Presidência de estatais nas mãos do imperialismo

O evento organizado pela Fundação Getúlio Vargas no dia 15 de março, com o infame nome de A Nova Economia Liberal, reuniu a equipe do desmonte da economia e soberania nacional. O ministro Paulo Guedes e os atuais presidentes da Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES expuseram seus nefastos planos de privatização das estatais.

Roberto Castello Branco, atual presidente da Petrobras e liberal confesso, defendeu a privatização, não apenas da estatal que está à frente, mas de todas as empresas públicas, com exceção do Banco Central, além da extinção do BNDES.

O entreguista, formado na universidade de Chicago, a mesma do ministro ultraliberal Guedes, ainda afirmou que tem a intenção de tornar a Petrobras o mais próximo possível de uma empresa privatizada, incluindo um modelo de gestão de natureza punitiva para o trabalhador, com direito à perda de cargo e demissões. Isso tudo para, segundo o próprio, “gerar riqueza aos acionistas”.

Não bastasse a venda do pré-sal a preço de banana, o Chicago boy ainda criticou o regime de partilha do mesmo, onde a União ainda tem algum controle, alegando ineficiência. Anunciou ainda um programa de venda de ativos, com a finalidade de botar em ação o desmonte da estatal.

Tais planos se coadunam com as declarações prévias de Castello Branco, que outrora afirmou que a venda da Petrobrás era uma questão urgente. Vale destacar que, diferente da suposta “doutrinação marxista” nas escolas, alegada por tipos como o astrólogo Olavo de Carvalho, a doutrinação ultraliberal no governo é real. Uma cortesia da escola de Chicago.

Por sua vez, o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, também defendeu a privatização dos bancos estatais, utilizando-se da mesma falácia liberal de que o Estado torna as instituições públicas menos eficientes e com menos retorno.

Já o presidente da Caixa Pedro Guimarães, embora tenha mencionado o papel social do banco, defendeu a venda de ativos não estratégicos. Guimarães, outro entreguista neoliberal, afirmou ainda que está se reunindo com instituições estadunidenses, interessadas na abertura de capital da instituição, levando ao desmonte de um banco que não só tem lucros anuais acima de R$11 bilhões, como também é responsável por diversos programas sociais como o bolsa família.

Por último, Joaquim Levy, presidente do BNDES, anunciou que o banco irá tomar novas medidas para contribuir com a privatização das empresas estatais do país. Dessa forma, o nome Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social torna-se irônico, já que em vez de contribuir para o desenvolvimento do país, a instituição servirá de auxílio para o entreguismo das riquezas brasileiras aos interesses estrangeiros.

Parece que não houve qualquer tipo de aprendizado com as tragédias causadas pela Vale, empresa outrora estatal, criada com objetivo desenvolvimentista, mas que após a privatização tornou-se apenas uma fonte de alto lucro para os grandes capitalistas. A busca por esse lucro agora faz com que a empresa passe por cima de normas de segurança, desprezando o meio ambiente e a vida dos trabalhadores e da população que mora ao redor das barragens, como ficou explícito em Brumadinho.

Ainda assim, o plano de desmonte já não é nenhuma novidade, visto que no mesmo evento o Chicago boy Paulo Guedes reiterou seus planos de entrega de estatais, posicionando-se contra a existência das mesmas. O ministro age de acordo com uma agenda puramente ideológica e entreguista, a fim de vender ativos de empresas que geram valores bilionários ao governo anualmente.

Sendo assim, o plano do desmonte é um plano ideológico que atenta contra a soberania nacional, que tende a gerar consequências econômicas e sociais. A luta pela soberania é a luta contra o desmonte do Estado Brasileiro, a fim de impedir retrocessos no desenvolvimento do país.

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