Suspeitos do assassinato da Marielle são presos no condomínio do Bolsonaro.

Às vésperas completar um ano, o assassinato político da militante e vereadora do PSOL, Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Gomes, ainda está sem solução e impune. Ambos foram executados em plena Intervenção militar no Rio de Janeiro.

Além da militância em movimentos sociais do estado e na defesa dos direitos humanos, Marielle fazia parte da comissão que investigava as ações do Exército na Intervenção Militar, milícias e grupos de extermínio de policiais militares e civis.

Na manhã dessa terça-feira [12 de março], o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos e o policial militar reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, foram presos suspeitos pelo assassinato de vereadora. Élcio e Ronneie são apontados como motorista e atirador do automóvel usado para o crime político de 14 de março de 2018.

Élcio foi preso em sua casa no condomínio de Vivendas da Barra da Tijuca, mesmo local onde mora o capitão do Exército que ocupa ilegitimamente a cadeira da Presidência da República. Élcio e o capitão eram conhecidos. No perfil do ex-PM e miliciano há fotos ao lado do mesmo.

A ligação do clã Bolsonaro com universo das milícias é pública. O filho do capitão e Senador pelo RJ homenageou o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, líder miliciano preso da Zona Oeste. O filho do capitão também homenageou o major Ronald, miliciano e que está foragido. A esposa e a mãe de Ronald trabalhavam no gabinete de Flávio Bolsonaro até novembro do ano passado, quando as denúncias começaram a aparecer.

O amigo de Flávio, Adriano, foi preso duas vezes, suspeito de ligações com a máfia de caça-níqueis. Em 2011 ele foi capturado na Operação Tempestade no Deserto, que mirou o jogo do bicho.

Em sua candidatura para o Senado, Flávio ganhou o apoio da família Abrahão David, que controla parte do Jogo do Bicho no Rio de Janeiro.

São várias as homenagens e defesas do clã Bolsonaro à milícias e grupos de extermínio, que tornam públicas as ligações dessa família com os grupos paramilitares: “Enquanto o Estado não tiver coragem de adotar a pena de morte, o crime de extermínio, no meu entender, será muito bem-vindo”, disse o então deputado.

Abriano, amigo de Flávio Bolsonaro, também era tido pelo Ministério Público do Rio como o homem-forte do Escritório do Crime, uma organização suspeita do assassinato de Marielle Franco.

O Governador do RJ, Witzel, que é aliado do clã Bolsonaro e também recebeu apoio do jogo do bicho, afirmou hoje que os suspeitos poderão fazer delação premiada para apontar mandantes. Tendo em vista que as delações são sempre usadas para fins políticos, o governador carniceiro está tentando manobrar para proteger seu padrinho político.

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