É HORA DE AGIR CONTRA A DITADURA MILITAR ASSASSINA

No último domingo (7), no bairro popular de Guadalupe, Zona Norte do Rio de Janeiro, o Exército fuzilou um carro que transportava uma família que seguia para um chá de bebê. No carro estava uma criança de 7 anos, filho do casal. Foram dado 80 tiros de fuzil, que resultaram no assassinato de Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos, que trabalhava como músico.

A esposa de Evaldo, vendo o marido baleado, foi até os militares pedir socorro: “Fui botando a mão na cabeça e gritando, ‘moço socorre meu marido’. E eles ficaram de deboche. Eu perdi meu melhor amigo. Estou com ele há 27 anos” – disse Luciana.

O genocídio negro terá sustentação jurídica caso seja aprovado o pacote “anticrime” de Sérgio Moro. É uma revindicação do general Heleno, que é quem defende que soldados em operações tenham o direito de atirar contra alvos em potencial e não sejam punidos em casos de assassinatos. Heleno já foi denunciado na Comissão de Direitos Humanos da ONU por genocídio por sua atuação no Haiti.

A intervenção federal no Rio de Janeiro foi decretada pelo golpista Temer no dia 16 de fevereiro de 2018, com previsão prevista até 31 de dezembro do mesmo ano. Porém, as tropas do Exército continuam nas ruas.

Os primeiros passos da intervenção foram condenados pelo movimento social e popular do Rio de Janeiro. No vigésimo dia, a FAFERJ (Federação das Associações de Favelas do Rio de Janeiro) criou a Comissão Popular da Verdade. para denunciar crimes cometidos por militares. No dia 25 do mesmo mês, a Câmara Municipal formou uma comissão para acompanhar a intervenção, formada por 13 vereadores, entre eles Marielle Franco.

Uma das primeira operação do Exército foi a ocupação da Vila Kennedy. Passados alguns dias sem resultados efetivos e com a violência em crescimento, o Exército avançou em uma operação na Zona Oeste, prendendo arbitrariamente mais de 149 pessoas em uma festa, em maioria inocentes. Até hoje, famílias ainda reivindicam a liberdade dos presos. Segundo dados oficiais do IPEA e ISP, a intervenção militar no Rio de Janeiro teve resultados desastrosos. O crime aumentou drasticamente. Crimes não muito frequentes na região como sequestros, assaltos a banco, explosão de caixa eletrônico e assalto a carros-fortes cresceram.


Para nós, diante das evidencias e da conjuntura política, a intervenção militar nunca teve a função de combater a violência, mas sim de reconfigurar o crime organizado no estado para manter o controle político das regiões populares. Podemos definir a Intervenção do Exército no Rio em três pontos: 1) reconfiguração do crime organizado com o avanço do PCC e a monopolização das milícias, 2) a violação de direitos democráticos da população e 3) um excelente balão de ensaio para o avanço dos militares no poder do Estado brasileiro.

O papel das Forças Armadas é massacrar a população civil para manter o controle econômico das oligarquias e do Imperialismo. Enquanto não se mobilizar o povo e educar politicamente as massas contra as ações das Forças Armadas, continuarão os massacres contra a população nas ruas. É hora de agir e mobilizar o povo nos bairros contra a ditadura.

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