Massacre no Haiti foi comandado pelo General Heleno

Em junho de 2004, o General Augusto Heleno, atual Ministro do Gabinete de Segurança Institucional, assumiu o comando da missão das Nações Unidas contra o Haiti. Durante o comando do General Heleno, em 6 de julho de 2005, tropas da da brasileiras realizaram uma operação desproporcional onde foram gastas 22 mil balas em 7 horas. Resultou no assassinato de 63 haitianos e mais 30 feridos, incluindo mulheres e crianças. Heleno declarou a ação como um sucesso.

O governo brasileiro [na época do presidente Lula] recebeu uma solicitação da ONU para substituir o comando das tropas no Haiti, o que foi feito dias depois, com a entrada do general Urano da Teixeira da Matta Bacellar no comando.

O general Urano Teixeira da Mata Bacelar, se negava em obedeceer ordens dos EUA para aplicar operações ostensivas contra a população do Haiti. Logo o general brasileiro foi encontrado morto em um hotel de Porto Príncipe. Documentos do Wikileaks revelaram que o assassinado foi realizado por um grupo de rebeldes armado pelo governo americano e liderado por Guy Philippe, ex-miltar que atuou no golpe do presidente do Haiti, Jean-Bertrand Aristide.

A operação comandada por Heleno sofreu denúncia na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Na denúncia as tropas de invasão ao Haiti foram acusadas de permitir a ocorrência de abusos, favorecer a impunidade e contribuir para a onda de violência no país caribenho.

Heleno, despedido por Lula, tornou-se um violento antipetista. Começou a rodar os quarteis em todo país promovendo palestras contra as políticas do governo Lula e Dilma.

Na intervenção militar no Rio de Janeiro, defendeu que os comandantes de operações tivesse autorização para matar e sem ser responsabilizado. Após a eleição, expressou apoio a estratégia genocida de “combate ao crime” defendida pelo governador fluminense, Wilson Witzel, que envolve a mobilização de atiradores de elite, helicópteros e grupos paramilitares. Heleno defende que o modelo de Witzel, pode servir de modelo para o resto do país.

O processo aberto no Tribunal Internacional pelo assassinato dos haitianos ainda permanece paralisado e sem respostas.

Os fascistas das Forças Armadas são hoje apresentados como sensatos, diante das ações do governo Bolsonaro, porém isso não passa de um engodo.

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