Liberdade para Assange e todos presos políticos do imperialismo!

Hoje quinta-feira, dia 11 de abril, o presidente golpista e traidor do Equador, Lenin Moreno, permitiu a entrada da polícia britânica na Embaixada do Equador, em Londres, para efetuar a prisão do exilado político, Julian Assange, jornalista de origem australiana, cidadão equatoriano e fundador do WikiLeaks.

Assange foi considerado exilado político pelo Estado Nacional Equatoriano e pela justiça desse país. O Equador, em conjunto com o Reino Unido e sob ordens dos EUA, violou sua obrigação policia e jurídica internacional de garantir proteção à um refugiado e cidadão de seu país.

Moreno já havia negociado a cabeça de Assange com os EUA, após o WikiLeaks ter divulgou denúncias de corrupção de Moreno. Repassando para o público o número da conta e o extrato bancário de uma conta da família Moreno no Panamá.

Moreno, com essa ação representa a subordinação e a destruição da soberania, das leis e da institucionalidade desses novos governos de direita impostos aos povos da América Latina por Washington.

O WikiLeaks é alvo do imperialismo norte-americano por ter vazado documentos secretos dos serviço dos Estados Unidos que revelaram a trama da espionagem, tortura e crimes contra humanidade promovidos por estes.

Esse site foi responsável por exemplo, por publicar um vídeo militar confidencial mostrando um helicóptero americano atirando e matando dois jornalistas e um grupo de civis iraquianos em 2007, incluindo crianças. Além disso, ele vazou documentos sobre tortura em nas prisões norte-americanas em Guantánamo e Abu Ghraib no Iraque. Revelou a matança em massa de dezenas de milhares de civis, acobertadas e estimuladas pelo Pentágono, e sua indiferença às leis internacionais e de soberania nacional, demonstrada vividamente pelo vazamento diplomáticos.


(O vídeo legendado em português de uma das mais perturbadoras revelações do WikiLeaks sobre a guerra do Iraque, no qual militares norte-americanos matam a tiros de helicóptero dois funcionários da agência de notícias Reuters e ferem diversos civis, incluindo crianças)

Desde o início do governo de Moreno, este começou a aplicar várias sanções e restrições contra Assange na embaixada de Quito, em Londres: proibição de reuniões e de participação em atividades políticas, restrição ao acesso à internet, abertura da Embaixada para espionagem por parte dos EUA.

Assange é alvo de um processo judicial falsificado, sem prova e sem crime. O imperialismo quer estabelecer a censura mundial [com o tema das fake news] e levar o ativista em extradição para os EUA. Nos Estados Unidos, ele tem uma a possibilidade de ser condenado à pena de morte.

O Reino Unido, subordinado à Washington, permitir à longos anos as extradições extraordinárias da CIA, incluindo a deportação ilegal de refugiados. Vários desses refugiados foram enviados para prisões norte-americanas no Egito, Afeganistão, Iraque e EUA, onde nesse momento estão sob tortura ou foram já executados.

Tortura de prisão norte-americana de Abu Ghraib, no Iraque.

É notória a influência destacada de autoridades norte-americanas e dos departamentos de espionagem para atropelar o ordenamento jurídico no caso de Assange. Assim, como Lula e Battisti, Assange é mais um preso político dos Estados Unidos, conduzidas com motivações geopolíticas.

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