseguem promover um conflito contra forças reais. Essa derrota abalou as Forças Armadas, pilar central do programa de traição à pátria.

A decadência e entreguismo das Forças Armadas fica evidente na entrevista dada pelo general Mourão recentemente à Globo. Além de falar uma série de besteiras, vai ao extremo do ridículo em ataques contra o governo Nicolás Maduro. O (in) sensato Mourão afirmou que “existem entre 20 a 60 mil agentes cubanos que controlam o sistema de inteligência, vigia as lideranças das Forças Armadas e controlam as milícias populares.” Como é de se imaginar, ele não apresentou nenhuma prova ou indício que comprove a presença de militares cubanos em solo venezuelano. Quem não se lembra quando no Brasil a direita golpista atacou a presença dos médicos cubanos acusando todos de guerrilheiros? A campanha mentirosa de ataques aos cubanos era apenas um pretexto da direita para acabar com o Programa Mais Médicos, deixando milhões de brasileiros sem assistência médica em todo o país.

Mourão, esse sim um agente dos Estados Unidos colocado aqui para trair o país, pinta um cenário na Venezuela que não existe. A verdade é que o governo é forte, o chavismo conta com grande apoio popular, uma base social mobilizada e organizada diariamente. O sistema de inteligência venezuelano é altamente profissional e a armada é nacionalista e chavista. Essa é a verdade que levou os militares a recuarem no dia 23 de fevereiro.

O covarde Mourão tenta pintar uma realidade da Venezuela que não existe para minar a coragem de Maduro, que vem inspirando o povo brasileiro para resistir contra a mesma corja golpista que dá golpe aqui e na Venezuela.

Para ver o nível de cinismo desse capacho traidor da pátria, quando perguntado se o conflito na Venezuela tinha relação com petróleo, ele disse que não e defendeu que o Brasil deve vender nosso Pré-Sal para os Estados Unidos. “Não podemos sentar em cima das do Pré-Sal. A era do petróleo está acabando.” Claro que não é difícil desmascarar essa afirmação mentirosa, pois vivemos em plena dependência do petróleo. Essa declaração não passa de um álibi muito medíocre para justificar a privatização e o entreguismo do nosso Pré-Sal pelo governo militar.

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