Fronteira fechada leva ao colapso de cidades brasileiras

A política subalterna e entreguista da nova Ditadura Militar submetida à agenda estadunidense continua causando prejuízos ao povo brasileiro. Os prefeitos das cidades fronteiriças do Estado de Roraima solicitaram ao Senado Federal e ao governo militar que dialoguem com a Venezuela para reabrirem a fronteira, fechada desde 23 de fevereiro.

A crise tem afetado especialmente Roraima, que faz fronteira com a Venezuela, e de lá é comprada energia e combustível. Além disso, a população brasileira local depende de outros serviços prestados pelo governo bolivariano da Venezuela, tais como educação e saúde [cedida gratuitamente aos brasileiros]. Com uma economia parasitária ao país vizinho, os prefeitos alegam que as cidades estão falindo com o fechamento do comercio entre os dois países. Segundo eles, as vendas caíram e muitos trabalhadores foram demitidos. Os prejuízos causados chegam a R$ 5 milhões por dia,

O governo da Venezuela decidiu fechar a fronteira com Brasil, após o novo regime militar entregar o território nacional aos EUA e à OTAN para agredir a Venezuela com a chamada “Ajuda Humanitária” ilegal e não reconhecida pelos órgãos internacionais responsáveis. Na época, grupos paramilitares atravessaram a fronteira para o lado Venezuelano e cometeram crimes e colocaram em prática operações de falsa bandeira.

Pacaraima é o município mais afetado. Com uma população de mais de 10 mil pessoas, a cidade não têm nem posto de gasolina. O prejuízo à fronteira brasileira ultrapassa os R$ 150 milhões. Caiu em 99% o ‘comércio formiga’ que dava sustentação à economia local.

O fechamento da fronteira também acabou com o lucrativo contrabando de gasolina, que comerciantes locais cometiam ao roubar gasolina venezuelana. Prejuízo esse que causa desespero às máfias locais.

Alavancado pela crise financeira no Estado, o governo de Roraima decretou calamidade na Saúde. Antes, o Conselho Regional de Medicina de Roraima (CRM-RR) havia suspendido por duas vezes as cirurgias eletivas no Hospital Geral de Roraima, o principal do Estado, e na Maternidade Nossa Senhora de Nazareth. O motivo é a falta de insumos, remédios e materiais básicos para cirurgia.

A farsa da crise humanitária fica mais uma vez comprovada. Afinal, é a economia brasileira a que foi mais prejudicada com a atitude destrutiva e subordinada aos EUA do regime militar contra a Venezuela.

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