MILITARES ENTREGAM ALCÂNTARA PARA EUA ATACAREM A VENEZUELA

O governo Brasil assinou nessa segunda-feira, dia 19 de março, em Washington, o acordo de entrega da Base de Alcântara para operações militares e de espionagem dos Estados Unidos.

O Governo Militar, que tem o miliciano Bolsonaro como holograma político para esconder a ditadura, ressuscitou e piorou o antigo acordo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que havia tentado entregar a base espacial de Alcântara, no Maranhão, para os EUA, porém esse crime foi barrado no Congresso Nacional em 2001.

Antes de viagem da comitiva presidencial à casa Branca, foi anunciado que a Base de Alcântara seria entregue para a NASA. Um dos termos do acordo assinado entre Brasil e EUA chega ao extremo de impedir o acesso de militares brasileiros dentro da base espacial. A proposta pretende criar uma área de domínio dos Estados Unidos, semelhante a Guantánamo em Cuba, proibindo a utilização da base pelo Brasil, devido à “confidencialidade tecnológica”.

O artigo VI do acordo deixa claro a restrição da presença brasileira no seu território. Conforme o item 2 do artigo, “somente pessoas autorizadas pelo governo dos Estados Unidos da América controlarão, vinte e quatro horas por dia, o acesso” à base. Segundo o item 3, “servidores do Governo dos Estados Unidos da América que estejam presentes no Centro de Lançamentos de Alcântara e estejam ligados a Atividades de lançamento terão livre acesso”. Segundo o item 5, “o acesso a áreas restritas (…) será controlado pelo Governo dos Estados Unidos da América”. (Ler acordo em anexo)

A base de Alcântara é considerada um dos melhores lugares do mundo para lançar foguetes por conta da proximidade com a Linha do Equador, a base sempre despertou interesses de diversos países, sejam eles comerciais, estratégicos, logísticos, políticos e científicos. Quanto mais próximo a base for da Linha do Equador menor será o custo do lançamento e maior será a disponibilidade de carga a ser transportada. Além disso, a partir de Alcântara, pode-se controlar todo o espaço aéreo e as rotas marinhas do Atlântico Norte entre Europa e América do Norte, por isso, a OTAN (Organizações do Tratado do Atlântico Norte) dá especial prioridade para aprovação do acordo entre o governo golpista do Brasil e os EUA.

O debate central é a soberania e não valores, mas em título de informação, os militares justificam abrir mão da soberania nacional e vender a base, pois o Brasil arrecadaria por ano 10 milhões de dólares. Valor insignificante se compararmos apenas os investimentos brasileiros na base. Para termos uma ideia do entreguismo, apenas o projeto de foguetes com a Ucrânia (antes dela sofrer um golpe em 2014) custava US$ 4 bilhões.

Umas das clausulas do contrato afirma que o Brasil não poderá utilizar o recurso de R$ 3 bilhões para investir no desenvolvimento do programa espacial brasileiro. Ou seja, com esse contrato o Brasil abre mão de sua soberania nacional.

Bases do Exército norte-americano no Brasil representando não só uma ameaça ao povo venezuelano e seu ao governo democraticamente eleito, mas também ao povo brasileiro. Miram na Venezuela e suas reservas de petróleo, a ação aposta em ocupar militarmente o Brasil e a América do Sul, comprometendo a soberania dos países sobre a região, com o objetivo de se apoderar das riquezas da Amazônia.

O tema central do encontro entre Bolsonaro e Trump [que são mandados por Heleno e Bolton respectivamente] é a situação da Venezuela. Tais medidas do governo golpista se somam a entregar o setor energético, a privatizar empresas públicas, a venda de terras do Brasil para os estrangeiros e entregar o Pre-Sal para empresas estrangeiras.

O Exército brasileiro se converteu em uma tropa de ocupação colonial para beneficiar o Imperialismo dos EUA. Servindo assim como força de “segurança pública” contra o próprio povo brasileiro. As Forças Armadas e a direita antipatriota e entreguista, estão rendidas à ultrapassada tese do falido mundo unipolar sob comando dos EUA.

Hoje, a síndrome de “vira-lata” da direita brasileira impede a construção dessa grande nação enquanto uma potência, construindo um país moderno, com justiça social e felicidade para nosso povo. Sem derrotar o projeto entreguista das Forças Armadas não iremos avançar na construção da nação de século XXI.

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