RÚSSIA DENUNCIA PRESENÇA DE ISIS E AL-QAEDA NA AMÉRICA LATINA

O vice-chefe do Departamento Central de Inteligência da Rússia (GRU, por sua sigla em russo), vice-almirante Igor Kostiukov, denunciou em 25 de abril a existência na América Latina de campos de treinamento jihadistas e extremistas islâmicos ligados ao Estado Islâmico e Al-Qaeda que estão operando na região.

“Entre os novos fatores de risco, podemos destacar o surgimento na região de campos de treinamento e abrigos jihadistas”, disse Kostiukov.

De acordo com o vice-almirante russo, extremistas ligados a essas organizações terroristas “recrutam combatentes para engrossar suas fileiras no Oriente Médio e Norte da África, levantam os fundos financeiros necessários para isso e promovem a ideologia extremista” na América Latina.

Anteriormente, o Ministério de Relações Exteriores da Rússia havia alertado que o Estado Islâmico estava intensificando seus esforços para criar “posições de reserva” em diferentes regiões do mundo, incluindo a América Latina. O vice-diretor do Departamento de Novos Desafios e Ameaças do Ministério, Dmitri Feoktistov, expressou preocupação com “a intensificação das atividades de recrutamento de extremistas”, especialmente nos países caribenhos “onde há uma alta proporção de cidadãos que professam o Islã”. .

Além disso, Feoktisto disse que os países latino-americanos “poderiam ser usados ​​como uma zona de trânsito nos complexos esquemas de rotas de contrabando” do EI. O funcionário disse que os jihadistas poderiam usar seus próprios canais para movimentar ativos na região e lembrou que Moscou pede mais atenção a qualquer tentativa dos terroristas de obter acesso aos sistemas financeiros e outras infra-estruturas desses países.

No mesmo dia, Kostiukov disse durante seu discurso na VIII Conferência sobre Segurança Internacional em Moscou que os Estados Unidos pretende realizar uma “mudança de poder” na Venezuela pela força usando “mãos da Colômbia”.

De acordo com Kostiukov, hoje eles estão formando grupos armados ilegais composto por desertores venezuelano, membros de organizações criminosas da América Central e os grupos rebeldes colombianos, que já estão operando em sabotagem contra infra-estrutura da nação bolivariana.

No entanto, para os EUA “Não importa” que a primeira vítima a sofrer as conseqüências de suas ações é a população civil, cujos interesses Washington alegadamente pretende defender, acrescentou o vice-chefe do GRU.

Por sua vez, a porta-voz da Rússia, Maria Zajárova, declarou na quinta-feira [25 de abril] que os EUA continua a aumentar a probabilidade do uso da força na Venezuela, embora a “esmagadora maioria” dos países “claramente se opõem a” intervenção armada neste país latino-americano.

O uso de grupos terroristas pelos Estados Unidos no teatro de operações não é nenhuma novidade. A operação conjunta entre Exército dos Estados Unidos, Mossad, Al-Qaeda e ISIS ocorrem em diversos países e são publicas, tais como o caso da Síria, Iraque e Iêmen. É possível que a presença desses grupos esteja relacionada com a escalada das agressões do imperialismo contra a Venezuela.

Anúncios

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s