Mourão defende desindustrialização e desmonte da educação pública

Em entrevista concedida pelo general Mourão à repórter Mariana Godoy, da RedeTV, ele comemora a desindustrialização do país, dizendo que: “a vocação do país é ser o celeiro do mundo”.

Quando perguntado o que achava da venda da Embraer, diz: “no atual momento tem que encaminhar”. Para ele a destruição da nossa indústria de defesa e aeroespacial deve continuar. Independente quem esteja na cabeça do governo do GSI, seja Mourão ou Bolsonaro, o projeto dos Militares é impedir a industrialização do Brasil. Acabando de vez com a indústria da construção civil, naval, aeroespacial, petroquímica, automobilística, o complexo industrial da defesa que os Governos de Lula e Dilma tinham retomado. Mourão quer continuar a conversão do país em uma república das bananas e uma fazenda dos EUA.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a participação da indústria da transformação no PIB foi a menor desde 1949, equivalente a 11,3%. Uma queda de 0,9% em comparação ao ano passado. O gráfico abaixo são dados do IPEA e mostra o processo de desindustrialização do país. É importante notar que com o neoliberalismo a industrialização cai drasticamente.

Com o golpe contra o Governo Dilma, o governo dos militares é coluna vertebral da desindustrialização e desnacionalização da nossa economia. Desde o golpe, 13.8 mil indústrias foram fechadas e mais de 341.6 mil empresas fechadas.

Graças ao prolongado cenário de desindustrialização da economia, ou seja, a participação cada vez menor da indústria no PIB do País, apenas sete commodities respondem hoje metade do valor das exportações brasileiras. As vendas de soja, petróleo bruto, minério de ferro, carnes, celulose, açúcar e café renderam US$ 120,3 bilhões, o equivalente a 50,2% do total exportado no ano de 2018.

 


Não satisfeito em defender a desindustrialização do Brasil, o “fazendeiro” Mourão defende que se faça cortes na educação universitária, que é, segundo estudos, o pilar para o desenvolvimento científico e industrial do país. Ele também ataca o ensino médio e fundamental dizendo que “na escola ensinam matérias demais”. Ele também defende a “Lava-Jato da educação”, mostrando que ele não tem nenhuma noção do que é o poder executivo ou da legalidade desse tipo de ação autoritária, que nada mais é que um pretexto para atacar o ensino público e perseguir o companheiro Fernando Haddad.

Para coroar o show de bizarrices, ele ataca o carnaval dizendo que “o governo não tem que financiar o evento para turma desfilar”. Em dados divulgados pelo próprio governo, foram investidos R$ 70 milhões e ocorreu o retorno de R$ 6 bilhões, gerando 24 mil empregos temporários, segundo a CNC. Na loucura de tentar censurar o carnaval e ganhar o apoio dos evangélicos-sionistas, ele prefere fazer mais ataques contra a cultura nacional.

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