Record histórico: 70% dos russos apoiam Stalin e o país dos Sovietes

O líder e responsável pela continuação da Revolução Bolchevique, Josef Stalin (1878-1953), foi vítima de uma das mais terríveis campanhas de difamação da história. Apesar das décadas de propaganda anti-comunista do aparato burguês, 66 anos após o fim do seu governo a maioria dos russos tem uma visão positiva sobre o papel de Stalin na história da humanidade.

De acordo com uma recente pesquisa conduzida pelo Levada Center, mais de 70% dos russos consideram positiva a figura do camarada Josef Stalin e seu papel na história do país. Um verdadeiro recorde histórico, de acordo com uma pesquisa publicada na última terça (16).

A parcela de russos que respeitam Stalin cresceu 12%, enquanto a parcela daqueles que percebem o líder soviético como indiferente ou negativo diminuiu em quase três vezes desde 2015.

70% dos russos consideram o papel de Stalin na história do país “bastante positivo”, elogiando-o por derrotar o nazismo. Enquanto isso, apenas 19% dizem que Stalin desempenhou um papel negativo.

É significativo mencionar que o estudo eslavo mostra que a percepção positiva de Josef Stalin aumentou não somente entre os partidários do Partido Comunista, simpatizantes tradicionais do líder soviético, mas também entre outros grupos políticos.

O legado de Stalin (1922-1952 enquanto primeiro secretário do Partido Comunista da União Soviética e 1941-1953 enquanto primeiro-ministro soviético) é enorme na história dos povos que compunham a antiga União Soviética. Por exemplo, sob a Ditadura Czarista, em 1916, o índice de analfabetismo chegava em 70%. Em 1932, essa taxa havia caído a um patamar inferior a 10%. Stalin é reconhecidamente o criador do maior plano de educação da historia mundial. Em 1937, no governo de Stalin, o direito à instrução foi plenamente garantido: 340.000 pessoas estudaram nas escolas de ensino das fábricas; 300.000 pessoas estudaram nas faculdades operárias; 840.000 pessoas nas escolas de ensino técnico; 500.000 pessoas frequentaram o ensino superior; 7.500.000 pessoas frequentaram os institutos da indústria pesada e ligeira, de transportes e de agricultura; 8.500.000 crianças frequentaram o ensino pré-escolar; 10.000.000 de pessoas frequentaram as escolas para adultos e 28.000.000 de crianças frequentaram as escolas primárias e secundárias.

Direitos civis que só foram contemplados nos Estados Unidos nos anos 1980 já era uma realidade em 1935 na União Soviética. Enquanto os EUA conviviam com leis de segregação racial na década de 1930, a URSS já tinha leis que baniam o racismo, como o artigo 123 da Constituição Soviética: “Artigo 123 — Direitos iguais para todos os cidadãos da URSS, independentemente de sua nacionalidade ou raça, em todas as esferas do Estado, seja economicamente, na vida cultural, social ou política, constituem lei irrevogável. Qualquer limitação direta ou indireta desses direitos ou inversamente, qualquer estabelecimento de privilégios, direta ou indiretamente por causa de sua raça ou nacionalidade, assim como qualquer propaganda de exclusividade nacional ou racial, de ódio ou desprezo racial serão punidos pela lei.”.

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