HELENO ATACA CATÓLICOS PARA FORMAR BASE DE APOIO NOS EVANGÉLICOS

O general maçom, Augusto Heleno, voltou a atacar os católicos brasileiros. Ao comentar a realização do Sínodo da Igreja Católica, o general Heleno, afirmou que: “ONGs estrangeiras e chefes de Estado de outros países não devem dar ‘palpite’ na Amazônia brasileira”.

Heleno quer censurar católicos com o falso pretexto de defender a soberania. Heleno, o “homem de nível” de Ciro Gomes, como chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), está à frente da entrega da Embraer à Boieng – empresa que teve a operação de seus aviões suspensa em diversos países por causa de acidentes. Não existe ataque maior contra a soberania nacional do que impedir que o Brasil tenha a possibilidade de defender-se.

Os militares são a coluna vertebral do plano de transformar o Brasil em uma colônia exportadora de recursos minerais e de trabalho escravo para o império estadunidense. Por exemplo, na concepção de outro general maçom, o vice-presidente Mourão, “não existe civilização no hemisfério sul da América, e o Brasil necessita integrar-se ao plano de desenvolvimento dos EUA”.

Para sustentar tal plano é necessário apoio social. Diferentemente de 1964, hoje as Forças Armada não podem garantir um “milagre econômico”. Por conta da crise econômica internacional, o imperialismo é obrigado a ser cada vez mais predatório contra nações em desenvolvimento, o que impede qualquer “milagre econômico”.

Sem respostas econômicas, Heleno e seus aliados neopentecostais promovem a propaganda ideológica, diminuem o nível cultural e da educação. Entretanto, mesmo com a disseminação dessa ideologia venal, os militares não conseguem impor um “consenso público”, pois a realidade e os ataques brutais contra a população põem naturalmente o povo em um polo oposto aos golpistas do Regime Militar.

Mesmo com toda mídia burguesa promovendo uma operação de manipulação, esse “apoio” não é obtido e sua pequena base reduz diariamente. Por essa razão, aos militares sabem que é mais efetivo atacar a religiosidade do povo. Assim, tentam converter gradualmente o Brasil de nação majoritariamente católica para evangélica neopentecostal.

Para somar o Brasil às riquezas do império norte-americano é preciso destruir o Estado nacional. Portanto, não há outra maneira de destruir um Estado nação sem antes destruir as bases constitutivas de um povo e, no Brasil a religião é um importante fator da nação.

Diferentemente de outros países, apesar de existirem alguns movimentos independencistas no Brasil, como os separatistas do sul, São Paulo, uma faixa de fronteira com o Paraguai e no norte do país, nesse momento é improvável a utilização de conflitos regionais para balcanizar o Brasil. Por isso, a balcanização vem por meio do estabelecimento de uma guerra religiosa.

A igreja evangélica neopentecostal não tem identidade nacional, porque tem referencia direta no Estado Sionista de Israel e nos EUA. O sionismo evangélico tem controle sobre as igrejas de maior porte, em especial a Universal do Reino de Deus, dona da Record e SBT.

A destruição do emprego, da renda e da cultura nacional que os militares promovem também favorece a proliferação dos evangélicos neopentecostais. Não são poucos os estudos que relacionam diretamente o crescimento da pobreza e da desigualdade social com o avanço das dessas igrejas neopentecostais. O neoliberalismo destrói o emprego, a renda e a esperança.O principal fator de destruição das famílias está relacionado ao fator econômico. Com a destruição da família, entram as igrejas neopentecostais na conversão de novos “fieis”.

Parte da crise atual do Rio de Janeiro se explica pelo avanço dos evangélicos neopentecostais no estado. O Rio de Janeiro foi onde essas igrejas mais penetraram contra o catolicismo, contribuindo com a “alienação” e desorganização do povo fluminense.

Nesse projeto de poder dos sionistas evangélicos, o General Heleno, com seu aparelho policial repressivo do GSI, cumpre papel fundamental, promovendo tanto a perseguição e espionagem contra os católicos, como também fomentando a divisão e a guerra religiosa entre evangélicos e católicos. Esse trabalho sujo de atacar os católicos é realizado por Heleno com grande dedicação, já que por ser maçom, ele é ideologicamente convencido que a Igreja Católica deve ser destruída. A maçonaria tem uma longa história de perseguição contra os católicos em todo o mundo. Por exemplo, em 1872, durante o Brasil Império, o maçom Visconde de Rio Branco, que presidia o gabinete de Governo, inflou a multidão a atacar o Colégio S. Francisco Xavier dos jesuítas, incendiar o jornal católico “União” e expulsar juízes e ministros católicos. Na história mais recente, os maçons foram colabores ativos da Ditadura Militar, contribuindo com a perseguição de inimigos do regime, tais como militantes comunistas, padres e jesuítas envolvidos em atividades contra a ditadura.

Os golpistas precisam dividir e controlar a guerra religiosa no país com objetivo de controlar uma futura oposição, oriundas das bases da teologia da libertação, porque a Igreja Católica passa por um momento de mudanças e as reformas progressistas se fazem necessárias para uma Igreja mais próxima dos pobres.

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