Como funcionam as armas eletromagnéticas usadas contra a Venezuela?

Após o apagão causado pela sabotagem do sistema elétrico da Venezuela, tem sido discutido em todo mundo as novas armas eletromagnética desenvolvidas pelo Pentágono.

É um consenso que bombas convencionais ou dispositivos explosivos eletromagnéticos são armas de alto potencial destrutivo. As primeiras referências públicas e comprováveis ​​de sua existência e uso em conflitos armados datam de 2001, quando os Estados Unidos as incluíram em seu plano militar na guerra contra o Iraque e Afeganistão.

Utilizando mecanismos de design concebidos na década de 50, estas bombas possuem bobinas que jogam um pulso electromagnético potente sendo possível queimar qualquer aparelho eléctrico, sem gerar outros danos colaterais, e facilitar as operações que não deixam vestígios exceto a absoluta inutilidade de equipamentos elétricos que estão dentro de seu raio de ação.

Em setembro de 2001, a famosa revista “Popular Mechanics”, noticiou que para viabilizar a bomba eletromagnética, era necessário aplicar os mesmos mecanismos do “gerador de compressão de fluxo eletromagnético”, fazendo uso de um princípio de funcionamento descoberto desde os anos 1950.

Vamos ao concreto, uma bomba elétrica funciona da seguinte maneira:

1- Uma [ou mais] bobina é construída usando cabos condutores de cobre e é instalado um capacitor que fornece energia elétrica para gerar um campo eletromagnético que permanece estável;

2 – Um tubo é inserido na bobina que é suspensa deixando espaço vazio entre ela e a bobina, este tubo é preenchido com explosivos;

3 – Este explosivo possui um detonador, ao realizar a detonação, o tubo suspenso se expande e provoca um curto-circuito na bobina;

4 – Este curto-circuito gera um pulso eletromagnético intenso que causa a falha e a inutilização de dispositivos elétricos que estão em seu alcance.


Há outros mecanismos de maior complexidade: O “Z-Pinch”, obedece a um design muito mais complexo do que a bomba e de fabricação convencional. Este dispositivo realiza confinamento de energia por meio de fixação de plasma.

Neste modo, é um objeto que pode ser de um tamanho muito maior, mas que, por sua vez, concentra a energia em um filamento (o tamanho de um carretel de linha). Essa energia é gerada pela queda potencial entre dois eletrodos, que por sua vez cria um plasma que é aquecido pelo efeito joule.

O próprio Z-pinch não é uma arma, é um aparelho de laboratório usado para dobrar metais por meio de campos eletromagnéticos e elevar a temperatura de condutores como o tungstênio. No entanto, como efeito colateral desse processo, um pulso eletromagnético muito alto é gerado com efeitos semelhantes aos da bomba elétrica.

A maior máquina do mundo de campo eletromagnético está localizado em Albuquerque, Novo México e é usada pelo Laboratório Nacional Sandia (EUA), cujo objectivo, entre outros, é a modelagem de computadores para armas nucleares.

Em 1962, após a descoberta da geração de pulso, como resultado de fluxo eletromagnético de compressão, os Estados Unidos conduziram a “Operação Fishbowl” onde detonaram uma bomba atômica a 400 metros acima do céu do Havaí, criando falsas auroras boreais, então chamaram de “bomba do arco-íris”, este experimento não causou danos fatais à população do Havai, mas provocou a queima de eletrodomésticos da população e de aparelhos elétricos das usinas de energia.

Outro teste de bombas elétricas, realizou-se em 2012, na região do deserto de Utah, onde um bombardeiro B-52 disparou um míssil que eles chamaram de “microondas míssil” por uma área de 4.000 quilômetros quadrados, todos os equipamentos elétricos que estava dentro desse perímetro pararam de funcionar.

Em 2017, a agência de notícias BBC publicou um artigo sobre a preparação dos Estados Unidos através do Projeto CHAMP, no qual desenvolveu armas de microondas de alta potência. Com o objetivo de impedir possíveis ataques nucleares norte-coreanos, esses mísseis deixariam o equipamento necessário para o lançamento de armas nucleares sem a possibilidade de operar.

Sob a premissa de evitar danos diretos à saúde da população, o desenvolvimento de armas eletromagnéticas permanecem discretamente sendo desenvolvidas como uma opção válida nas guerra atuais e do futuro, que apesar de não provocarem baixas fatais, deixam fora operação todos equipamentos elétricos e eletrônicos que compõem a vida cotidiana.

No ano passado, os Estados Unidos se recusaram a assinar um tratado proposto pelo congresso dos Estados Unidos por considerar as armas elétricas violadoras dos direitos da humanidade. Os efeitos das bombas elétricas ou electromagnética, eliminam qualquer possibilidade de manter os sistemas de telecomunicações, operação de todos os sistemas que dependem do fluxo eléctrico (de bombagem de água, distribuição de gasolina, operações bancárias, danos à hospitais e escolas entre outros).

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