Governo Militar transforma Brasil em colônia dos EUA

A diferença entre as políticas adotadas no Itamaraty nos governos democráticos do Partido dos Trabalhadores e a política atual dos governos golpistas militares é gritante. Os governos petistas promoveram uma política externa baseada na defesa da soberania nacional brasileira, da multipolaridade, integração com a África e América Latina e nos marcos do direito internacional. Já o atual governo militar extrapolou todos os limites de entreguismo, prostituição e subserviência ao Imperialismo norte-americano.

A imprensa capitalista internacional, The New York Times, CNN e a Revista Forbes desmentiram todos os episódios de falsa bandeira contra os Estados Unidos. Revelaram que os caminhões com a “ajuda humanitária” foram queimados pelos próprios partidários de Guaidó [sob comando dos EUA e descobriram que nos caminhões queimados existiam armas], que o apagão na Venezuela foi realizado pelos Estados Unidos, que o atentado terrorista contra Nicolás Maduro foi planejado pela CIA e que existem apenas meia dúzia de desertores das forças armadas que agora estão abandonados na Colômbia e entre outras mentiras. Porém, todos esses fatos passaram despercebido por um silêncio cúmplice do governo golpista do Brasil, que sempre está em prontidão para acusar a Venezuela de violação dos direitos humanos, mesmo sendo o Brasil o país que mais assassina defensores do direitos humanos no mundo.

Em 2016, no início do impeachment sem crime de responsabilidade, a maior crítica dos golpistas [PSDB, militares e a máfia dos Bolsonaro] à política externa dos governos petistas consistia na cínica acusação de “ideologização” das relações exteriores. Três anos e meio do inicio do golpe, a política externa dos golpistas baseiam-se no restabelecimento da subordinação passiva ao colonialismo e com o imperialismo dos Estados Unidos e Europa.

Durante todo o século XX, o principal parceiro comercial do Brasil foi os Estados Unidos. Até 1970, cerca de 85% das exportações brasileiras eram com os norte-americanos e a Europa, causando prejuízos ao Brasil na balança comercial e crescimento da dívida externa. Houve uma radical mudança nos governos Lula e Dilma, em 2010, 50% das exportações brasileiras eram comercializadas com países da América Latina, África e Ásia. Em 2012, a China tornou-se o primeiro parceiro comercial do Brasil. 

Para despolitizar o debate sobre as relações exteriores brasileira, os golpistas [PSDB, militares e milícia dos Bolsonaro] durante anos fez a propaganda contra a “ideologização”, como fosse possível traçar um projeto para o país sem entrar no debate entre neoliberalismo (representado pelo PSDB-Militares-MilícaBolsonaro) e a opção popular desenvolvimentista (representada pelo PT). A política externa é uma política pública, ou seja, está sujeita a correlação de forças na luta de classes e as mudanças geopolíticas internacionais e nas concepções de projeto de construção de país [Ou destruição do país, como confessou recentemente Bolsonaro].

Hoje, mais do que nunca, a política de subordinação e destruição da soberania nacional brasileira aos interesses das multinacionais fica visível nas primeiras ações do governo militar. Através de lobby de petroleiras internacionais aprovam a criação de um fundo de R$ 2,5 bilhões para que a Lava-jato espione a Petrobrás, leilão usinas da Petrobrás, privatizações de aeroportos, fim dos vistos para estrangeiros, nomeação de um general “brasileiro” para integrar o Exército dos EUA, Entrega da Embraer, da base de Alcântara entre outros crimes de lesa-pátria com desdobramentos terríveis para economia nacional (desmonte da industria nacional, fechamento de estaleiros, privatização de gigantescas reservas de petróleo, desemprego e prejuízos para a Petrobras, entre outras). Os golpistas foram mais longe nas suas agressões contra a pátria.

Um exemplo dessa política danosa é o caso venezuelano. Em 2012, Brasil e Venezuela possuíam o comércio bilateral de US$ 6,053 bilhões (exportações brasileiras de US$ 5,056 bilhões e embarques venezuelanos no total de US$ 997 milhões), com o golpe, os números de 2017 foram os piores dos últimos doze anos. A queda foi da ordem de 34,64%. O motivo se deve a guerra econômica aplicada por Washington contra a Venezuela. O governo brasileiro, seguindo as orientações da Casa Branca, instiga a crise na região aplicando sanções contra o país vizinho.  O Brasil lucrava com o comércio venezuelano e agora saiu prejudicado apenas para atender as vontades da Casa Branca.

Por sua vez, durante os governos Lula e Dilma, o Estado brasileiro teve uma política que visava garantir o fortalecimento da integração regional latino-americana, o multilateralismo e em grande medida travou oposição contra o imperialismo, mas dialogava com todos os países. Essa política garantiu enormes ganhos econômicos para o Brasil.

Dado esse contexto, não há margem de dúvida que a principal motivação para o golpe de Estado contra o Brasil foi de ordem geopolítica. Fato que decorre da forte alteração do impacto geopolítico, onde o governo PT teve papel protagonista para contribuindo com o fortalecimento do ciclo de governos progressistas na América do Sul, para a criação dos BRICS e a organização do Banco de Desenvolvimento dessa entidade. 

É claro que essa política externa independente não pode ser retomada sem derrotar o golpe no Brasil, derrubar o governo do GSI [Heleno-Militares] que tem Bolsonaro como holograma para esconder a real ditadura, enfrentando assim interesses da classe dominante brasileira, que tem completa dependência do imperialismo. Devemos lembrar que a CNI e a FIESP foram as grandes opositoras para entrada da Venezuela no Mercosul e a ampliação do bloco, porque via uma ameaça à agenda externa dado o anti-imperialismo dos governos Chávez e Maduro. Hoje, a traição dessa entidades [FIESP e CNI] com o apoio ao golpe de Estado foi paga pela Lava-Jato colocando na cadeira o Presidente da CNI, pois o projeto desse governo militar é de sabotar a economia nacional e infelizmente essa classe dominante ignorante na síndrome de vira-latas prefere combater o “comunismo que não existe”. Portanto, a burguesia nacional jamais aceitará um confronto mais aberto contra o imperialismo dos Estados Unidos e União Europeia, sendo um grande empecilho para a integração latino-americana e políticas de distribuição de riqueza no Brasil. Por essa razão é inviável a realização de uma frente democrática para derrotar o Regime Militar.

Para derrotar essa política externa, que envolve gradualmente o Brasil nas guerras imperialistas dos EUA e destrói a soberania nacional, é preciso afirmar um projeto de poder em oposição real ao governo militar. A única política que sintetiza esse projeto de poder popular, soberano e realmente patriota é a defesa da Liberdade do presidente Lula. Por isso, é fundamental defender Lula Livre, organizando o povo pobre e negro do país na luta em defesa do seu direito de viver em paz, com emprego, educação, saúde e uma pátria soberana.

Abaixo o Governo dos Militares!

Liberdade para o Presidente Lula!

Não à guerra imperialista contra a Venezuela!

Pelo direito do Partido dos Trabalhadores governar o Brasil!

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