LULA LIVRE É A LUTA CENTRAL PARA DERROTAR O GOLPE DE ESTADO

ENCONTRO LULA LIVRE E CALENDÁRIO DE MOBILIZAÇÕES

Dia 16 de março foi realizado o Encontro Nacional Lula Livre, evento que marcou a reorganização da Campanha pela liberdade do Presidente Lula. Superando todas as expectativas, o encontro contou com a inscrição de 1,2 mil militantes de diversas organizações populares, partidos de esquerda, movimentos sociais e coletivos políticos. Esse fato prova o grande potencial de mobilização da campanha pela Liberdade de Lula.

O encontro focou na política de formação de comitês locais Lula Livre. O evento também teve a sensibilidade de aglutinar na sua pauta outra questão fundamental para conseguirmos a liberdade do Presidente, tratou da realização de ato de solidariedade à Venezuela e ao governo presidido por Nicolás Maduro.

O Encontro está sendo seguido por duas atividades importantes, a Caravana Lula Livre que ocorrerá entre os dia 5, 6 e 7 de Abril no Sul do Brasil. Culminando com o grande ato Lula Livre em Curitiba, justamente na data que completa 1 ano do sequestro do Presidente Lula pelo Estado brasileiro. Somado à caravana, está sendo marcado duas grandes mobilizações em todo o país, dia 7 de abril e dia 10 abril no STF em Brasília.

A LIBERDADE DO PRESIDENTE LULA É A PRINCIPAL LUTA NA DEFESA DOS DIREITOS DEMOCRÁTICOS

No próximo dia 7 de abril, o Presidente Lula completa um ano que é mantido sequestrado pelo Estado Brasileiro. Foi preso em um processo farsa, sem prova e sem crime, no âmbito da Lava-Jato. A violação dos direitos democráticos do presidente começaram na sua condução coercitiva ilegal, seguida pelo lixamento midiático no Jornal Nacional e outras mídias golpistas, fato que levaram ao falecimento da sua esposa, a companheira Marisa Letícia. Contrariando a Constituição que é clara em afirmar: “NINGUÉM SERÁ CONSIDERADO CULPADO ANTES DE SENTENÇA CONDENATÓRIA”, o Billy the Kid brasileiro, o juizeco de Curitiba que agora é Ministro do capitão miliciano, ordenou sua prisão para afasta-lo da disputa eleitoral, já que em todos os cenários venceria com o pé nas costas o seu patrão escatológico nas eleições. O fascista de Maringá prendeu o Presidente Lula e ganhou em troca um Ministério, fato que seria suficiente para anular o processo e banir o justiceiro da Lava-Jato para sempre do direito e da política.

Toda esse estupro da Constituição foi coroado pelo STF que, anteriormente, havia negado o Habeas Corpus de Lula e consagrou a violência com a cassação de seus direitos políticos e impedindo de se candidatar nas eleições, contrariando até uma decisão do conselho de Direitos Humanos da ONU, do qual o Brasil é signatário. Chantageando e ameaçando o STF com um golpe de Estado, o então Comandante das Forças Armadas, general Villas Boas, publica um tweet em horário nobre, o qual foi lido ao vivo pelo golpista apresentador do Jornal Nacional, Willian Bonner, ameaçando toda sociedade caso o STF votasse pela constituição e libertasse Lula. Provando outra vez o conluio das Forças Armadas com o golpe de Estado, hoje, Villas Boas se tornou assessor especial do GSI do governo capacho dos EUA e “Israel”.

Para combater todas essas violações, a campanha Lula Livre sintetiza a luta na defesa dos direitos democráticos, a luta conta o Estado policial, a construção do Estado de exceção pela operação golpista Lava-Jato, mas também a luta contra a tutela das Forças Armadas sobre a sociedade e as instituições brasileiras.

LULA LIVRE É O PASSO DECISIVO PARA DERROTAR O GOLPE CONTINENTAL DOS ESTADOS UNIDOS.

O programa neoliberal e de alinhamento aos Estados Unidos fracassou na década de 1990. A miséria, desemprego e fome imposta à toda América Latina pelo neoliberalismo, ALCA e FMI, foi respondida pelos movimentos popular, sindical e social, que levaram aos governos da maioria das nações latino americanas, presidentes progressistas. Esses governos progressistas e nacionalistas promoveram políticas de defesa, desenvolvimento e políticas sociais que jamais foram aplicadas nos 500 anos de governos oligárquicos e pró-coloniais.

A resposta do imperialismo veio a partir da crise mundial de 2007-2008, para retomar a taxa de lucro, as transnacionais e o imperialismo necessitam esmagar os governos progressistas e nacionalistas, ampliando a exploração e escravidão contra os povos latinos e a pilhagem das nossas riquezas minerais, florestais e energéticas, além do saque das nossas empresas e tecnologias.

