As mentiras para destruir a Petrobras

Os ataques contra a Petrobrás não começaram ontem. Desde sua fundação em 1953, com a campanha “O PETRÓLEO É NOSSO” e em especial depois da descoberta [através dos incentivos dos governos do PT e dos cientistas da Petrobrás] das gigantescas reservas de Petróleo, que a Petrobrás é atacada pelo Imperialismo e seus aliados no Brasil.

A Petrobras é a maior empresa do país e é responsável por 15% do PIB brasileiro. Em 2013, antes da operação Lava-Jato a empresa empregava 86.108 trabalhadores diretos e mais 360.180 trabalhadores indiretos. Mesmo com as demissões provocadas pelas ações da Lava-Jato, ainda assim, em 2019, a empresa emprega 63.361 e 150.217 terceirizados.

O neoliberalismo é averso ao projeto nacional que é impulsionado pela Petrobrás. Ainda no governo Fernando Henrique Cardoso [FHC] iniciou a desconstituição sistemática da petroleira brasileira com a PetroBrax. Tudo mudou com a eleição do Presidente Lula, que por sua vez fomentou grandes investimentos na capacidade de planejamento, exploração, pesquisa, desenvolvimento e tecnologia própria da companhia possibilitou a descoberta, em 2006, da maior riqueza conhecida pelo país depois da Amazônia, as megagigantes reservas de petróleo e gás do Pré-Sal.

Durante os governos do Partido dos Trabalhadores, os investimentos realizados pela Petrobras na cadeia do petróleo no Brasil em dez anos (2006-2015) atingiram 1,5 trilhão de reais (412 bilhões de dólares). O dinamismo do setor foi mantido até 2015, com investimentos de 412 bilhões de dólares (2006-2015).

Em 10 anos, a produção do pré-sal alcançou 1,5 milhão de barris diários. Por exemplo, a Noruega levou 50 anos para alcançar o mesmo patamar.
Hoje o pré-sal já representa mais de 55% da produção brasileira.

A descoberta do Pré-Sal, que só foi possível a partir de tecnologia inédita brasileira para exploração em águas profundas e ultraprofundas financiada pelo governo Lula, conseguimos finalmente ser capazes de proporcionar autonomia petrolífera ao País com sua imensa reserva de óleo e gás, suficiente para um grande impulso de toda cadeia produtiva. Ressurgimento da indústria petroquímica, naval, metalúrgica e o desenvolvimento de refinarias próprias e ampla capacidade da indústria nacional na construção de plataformas e navios de trasporte, entre outros equipamentos. Hoje, o Brasil paga pelos seus navios mercantes que antes [governo Lula e Dilma] eram produzidos aqui.

Os inimigos do Brasil, aqueles que tem a cobiça em pilhar as riquezas do nosso povo não iam ficar de braços cruzados vendo o Brasil se desenvolver. Logo o grupo Globo, braço midiático da ocupação neocolonial do Brasil, iniciou uma onda de ataques. Fizeram uma campanha de desinformação para dizer que o Pré-Sal era uma “fantasia do Lula”, que “Dilma estava sentada em cima das reservas” e outras.

Em seguida, quando a economia brasileira estava pujante, com um desemprego de 4,5% durante o governo Dilma, iniciou uma guerra contra o Brasil em duas frentes principais. Uma frente midiática, onde a imprensa pro imperialista mentia descaradamente falando “a Petrobrás estava quebrada”, “o PT roubou a Petrobras” e outras barbaridades. Por outro lado, através da Lava-Jato, que encabeçada pelo juiz Moro [um agente da CIA], começaram os ataques para desmontar a empresa: estaleiros foram fechados, a empresa foi proibida de fazer novos investimentos e seguir os projetos em curso, operações foram suspensas e etc. Ações causaram logo nos primeiros meses uma onda de desempregados no Rio de Janeiro e outros estados.

Com o golpe de 2016, a primeira ação do governo Temer foi acabar com a lei de Partilha com o projeto do lobista José Serra. Em seguida revogaram a lei da Dilma que obrigava que a totalidade do dinheiro dos royalties do petróleo fossem para educação. Essas medidas foram acompanhadas de enorme pressão sobre a Petrobras para venda de refinarias, redes de dutos, campos de petróleo, indústria do setor petroquímico e do próprio pré-sal, este agora com nada menos de 75% já transferidos para petrolíferas estrangeiras.

O governo Bolsonaro e os militares entreguistas aprofundam o desmonte da grande obra de Vargas, Jango, Lula e Dilma. Novos coadjuvantes se destacam nessa desconstituição, a exemplo do Instituto Brasileiro do Petróleo, notório defensor dos interesses estrangeiros no setor.

Diferentemente das mentiras ditas pelo general Mourão, o Petróleo é a fonte de energia mais importante do planeta e é base de disputa das principais potências. A propaganda da direita é dizer: “vamos vender o nosso pré-sal porque o mundo caminha para substituição do petróleo”. Mentira! Em 2016, carvão, petróleo e gás representavam 80% da matriz energética no mundo. Enquanto o consumo de energia cresce em todo planeta, os golpistas, comandados pelo Alto Comando das Forças Armadas, estão promovendo a entrega do Pré-Sal brasileiro para máfia internacional do petróleo.

A Administração de Informações sobre Energia dos EUA projeta que o consumo mundial de energia crescerá 28% entre 2015 e 2040. Até 2040, prevê um aumento do consumo mundial de energia de todas as fontes de combustível, exceto a demanda por carvão, que deve permanecer essencialmente estável. Portanto, segundo estes especialistas a demanda por petróleo e gás natural não diminui. Quem desqualifica quer comprar ou representa quem quer.

O cenário desolador descrito foi consequência da redução da taxa de investimentos da Petrobras e do impacto da operação Lava Jato. Em 2016 e 2017, a Petrobras investiu 32 bilhões de dólares, enquanto, por exemplo, no biênio 2010-2011 investiu 106 bilhões.

Nenhum país se desenvolveu exportando petróleo cru por multinacionais estrangeiras. Existe correlação entre o consumo de energia, crescimento econômico e desenvolvimento humano. Precisamos agregar valor ao petróleo, consumir combustíveis e petroquímicos internamente, aumentar a produtividade do nosso trabalho e usar o petróleo, que é um bem público do Brasil para seu desenvolvimento, em favor da maioria dos brasileiros.

Na contramão, o governo do militares, estão iniciando o processo de privatizações das refinarias e gasodutos. As instalações brasileiras serão entregues pela bagatela de R$ 34 bilhões para Estatal francesa Engie. Enquanto existir o governo militar o real desenvolvimento do Brasil estará ameaçado.

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