PEPE MUJICA É O EXEMPLO DE ESQUERDA “NEUTRA” COM A VENEZUELA.

Em política não existe neutralidade, especialmente diante de grandes questões, como é o caso da guerra Venezuela. Uma pessoa pode concordar ou não com o modelo econômico, social e cultural escolhido ao logo desses 20 anos pelo povo venezuelano, mas nunca pode se colocar ao lado do Imperialismo. O que está em jogo na Venezuela não é a baboseira “Direita vs Esquerda” ou “Ditadura vs Democracia”, mas sim a SOBERANIA. Se em uma situações de injustiça, um pessoa escolhe ficar “em cima do muro, ela está se colocando ao lado do opressor.

Segundo a imprensa uruguaia, Pepe Mujica recebeu vários e-mails do Departamento de Estado uruguaio que revelavam a obsessão de Donald Trump para invadir a Venezuela. Entre essas informações, Mujica soube que entre as autoridades que seriam escolhida para organizar uma possível eleição na Venezuela seria Jeffrey Feltman, ex-subsecretário de Estado para o Oriente Médio durante o governo Obama, ou seja, as eleições seriam completamente tuteladas e fraudadas.

Oficiais uruguaios pediram a Pepe Mujica participasse da mesa de diálogo para pressionar o governo Maduro a aceitar “eleições” e evitar um “banho de sangue”. Pepe considera que a melhor coisa é que a Venezuela abandone sua soberania e aceite eleições totalmente supervisionadas por uma ONU que, em sua estrutura diplomática, é organizada por ex-funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Pepe fala em “evitar banho de sangue”, mas omite que exista na Venezuela, mas também acontece em países como Argentina, Brasil, Equador, Bolívia e Nicarágua, entre muitos outros uma tentativa do imperialismo de “extirpar”, segundo a própria linguagem da Casa Branca, o socialismo e a esquerda nacionalista da América Latina. Como se fosse um renascimento da Operação Condor dos anos setenta, uma velha doutrina de anti-comunista, para destruir o PT, o Kirchnerismo, o Chavismo, o Evismo, o Correísmo e o Sandinismo. Nessa lógica, o país que pode ser visto como o “modelo” de um pós-chavismo é o Brasil.

Governado por um “holograma”, criado e protegido pela mídia e pelos militares para esconder a Ditadura pós-golpe de 2016, com o apoio irrestrito de um exército de tecnocratas institucionais, cuja melhor síntese é a figura do juiz Sérgio Moro, uma figura criou um sistema policial para destruir a economia nacional e impedir que o desenvolvimento nacional prospere, a Lava-jato. Um governo tutelado pelos Estados Unidos, onde o líder com o apoio mais popular pode morrer na prisão, e qualquer tipo de resistência é assediado, perseguido e demonizado pela tríade de serviços de inteligência, meios de comunicação e operadores judiciais. No Brasil, quem exerce o poder real são os bancos e as corporações. O “presidente”, Heleno e seu governo do GSI, desarmam o Brasil como um país poderoso para ser reconvertido em colônia dos EUA, uma fazenda do terceiro mundo com baixa relevância na geopolítica mundial.

Para além da posição interessada e tendenciosa de Mujica, a realidade é que existe um entendimento que caso ocorra golpe na Venezuela todos os governos golpistas que governam o restante da serão muito mais brutais e com menor possibilidade de resistência. De imediato um processo de derrubada do progressismo boliviano, o cubano e o nicaraguense, entre outros. Olhe sob o nome da “troika do mal”, como se tivéssemos retornado à Guerra Fria.

Goste Mujica e parte da esquerda ou não, a Venezuela representa um modelo de equilíbrio geopolítico na região. É por isso que o resultado não intencional de Trump e companhia é ter criado as condições objetivas para uma frente oposta à sua política na região, de um consenso básico apoiado pelo não à guerra, hoje tomado como uma bandeira global. pelos aliados e não aliados de Chávez.

Enquanto na Venezuela, a guerra foi exposta com todos os fios de cumplicidade, o que também fortaleceu o vínculo afetivo do povo chavista com o Estado e suas instituições, contra o risco que rege a existência do Estado Soberano da Venezuela. O que vai muito além de uma presidência, alguns ministérios e de eleições.

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