Iniciaram golpes de Estados em nações mais frágeis: Haiti em 2006, Honduras em 2009 e Paraguai em 2012. No Brasil, impossibilitado de promover um golpe militar direto, a CIA, que já vinha treinando juízes e promotores, treinou os generais brasileiros nas missões da ONU garantindo a vanguarda armada ao golpe de estado. Não é a toa que praticamente todos os generais que atuaram em missões no Haiti e Congo são hoje ministros do governo miliciano eleito na fraude, a exemplo de: Augusto Heleno, Santos Cruz, Azeredo Silva, Edson Leal Pujol, Floriano Peixoto Vieira Neto, Tarcísio Gomes de Freitas e Ajax Porto Pinheiro [tutor do STF].

O aparelho direto da CIA no Brasil, a Lava-Jato — operação concebida com o objetivo de sabotar e destruir a economia e o desenvolvimento tecnológico do Brasil e instalar o regime policial e militarizado — tem como tarefa principal perseguir a esquerda, em especial o Partido dos Trabalhadores e sua liderança máxima, o presidente Lula. Portanto, libertar Lula é atacar o coração da lava-jato e seu motivo de existência.

Garantir a Liberdade de Lula significa retomar a ofensiva popular e democrática contra o Estado policial de exceção construído pela operação golpista Lava-Jato. Derrotar a Lava-Jato, é desmontar uma operação planejada e operada pela CIA contra a esquerda em diversos países na América Latina. Significa também sabotar as pretensões presidenciais de Sérgio Moro, o “Mussolini de Maringá”.

A LIBERDADE DE LULA É CONSTRUIR A DUALIDADE DE PODER

A Lava-Jato foi instrumento fundamental para golpear o governo da Presidente Dilma, artífice para criminalizar a esquerda e levar ao poder o governo militar de Bolsonaro. É preciso construir uma alternativa de poder tanto as oligarquias tradicionais, que em certa medida também são atacadas pela Lava-Jato, quanto aos fascistas neoliberais pró-imperialistas.

O golpe continental, que perseguiu presidentes progressistas na América Latina, é a prova que se encerrou o período das eleições, já que a direita após vir acumulando derrotas por quase 20 anos, precisou dar golpes de Estado e adotar medidas para reduzir o peso do voto popular.

A política do golpe, de destruição dos direitos do povo e de entrega das riquezas do Brasil ao imperialismo, acirrou a luta de classes no país. O presidente Lula é o líder incontestável das forças socais e populares, uma referência política do povo brasileiro para defender seus direitos e a soberania nacional.

Garantir Lula Livre é possibilitar voz às massas populares que se aglutinarão em torno do projeto do Partido dos Trabalhadores. Por isso, a Lava-Jato e os militares querem impedir que Lula seja libertado, pois eles sabem que com o Presidente de volta às ruas o povo terá uma liderança de peso na luta contra o golpe de Estado, tornando sim, um fator decisivo para viabilizar o governo dos Trabalhadores em oposição ao Regime Militar.

LULA LIVRE É A POLÍTICA CORRETA, NÃO “FORA BOLSONARO” OU QUALQUER APOSTA INSTITUCIONAL.

É preciso antes de mais nada desfazer toda essa confusão. O governo Bolsonaro, apesar de toda a crise no governo, é o resultado do acordo entre a burguesia, as oligarquias, os militares, a mídia, o partido da Lava-Jato e o imperialismo. Por essa razão, apesar de existirem divergências no âmbito moral e comportamental, todos eles concordam com o projeto do golpe de Estado que é neoliberal e de conversão do Brasil em colônia. Nesse sentido, a esquerda deve ficar atenta aos desinformantes, às manobras e golpes que tentam viabilizar Mourão e amplificação da tutela militar, além das falácias de sustentar uma falsa democracia.

Está colocado na esquerda 3 posições, sendo duas delas se originam de uma premissa igualmente equivocada, e na aparência são dicotomicamente opostas. A primeira é a da “Frente Democrática”, uma frente amplíssima que englobaria a esquerda, o centro derretido a direita oligárquica e a direita fascista, neopentecostal-sionista e neoliberal. A ideia é montar uma coalizão, igual àquela responsável pela queda do Collor. e colocar o Mourão na presidência. Disso, provavelmente surgirá a palavra Diretas Já, mas será uma bandeira levantada no aprofundamento da tutela militar. Por outro lado está levantado a bandeira de Fora Bolsonaro, que levaria à queda de Bolsonaro e, logo, à posse de Mourão, por igualmente sinalizar uma eleição para novo presidente. Ambas propostas emergem de uma política igualmente controversa.

A terceira posição é Lula Livre. Partindo da análise, onde identifica que apesar existir crise no governo, não há crise do Regime e não temos o fato político que coloque o Regime em xeque. Com Lula conduzindo uma frente popular patriótica, que a partir da construção da correlação de forças necessárias, possibilitaria a criação da dualidade do poder com o regime militar. Só nesse cenário será possível indicar a necessidade do governo do partido dos trabalhadores, unicamente através da mobilização, organização e educação das massas.

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