Venezuela restabelece a luz e vai ao Tribunal Internacional denunciar os EUA

Na última terça-feira, dia 12 de março, o Presidente da República Bolivariana da Venezuela, o camarada Nicolás Maduro, anunciou o restabelecimento definitivo da energia no país.

Durante cinco dias, ocorreram três apagões que afetaram toda Venezuela, o estado de Roraima – Brasil e o norte da Colômbia. A falta de energia se deu após ataques terroristas contra a principal usina elétrica, Guri. O Presidente esclareceu que ocorreram três níveis de ataques. O primeiro nível foi o cibernético contra os computadores da usina de Guri; o segundo nível consistiu no uso de armas eletromagnéticas contra torres e usinas; e o terceiro atentado foi direcionado à estações, subestações e torres de transmissões. Maduro afirmou que houve uma grave violação dos direitos humanos do povo venezuelano, por parte do imperialismo estadunidense, afim de destruir a Venezuela para somá-la as suas riquezas.

Como em qualquer ataque cibernético, os criminosos deixaram rastros e já existem provas que apontam que o ataque se dirigiu de Houston – Texas, e Chicago, ambos nos EUA, ordenada diretamente pelo Pentágono e o Comando Sul do Exército estadunidense.

Foi nomeada uma Comissão Presidencial Especial, sob o comando da Vice-Presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, com a participação do Ministério Público e do Conselho Científico para investigar a fundo o ataque cibernético. Essa Comissão apresentará, junto ao Tribunal Internacional, uma denúncia contra os Estados Unidos e seus agentes internos na Venezuela por crimes contra a humanidade. A Comissão também fez o convite para que a Organização das Nações Unidas se integre ao estudo forense sobre o atentado.

Por sua vez, técnicos e cientistas da Rússia, China, Irã e Cuba já chegaram ao país para ajudar na prevenção e no apoio, já que os mesmos possuem experiência no tema de defesa dos ataques cibernéticos.

O Presidente Maduro ressaltou o heroísmo e valentia dos trabalhadores e técnicos da empresa de energia que restabeleceram rapidamente a eletricidade, contrariando assim o plano dos Estados Unidos que era deixar o povo venezuelano nas escuras entre 15 e 30 dias.

O governo, organizações de base, os partidos de esquerda e populares, as instituições e as Forças Armadas se mobilizaram para manter a paz e tranquilidade. Maduro sinalizou que a Venezuela ganhou a batalha, mas ainda não a guerra. A resposta ao ataque cibernético foi uma vitória que se soma às vitórias anteriores, tais como: a tentativa de impor um golpe de Estado no dia 23 de janeiro, a vitória contra a tentativa dividir as Forças Armadas, a vitória da falsa “ajuda humanitária” do dia 23 de fevereiro, a vitória da festa e paz popular do carnaval e a vitória da batalha elétrica.

As Forças Armadas da Venezuela anunciaram a realização entre os dias 16 e 17 de março dos Exercícios Cívico-Militares Ana karina Rote para estabelecer plano de defesa das instalações elétricas do país.

Ao sabotar o sistema elétrico, o objetivo dos EUA era gerar caos social artificial e fomentar os confrontos civis entre venezuelanos e assim justificar a intervenção militar estrangeira. Querem, através da propaganda de guerra, controlar a opinião publica afavor da guerra.

A guerra elétrica e a guerra cibernética são realidades no mundo contemporâneo. A revista norte-americana Forbes demonstrou em artigo que o ataque na energia partiu dos Estados Unidos. A revista disse que “é muito realista” pensar que o governo dos EUA lançou um ataque cibernético ao complexo hidrelétrico de Guri, que causou o blecaute. “A ideia de um estado estrangeiro manipular a rede elétrica para forçar um governo de transição é muito real”, diz o colunista de Inteligência Artificial.

Outro meio da grande mídia oligárquica dos Estados Unidos, The New York Times publicou diversas matérias sinalizando o mesmo e destacou que o governo dos Estados Unidos se negou a assinar uma declaração que proibia o uso de ataques cibernéticos por serem crimes de lesa humanidade.

No ano passado, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos elaborou um documento intitulado “Grupo de Trabalho para a Defesa Eletromagnética”.

Os ataques cibernéticos não são uma novidade no mundo. Em 2010, os Estados Unidos introduziram um vírus no sistema de uma usina nuclear iraniana com o objetivo de provocar uma explosão como aquela ocorrida em Chernobyl, na cidade de Pripyat, na então Ucrânia Soviética. Hoje, o Irã possui uma universidade completamente dedicada à defesa cibernética, que nada mais é que uma nova frente de batalha da guerra geral imperialista.

Bem antes disso, em 1983, a União Soviética sofreu ataque similar, onde foi provocada a explosão de uma usina elétrica no interior do país. Em 14 de agosto de 1973, um mês antes do golpe de Estado contra Salvador Allende, ocorreu um apagão elétrico no Chile que foi organizado pelos EUA e, é claro, pela oposição chilena. Por tanto, a guerra elétrica não é nenhuma novidade.

No livro Armas Silenciosas para Guerras Tranquilas, escrito a partir de um documento da Fundação Rockefeller em 1936, centra o estudo sobre os ataques ao sistema elétrico nas guerra modernas. O documento indica a guerra contra moeda, economia, serviços públicos e somado ao vetor da balcanização dos países. Mesmo roteiro do que é feito contra a Venezuela hoje.

As bases da infraestrutura da Venezuela não foram construídas pensando no planejamento da guerra. Portanto, a revolução bolivariana terá, muito provavelmente, que dar um passo importante na produção de ciência nacional e na industrialização.

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